The Progressive Souls Collective: de pomposo, eles só têm o nome
Resenha - Sonic Birth - Progressive Souls Collective
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 05 de outubro de 2020
Nota: 9 ![]()
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Mais um supergrupo de metal progressivo - o gênero que pode acabar destronando o power metal como "variante mais saturada do heavy metal". Exceto que neste projeto aqui, ao menos, não há nada de saturado.

A iniciativa (espertamente autodefinida como "não uma banda, mas uma aventura") capitaneada pelo desconhecido, porém talentoso guitarrista alemão Florian Zepf conseguiu a proeza de reunir um time internacional de gigantes: o sérvio Vladimir Lalic (Organized Chaos) nos vocais; os estadunidenses Conner Green (Haken) no baixo, Derek Sherinian (ex-Dream Theater, Sons of Apollo) nos teclados e Kevin Moore (ex-Dream Theater, O.S.I., Chroma Key) na programação de loops; o sul-africano naturalizado brasileiro Aquiles Priester (ex-Angra) na bateria e o cubano Luis Conte (ex-Phil Collins) na percussão.
Vale lembrar que este projeto relativamente discreto marca a primeira vez na história que os dois primeiros tecladistas do Dream Theater tocam juntos. Derek chegou a tocar com o atual (Jordan Rudess) num show comemorativo dos quinze anos da estreia do quinteto, When Dream and Day Unite.
Apesar do gabarito impressionante dos músicos, o projeto, de pomposo, só tem o nome: The Progressive Souls Collective. De resto, eles são de certa forma modestos, tanto que a divulgação não teve o mesmo alarde que o Sons of Apollo - embora os dois estejam bem próximos em termos de qualidade musical. A prova de tudo o que é dito neste parágrafo é a estreia deles, Sonic Birth.
Depois de uma espécie de abertura dupla distribuída na pesada "Metature" e na leve "Comfortable Darkness", o álbum começa "pra valer" em "Killing True Beliefs", com direito a uma percussão latina muito bem encaixada.
Essa divisão entre "pesado" e "leve" vai se mostrar bastante relevante no resto do trabalho. De um lado, temos momentos mais encorpados como a dinâmica "Fractorial Emotion", o single "A Formula for Happiness" e a alterbridgeana "Hurt" e seus inesperados metais de swing.
Do outro, passagens mais serenas como "Inner Circle", a misteriosa "Mind Treasures" e a balada quase pop "You and Me Alone", cujos sopros discretos ao fundo me fizeram pesquisar se Troy Donockley não teria sido um convidado também.
Ledo engano - quem toca os exóticos aqui são Isaac Alderson e Kevin Buckley, sem falar na vocalista Megan Burtt, que faz dueto com Vladimir. O disco, aliás, tem a participação de alguns outros músicos com instrumentos incomuns no metal e suas letras são recheadas de citações a obras diversas - tudo devidamente detalhado no site oficial do projeto.
Quando disse que o The Progressive Souls Collective só tinha o nome de pomposo, quis dizer que o grupo, na contramão do gênero, não buscou riffs matematicamente construídos nem solos alucinados para marcar sua música. Ela já tem graça o suficiente desde sua base e flui de forma bastante natural, num ritmo que alguns considerariam lento, mas que parece ser exatamente o que a somatória musical aplicada aqui pede.
Abaixo, o clipe de "Fractional Emotion".
Track-list:
1. "Metature"
2. "Comfortable Darkness"
3. "Killing True Beliefs"
4. "Fractional Emotion"
5. "A Formula for Happiness"
6. "Inner Circle"
7. "You And Me Alone"
8. "Hurt"
9. "Destiny Inc."
10. "Mind Treasures"
11. "With Others"
FONTE: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/sonicbirth
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