Baseado na cultura Maori, alemão Aeon Of Awareness estreia com "The Embracing Light Of Rarohenga"
Resenha - Embracing Light Of Rarohenga - Aeon Of Awareness
Por Mário Pescada
Postado em 02 de fevereiro de 2025
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Começando a aparecer os primeiros lançamentos de 2025 e o grupo alemão de melodic death metal Aeon Of Awareness emplaca seu primeiro disco, "The Embracing Light Of Rarohenga" (2025), lançado de forma independente.

O grupo, formado a princípio como um projeto do guitarrista/letrista Per Lümbersson e do vocalista Meta List, é bem recente, formado 2021, mas nesse curto espaço de tempo já lançaram dois EPs.
O que chama a atenção logo de cara é o nome do disco. Afinal de constas, o que seria Rarohenga? Per Lümbersson explica: "Rarohenga é um termo da mitologia Maori referente ao mundo subterrâneo ou ao reino dos mortos. É tido como um lugar espiritual aonde as almas se dirigem após a morte, governado por seres sobrenaturais e intimamente ligado à compreensão Maori da vida, morte e vida após a morte."
Para quem não se situou, Maori é o povo nativo da Nova Zelândia, famoso pelas suas tatuagens tribais no rosto, o que despertou a curiosidade inicial de Per sobre tal cultura. A inusitada inspiração não é uma novidade para o Aeon Of Awareness, já que no EP "Wairua" (2022) o grupo já havia feito referências a sua mitologia.
Soa também exótico o fato de o grupo alternar as letras do disco entre o inglês e o seu idioma natal para abordar temas como morte, raiva, as inconsistências da vida, natureza e reflexões diversas, muitas ligadas ao existencialismo, como em "Lebenslastç;": (A vida é uma construção / Um fluxo de pensamentos infinitos / Um mar de esperança e medo / Em que sonhos frágeis se afogaram - tradução livre).
E quando falei no começo dessa resenha que o grupo pratica melodic death metal, estou falando da parte melódica mesmo. As músicas são bens construídas, alternando trechos rápidos com lentos, soando pesadas, mas não extremas. Nesse equilíbrio à primeira vista incongruente, eu destaco as melódicas "Lebenslast", que conta com a participação do vocalista Marcus "Osher" Friedrich (Epidemic Scorn) e "Hine-Nui-Te-Pō", que fala da deusa Maori que representa a morte e controladora do submundo, a mesma que está estampada na capa do disco, obra de Olga Kann e Schnuffi van Kitty. Do lado mais porrada, "Ira Di(e)mensions", a mais pesada do disco e voltada para ecologia, "King Kauri".
"The Embracing Light Of Rarohenga" (2025) é um bom disco de melodic death metal, recomendado para fãs de At The Gates, Hypocrisy e do brazuca Pandemmy. Considerando que se trata de uma estreia, podemos dizer que foi com o pé direito.
Formação:
Per Lümbersson: guitarra
Meta List: vocais
Theo: baixo
Stefan Roth: bateria
Faixas:
01 Intro (instrumental) feat. Psicotrònic Scapes
02 Lebenslast feat. Marcus "Osher" Friedrich
03 Lysis
04 Ira Di(e)mensions
05 Hine-Nui-Te-Pō
06 Te Atua (instrumental) feat. Psicotrònic Scapes
07 Tūmatauenga feat. Tom Robinson
08 Fort Forest
09 King Kauri
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os dois estilos musicais que Lemmy detestava e considerava pobres musicalmente
Falling in Reverse lança "Joseph" com Corey Taylor e Serj Tankian em colaboração inédita
Brian May (Queen) admite ter mudado de ideia em relação à IA
Baterista do Linkin Park toca música do Iron Maiden que nunca havia escutado
Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
O que Andre Matos disse ao chamar Bruno Sutter ao palco para cantar "Carry On"
O álbum clássico do rock que Ed Motta comprou escondido por ser coisa de playboy
Abbath cancela shows de 2026 e pede desculpas aos fãs e festivais
Dave Mustaine mudou de vida depois que se converteu; "Deus me enviou para o AA"
Brasileiros superestimam o Sepultura? Canal disseca mudança do show de despedida
O baixista que deixou Geddy Lee agradecido por ter conseguido vê-lo ao vivo
O amigo que Ozzy Osbourne sentia falta de ter por perto e chamava de cara definitivo do metal
O tipo de música que Eddie Van Halen odiava tocar apesar de fazê-lo muito bem
O mito em torno de Raul Seixas que Regis Tadeu diz que precisa acabar

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


