Foo Fighters: Medicine at Midnight é divertidamente eficiente
Resenha - Medicine at Midnight - Foo Fighters
Por Jorge Felipe Coelho
Postado em 01 de fevereiro de 2021
Nota: 8 ![]()
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Em declarações recentes à NME e à rádio WMMR, Dave Grohl já havia dito que Medicine at Midnight seria o "álbum de festa" do Foo Fighters. E ele não estava blefando. O álbum, inicialmente programado para ser lançado em 2020 como parte das comemorações pelo 25º aniversário da banda, é realmente alto astral.

Muitos fãs haviam estranhado a musicalidade R&B impressa em "Shame Shame", primeiro single do álbum, divulgado em novembro passado. No entanto, após tanto tempo de carreira, milhões de discos vendidos, diversos prêmios conquistados no cenário do rock e um batalhão de fãs ao redor do mundo, o jogo está ganho. Desafiar-se fazendo algo novo com qualidade deve ser exatamente o que mantém o combustível de Grohl e sua trupe na estrada musical, o que não deveria soar estranho.
O líder do Foo Fighters também manifestou que jamais gostaria de tentar repetir seus mega hits do passado como "The Pretender", "Best of You" ou "Learn to Fly". Nesse contexto de criação com busca por novos elementos, ao longo de 36 minutos e nove faixas, o décimo álbum do grupo trouxe de volta um pouco do som rock alternativo dos anos 90, mas com pitadas cavalares de pop e groove.

Já na abertura do álbum, "Making a Fire" mostra que chegou a hora do baixista Nate Mendel assumir o protagonismo em uma canção de humor otimista regada por um coro feminino cantando "na-na-na" no refrão. Na verdade, a filha adolescente de Dave, Violet Grohl, fez participação nesse acompanhamento entusiasmado.
A já conhecida "Shame Shame" talvez seja a faixa mais melancólica de todo o trabalho e é sucedida por "Cloudspotter", uma das melhores faixas do disco. A canção é uma ótima mostra resultante do encontro entre o Foo Fighters da fase incial, em 1995/1996, com a banda de hoje. O som abre com um riff cheio de swing, evolui para uma batida dançante marcada pelo baixo de Nate Mendel, até desaguar em um refrão de guitarras raivosas e distorcidas, com Dave Grohl se esguelando. Sim, como nos velhos tempos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | É chegada a hora de baixar a bola com os violões na balada "Waiting on a War" até chegar outro ponto alto do álbum: "Medicine at Midnight". A canção que dá nome ao disco é interessantíssima sob diversos aspectos. Uma faixa melódica, cadenciada por um groove em clima de suspense até a chegada de uma luz em forma de backing vocals com elementos de soul music. E o maior destaque é um solo de guitarra de Chris Shiflett, que poderia estar em um álbum de David Gilmour tamanha semelhança com o timbre usado pelo ícone do Pink Floyd.

Avançamos para a parte final com duas ótimas faixas. O rock mais pesado de "No Son of Mine" e "Holding Poison" com um refrão meio "filme de comédia". "Chasing Birds" é outra balada do álbum, porém muito mais inspirada e sonhadora que a anterior. Tendo como destaque o batera Taylor Hawkins, "Love Dies Young" chega dando as cartas finais em forma de uma canção divertida e esperançosa que contrapõe sua própria letra com os versos "amor morre jovem e não há reanimação/uma vez que se foi, sem regeneração". O riff inicial, inclusive, remete ao de "Barracuda", do Heart.
O Foo Fighters sempre trabalhou com esmero em estúdio. Novamente recrutado para a produção, Greg Kurstin conseguiu fazer o que Grohl queria: colocar as guitarras ligeiramente para trás, dando destaque ao vigor pop swingueiro que a cozinha da banda conseguiu proporcionar para fazer seu disco mais dançante, inspirado por Let’s Dance de seu ídolo David Bowie. Medicine at Midnight trouxe um repertório eficiente, muito mais coeso que o último trabalho Concrete e Gold e explorou lugares onde a banda nunca esteve. Porém, tudo isso sem perder sua própria essência e familiaridade. Esse é o segredo de mestres que sabem o que fazem, como é o caso de Dave Grohl.

Álbum: Medicine at Midnight
Lançamento Oficial: 5 de fevereiro de 2021
Gravação: 2019–2020
Gênero(s): Rock
Duração: 36:32
Gravadora(s): RCA
Produção: Foo Fighters/Greg Kurstin
Tracklist:
1."Making a Fire"
2."Shame Shame"
3."Cloudspotter"
4."Waiting on a War"
5."Medicine at Midnight"
6."No Son of Mine"
7."Holding Poison"
8."Chasing Birds"
9."Love Dies Young"
Foo Fighters:
Dave Grohl: vocal, guitarra
Taylor Hawkins: bateria
Rami Jaffee: teclado, piano
Nate Mendel: baixo
Chris Shiflett: guitarra
Pat Smear: guitarra
Técnica:
Greg Kurstin: produção musical
Randy Merrill: masterização
Alex Pasco: assistência de engenharia
Spike Stent: mixagem
Darrell Thorp: engenharia de áudio
Matt Wolach: assistência de engenharia
FONTE: Rádio Catedral do Rock

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