Genocídio: Sintetizando a história de muitos artistas em sua própria trajetória
Resenha - Under Heaven None - Genocidio
Por Ricardo Cunha
Postado em 11 de agosto de 2020
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Três anos depois do último trabalho, o grupo retorna mais brutal que antes. Under Heaven None, entretanto, não exprime a tradição da banda em inovar. Considerado, todavia, na perspectiva da agressividade, é uma obra digna dos seus melhores dias. Imbuído do sentimento de perpetuar o nome da banda através das várias formações pelas quais o grupo passou, Wanderley Perna, juntamente com seus comparsas. realizou outro trabalho de alto nível que contou mais uma vez com grande produção e consolidou os 30 anos de carreira da banda de uma forma exemplar. O disco contém traços de tudo o que assimilamos sobre música pesada ao longo dos anos. É possível identificar claramente componentes do Thrash, Death, Doom, Gotic e Black Metal contidos nas varias paisagens sonoras. Aqui, é possível notar que a evolução musical se deu pela adesão ao lado mais sujo e sombrio da música extrema. Há tendências obscuras que pairam entre as sombras do apocalipse e o recomeço de um mundo novo, – entre escombros e com cicatrizes indeléveis. Não vejo razões para eleger destaques entre as músicas por motivos óbvios: cada música desse álbum é um desta em essência. E, para mim, os critérios técnicos se comunicam de forma efetiva apenas com aqueles que são conhecedores de teoria musical – os que, como eu, ouvem e falam de música mais pela vibração que ela provoca do que pela quantidade de notas que ela tem, certamente concordarão. De todo modo merece menção o cover de Black Vomit, do Sarcofágo.
Desde o último lançamento, a banda se mantém ativa e em forma. Além dos giros pelo país para divulgação do álbum em questão, participou dos tributos nacionais às bandas Black sabbath, AC/DC, Motorhead e Iron Maiden. Além de outras tantas atividades. Depois de mais de 30 anos trabalhando duro, o grupo – personificado na pessoa de WPerna – colhe os frutos dos anos de estrada. O resultado de tanto trabalho é que conseguiram colocar o nome GENOCÍDIO como determinante na história da música extrema do Brasil. Uma carreira marcada por superação e vitórias que certamente inspiraram muitos artistas do underground brasileiro. O Genocídio é, sem dúvida, uma das bandas que conseguiu sintetizar a história de muitos artistas em sua própria trajetória e, por tudo o que representa, é digno de todo o respeito.
FONTE: Esteriltipo Blog
https://wp.me/p16vjm-6Lt
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
O grande erro que Roadie Crew e Rock Brigade cometeram, segundo Regis Tadeu
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
Max Cavalera celebra 30 anos de "Roots" com dedicatória especial a Gloria Cavalera
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
A música dos Beatles que ganhou elogios de George Martin; "uma pequena ópera"
As melhores músicas de todos os tempos, segundo Dave Gahan do Depeche Mode
Slash aponta as músicas que fizeram o Guns N' Roses "rachar" em sua fase áurea
Por que a voz de Bruce Dickinson irrita o jornalista Sérgio Martins, segundo ele mesmo
A banda dos EUA que já tinha "Black Sabbath" no repertório e Oz Osborne como baixista em 1969
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


