WASP: A tentativa de ser levado a sério com o álbum Headless Children
Resenha - Headless Children - W.A.S.P.
Por Ricardo Cunha
Postado em 22 de julho de 2020
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Liderada pelo arrogante Steven Duren, vulgo Blackie Lawless, a banda surgiu na cidade de Los Angeles no início dos anos 80 e conquistou uma boa base de fãs. Com performances energéticas e muitos recursos de palco, WASP tinha uma atitude teatral, mas, altamente heavy metal e aquilo atraía muitos apaixonados. Não foi surpresa quando, em função de suas diversas extravagâncias, eles atraíram a ira da PMRC, uma organização do governo dedicada à censura de tudo o que, para ela, era considerado "de mau gosto". Bem, as letras do grupo eram um prato cheio para alimentar todo o tipo de preconceito sobre ele. Mas, ao contrário, ajudou a aumentar a sua popularidade.
Nos álbuns anteriores a banda cometeu todo tipo de excesso musical e esse disco assinala uma transição. Lawless queria quebrar o estigma de banda extravagante e sem conteúdo e, nesse sentido, conseguiu fazer um dos seus melhores álbuns. Mas nem por isso fizeram um trabalho extraordinário. De um modo geral, para mim, esse disco tem muito valor sentimental, pois está associado a um conjunto de lembranças relativas a amizades perdidas no tempo. Me refiro aos Amigos Ricardo e Cesar, que me apresentaram muitos disco de heavy metal, entre eles, The Headless Children.
Esse disco me atingiu como uma pancada na cabeça. Foi meu primeiro contato com a banda e senti uma vibração genuína em quase todos os momentos da audição. A faixa de abertura, 1) The Heretic (The Lost Child), é um belo exemplo do que o disco tem de melhor; 2) The Real Me (cover da música do The Who) é uma boa versão, mas parece mais ter a função de vender o disco do que a de tocar o fã; 3) The Headless Children, faixa-título é o típico clássico do disco e merece atenção. 4) Thunderhead é maléfica e poderosa – minha favorita; 6) The Neutron Bomber é outro destaque, não porque seja uma grande composição, mas porque é altamente heavy metal; 9) Maneater é WASP em essência – sem comentários; 7) Mephisto Waltz é uma bela instrumental acústica; […] Todavia, como qualquer grande disco, este tem seus pontos baixos: 5) Mean Man; 6) Forever Free e 10) Rebel in the F.D.G. e seriam dispensáveis num álbum de 12 faixas (a versão original tem 10 faixas).
No geral, o disco desempenha bem o papel de "ponto de transição" com vistas a melhorar a imagem da banda. Porém, se a mesma não gozava/goza de prestígio junto de seus pares, não era por falta habilidade nem de musicalidade. Isso estava/está mais relacionado ao fato de Lawless ser um escroto que não respeita ninguém. Ele não tem amigos fieis e isso pode ser comprovado com uma rápida pesquisa no Google. Embora não seja um grande cantor, é – sem dúvida – um grande frontman. Seu timbre é bom e se encaixa bem nas composições da banda. A bem da verdade, do ponto de vista técnico, ele não ruim, mas como pessoa, ele é simplesmente sem credibilidade.
A formação que gravou o disco contou com Steven Duren (bass/vocals/guitars), Chris Holmes (guitars), Johnny Rod (bass) e Frankie Banali (drums) como músico convidado .
FONTE: Esteriltipo Blog
https://wp.me/p16vjm-6TQ
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
A música do Metallica de 1984 que James Hetfield não quer ver nem pintada de dourado
A primeira música que o Queen tocou quatro anos antes de transformá-la em clássico
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
Tarja Turunen precisou deixar a Finlândia após demissão do Nightwish
Chuck Billy (Testament) conta como foi ter Rob Halford escrevendo prefácio de sua biografia
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
O trabalho desajeitado de Jimmy Page na guitarra que conquistou Robert Plant
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer
O detalhe sobre os músicos do Iron Maiden que impressionou a presidente da Bulgária
A reflexão de um cantor italiano de metal sobre Angra com Fabio Lione e Andre Matos
Site britânico explica por que Rock in Rio Lisboa é "um festival como nenhum outro"


"Seria um idiota se aceitasse": guitarrista descarta retorno ao W.A.S.P.
W.A.S.P. anuncia turnê especial com foco nos quatro primeiros álbuns
A resposta sincera de Aquiles Priester para quem diz que ele é "chato"
Dio: Quem fez mágica ou pisou na bola no novo tributo


