WASP: A tentativa de ser levado a sério com o álbum Headless Children

Resenha - Headless Children - W.A.S.P.

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Por Ricardo Cunha
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8

Liderada pelo arrogante Steven Duren, vulgo Blackie Lawless, a banda surgiu na cidade de Los Angeles no início dos anos 80 e conquistou uma boa base de fãs. Com performances energéticas e muitos recursos de palco, WASP tinha uma atitude teatral, mas, altamente heavy metal e aquilo atraía muitos apaixonados. Não foi surpresa quando, em função de suas diversas extravagâncias, eles atraíram a ira da PMRC, uma organização do governo dedicada à censura de tudo o que, para ela, era considerado "de mau gosto". Bem, as letras do grupo eram um prato cheio para alimentar todo o tipo de preconceito sobre ele. Mas, ao contrário, ajudou a aumentar a sua popularidade.

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Nos álbuns anteriores a banda cometeu todo tipo de excesso musical e esse disco assinala uma transição. Lawless queria quebrar o estigma de banda extravagante e sem conteúdo e, nesse sentido, conseguiu fazer um dos seus melhores álbuns. Mas nem por isso fizeram um trabalho extraordinário. De um modo geral, para mim, esse disco tem muito valor sentimental, pois está associado a um conjunto de lembranças relativas a amizades perdidas no tempo. Me refiro aos Amigos Ricardo e Cesar, que me apresentaram muitos disco de heavy metal, entre eles, The Headless Children.

Esse disco me atingiu como uma pancada na cabeça. Foi meu primeiro contato com a banda e senti uma vibração genuína em quase todos os momentos da audição. A faixa de abertura, 1) The Heretic (The Lost Child), é um belo exemplo do que o disco tem de melhor; 2) The Real Me (cover da música do The Who) é uma boa versão, mas parece mais ter a função de vender o disco do que a de tocar o fã; 3) The Headless Children, faixa-título é o típico clássico do disco e merece atenção. 4) Thunderhead é maléfica e poderosa – minha favorita; 6) The Neutron Bomber é outro destaque, não porque seja uma grande composição, mas porque é altamente heavy metal; 9) Maneater é WASP em essência – sem comentários; 7) Mephisto Waltz é uma bela instrumental acústica; […] Todavia, como qualquer grande disco, este tem seus pontos baixos: 5) Mean Man; 6) Forever Free e 10) Rebel in the F.D.G. e seriam dispensáveis num álbum de 12 faixas (a versão original tem 10 faixas).

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No geral, o disco desempenha bem o papel de "ponto de transição" com vistas a melhorar a imagem da banda. Porém, se a mesma não gozava/goza de prestígio junto de seus pares, não era por falta habilidade nem de musicalidade. Isso estava/está mais relacionado ao fato de Lawless ser um escroto que não respeita ninguém. Ele não tem amigos fieis e isso pode ser comprovado com uma rápida pesquisa no Google. Embora não seja um grande cantor, é – sem dúvida – um grande frontman. Seu timbre é bom e se encaixa bem nas composições da banda. A bem da verdade, do ponto de vista técnico, ele não ruim, mas como pessoa, ele é simplesmente sem credibilidade.

A formação que gravou o disco contou com Steven Duren (bass/vocals/guitars), Chris Holmes (guitars), Johnny Rod (bass) e Frankie Banali (drums) como músico convidado .

FONTE: Esteriltipo Blog
https://wp.me/p16vjm-6TQ


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