Rush: entendendo as letras de "Moving Pictures"
Por Mateus de Bem
Fonte: Rockizinho
Postado em 24 de fevereiro de 2013
Veja abaixo o significado de todas as letras do álbum 'Moving Pictures'.
1. "Tom Sawyer": Em uma entrevista o baterista NEIL PEART comentou sobre a letra:
"A composição trazia um retrato de um rebelde dos dias modernos que pairava sobre o mundo, com ampla visão e senso de propósito. Acrescentei os temas sobre reconciliar o garoto e o homem dentro de mim e também a diferença entre o que as pessoas realmente são e o que os outros apenas percebem que elas sejam."
2. "Red Barchetta": A canção descreve um futuro no qual muitos tipos de veículos foram proibidos pela "Lei do Motor". O Tio do narrador manteve um desses veículos ilegais (Red Barchetta desportivo) em bom estado por "50 e poucos anos" e manteve escondido em sua casa de campo secreta (uma fazenda antes da promulgação da Lei do Motor) . Todos os domingos, o narrador saia escondido para este local e pegava o carro para um passeio. Durante uma dessas aventuras, ele encontra um "carro com ar-liga", que começa a persegui-lo ao longo das estradas. Um segundo veículo, logo se junta a perseguição, que continua até o narrador ir através de uma ponte, que é estreita demais para os carros de ar. A canção termina com o narrador de retornando em segurança para a fazenda de seu tio.
3. "YYZ": O título dessa faixa refere-se ao código IATA de aeroportos utilizado no Aeroporto Internacional Toronto Pearson (ou Aeroporto Internacional Lester B. Pearson), o principal da região metropolitana de Toronto, Canadá. O IATA é um código composto por três letras que designa aeroportos em todo o mundo, utilizado pela Associação Internacional de Transportes Aéreos. No caso do aeroporto de Toronto, utliza-se YYZ. Combinado a esse fato, é interessante observar que YYZ é tocada incrivelmente em código morse, sendo este marcante logo no início da canção (Y: -.-- Y: -.-- Z: --..).
"Há partes dessa música que são quase evocativas acerca dos sentimentos envolvidos quando se está indo para o aeroporto. Você se sente meio que no limite e nervoso por ter que deixar sua familia para trabalhar, pensando sobre estar metade em casa e metade longe dela. É um período de transição, e sempre há um senso de infinitas possibilidades num aeroporto. Você pode mudar de idéia e voar para qualquer lugar no mundo e, de repente, não está mais em Toronto: está no mundo. Um aeroporto não deveria ser dito como situado em uma cidade, porque nunca é. Ele é sempre uma encruzilhada. E esta, claro, é o foco da música. Tentamos trabalhar muito sobre a natureza exótica dos aeroportos. A grande e animada ponte instrumental logo depois da metade, que é orquestrada, emocionante e rica, é obviamente uma simbolização do tremendo impacto que é voltar para casa". (Neil Peart, Visions)
4. "Limelight": Essa letra é uma visão pessoal de Neil Peart, sobre como é estar sob as luzes dos holofotes. Como é visto no documentário 'Beyond Lighted Stage' Neil Peart não gosta de fama e de ser balbuciado pelos fãs. O trecho, "eu não tenho coragem de mentir, eu não posso fingir que um estranho, é um amigo esperado há muito tempo" prova a visão pessoal de Peart.
5. "The Camera Eye": A letra descreve as cidades de Nova York e Londres, através do ponto de vista das câmeras espalhadas pela cidade. Elas se perguntam o porque de tamanha pressa da humanidade, porque eles nunca param para sentir a vida e simplesmente ignoram as belezas a sua volta.
6. "Witch Hunt": Uma crítica a imbecilidade humana na era de caça as bruxas, na qual milhares de pessoas foram mortas simplesmente por possuir uma cultura diferente.
"Rápidos para julgar, rápidos para odiar, lentos para compreender. Ignorância, preconceito e medo andam de mãos dadas." (Trecho da música)
7. "Vital Signs": Fala sobre como funciona a "máquina" que costumamos chamar de "ser humano". A letra faz comparações entre nós e as máquinas que criamos, e dá algumas dicas, de pequenas coisas na vida, para manter essas máquinas que são nosso corpo e mente funcionando perfeitamente.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Rafael Bittencourt dá dica para músicos e conta como Kiko Loureiro "complicou" sua vida
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
As melhores músicas de heavy metal de cada ano, de 1970 a 2025, segundo o Loudwire
A respeitosa opinião de Tony Iommi sobre o guitarrista Jeff Beck
A música caótica do Sepultura que foi escrita na casa de Jason Newsted
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"


De Neil Peart a Ozzy: 10 ícones do rock e do heavy metal que faleceram nos anos 2020
A música do Rush que mudou a forma como Kirk Hammett toca guitarra
O baixista que, para Geddy Lee, está acima de Paul McCartney - e que o próprio Paul não nega
O "músico mais talentoso" com quem Geddy Lee do Rush já trabalhou: "Teimosamente determinado"
O baterista que Neil Peart disse que "não veremos outro igual"
O pior momento do Rush, segundo Neil Peart; "não dava nem pra pagar a equipe"
A banda mais influente do rock progressivo, de acordo com Geddy Lee
A música do Rush que Geddy Lee diz ser "dolorosa" de ouvir
O álbum do Rush que Neil Peart queria ver transformado em filme
O profundo significado de "tomar banho de chapéu" na letra de "Sociedade Alternativa"
O que significa "frequentar as festas do Grand Monde", cantado por Cazuza em "Ideologia"


