Resenha - Enlightened In Eternity - Spirit Adrift
Por Lucas Santos
Fonte: Rock Life Review
Postado em 17 de novembro de 2020
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Devido ao imenso sucesso de Divided By Darkness, o anúncio do lançamento de Enlightened In Eternity foi uma supresa boa, mas que fez sentido. É hora da banda aproveitar o hype e o tempo de quarentena para botar as ideias no lugar e continuar sua evolução sonora. A sua nova abordagem mais voltada ao Heavy Metal continua, além de trazer algumas ideias "diferentes", com as quais Nate mostra mais uma vez a sua importância como mente criativa no metal e continua o ótimo momento do Spirit Adrift.
Gravadora: 20 Buck Spin
Data de lançamento: 16/10/2020
Gênero: Heavy Metal
País: Estados Unidos
São mais de 6 anos que Nate Garret toca o "projeto" Spirit Adrift. Começando solo, mudando para um quarteto e agora apenas dividindo funções com o baterista Marcus Bryant. Bem, dividindo não. Nate é o "faz tudo" da banda. Principal compositor, letrista, além de tocar as guitarras, baixo, piano, mexer nos sintetizadores e cantar, o multi instrumentista começou com uma ideia mais focada para o Doom Metal, o que, vagarosamente, mudou para uma abordagem mais expansiva, progressiva e enraizada no Heavy Metal. O álbum Divided By Darkness (2019) realmente levantou o patamar da banda e fez com que Nate "encontrasse" o seu som. Divided entrou na lista final de melhores do ano, e além de ser meu ponto de entrada para a banda, me fez conhecer outro trabalho que Nate fez parte por algum tempo, o Gatecreeper. Mas isso é assunto para outro momento.
Devido ao imenso sucesso de Divided By Darkness, o anúncio do lançamento de Enlightened In Eternity foi uma supresa boa, mas que fez sentido. É hora da banda aproveitar o hype e o tempo de quarentena para botar as ideias no lugar e continuar sua evolução sonora. A sua nova abordagem mais voltada para o Heavy Metal continua, além de trazer algumas ideias "diferentes", com as quais Nate mostra mais uma vez a sua importância como mente criativa no metal e continua o ótimo momento do Spirit Adrift.
Ride Into The Light é uma abertura bem direta, uma mistura de AC/DC com Iron Maiden. Bem aqui já conseguimos apreciar a quantidade excitante de riffs elaborados e charmosos. É notável que os trabalhos de guitarra ficaram mais técnicos e difíceis, tantos nos riffs como nos solos. Seu parceiro Marcus Bryant tem uma performance sólida na bateria, variando entre o mais suave, cadenciado e clássico, dando um ar diferente as músicas, que teriam outra pegada se a bateria fosse mais rápida com bumbos duplos e etc..). Vocalmente, Nate oferece uma performance sólida também. A voz não é o seu grande "trunfo", mas suas linhas são crescentes e com muitos ganchos.
Momentos como a linha de baixo de abertura de Cosmic Conquest resgatam um lado mais rock’n’roll clássico, e Screaming From Beyond é um masterclass de como escrever riffs sem quebrar andamentos ou sacrificar a levada. Esta última faixa começa mais cadenciada, lembra um pouco a banda nos seus primórdios, porém seu seguimento é cheio de passagens de hard rock, solos e batidas mais empolgantes. Certamente um dos pontos altos do álbum. Battle High tem uma levada de marcha e um refrão gradioso. Um música que faz jus ao nome.
Como álbum, Enlightened In Eternity fica um pouco massante do meio para o final. Existem alguns momentos questionáveis - Reunited In The Void é um grande exemplo. A faixa de encerramento se arrasta demais, tentando "resgatar" o Doom de antigamente. Ela se mistura muito em todas as influências de Nate e os seus 10 minutos ficam relativamente extensos. O brilho do álbum não se apaga tanto. Não são músicas ruins, são apenas menos inspiradas que as anteriores.
Enlightened In Eternity é um álbum de heavy metal. Da arte da capa, com cavaleiros em posição de ataque com espadas erguidas, à doses cavalares de riffs. Se tudo o que você precisa é a capa, é seguro apostar que o álbum soa exatamente como parece. Divertido e bem executado, o Spirit Adrift oferece nada mais e nada menos. Aos amantes da guitarra distorcida, aos amantes de bons riffs e do heavy metal, este é o seu álbum.
Fonte: Rock Life Review
www.therocklife.rocks
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 5 álbuns de rock que todo mundo deve ouvir pelo menos uma vez, segundo Lobão
A melhor música de heavy metal de cada ano da década de 1980, segundo a Loudwire
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
"Aprendam uma profissão, porque é difícil ganhar a vida", diz Gary Holt
O disco de thrash metal gravado por banda brasileira que mexeu com a cabeça de Regis Tadeu
A lenda do metal nacional cujo apelido veio após arrancarem suas calças
A banda de rock que Robert Smith odeia muito: "Eu desprezo tudo o que eles já fizeram"
A banda de rock dos anos 1990 que acabou e não deveria voltar nunca, segundo Regis Tadeu
Steve Harris revela qual música gostaria de resgatar para os shows do Iron Maiden
A música do Motörhead que tem verso "sacana" e marcou Rob Halford
Você provavelmente nunca os ouviu - mas esses guitarristas dos anos 1980 eram absurdos
Adrian Smith explica por que não há improviso nos shows do Iron Maiden
Ronnie Radke (Falling in Reverse) pede ordem restritiva contra esposa de Tommy Lee
O clássico do rock britânico inspirado por Bob Dylan e Frank Sinatra: "Período estranho"
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica

Edguy - O Retorno de "Rocket Ride" e a "The Singles" questionam - fim da linha ou fim da pausa?
Com muito peso e groove, Malevolence estreia no Brasil com seu novo disco
Coldplay: Eles já não são uma banda de rock há muito tempo


