Silent: Análise das faixas do novo álbum Fragments
Resenha - Fragments - Silent
Por Jennifer Kelly
Postado em 22 de abril de 2020
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A banda Silent, criada no Rio de Janeiro, em 1991, pelo vocalista Gustavo Andriewiski, surgiu com a proposta de fazer Hard Rock calcado nos anos 80, encaminhando-se ao AOR ao passar do tempo. Desde então, lançaram os ábuns "The bright side"/2001 e "Land of Lightning"/2015, este último estive presente no show de lançamento. No ano passado além de Gustavo, nos vocais, Alex Cavalcanti (guitarra), Roberto Souza (baixo) e Luiz Alexandre "Tilly" (bateria), voltaram aos estúdios e lançaram alguns singles, que fariam parte do vindouro álbum "Fragments".
E agora, neste final de mês de abril, o tão aguardado álbum será lançado em todas as plataformas digitais, contendo, 11 faixas de inéditas, incluindo os singles já lançados.
O novo trabalho é um álbum despretenciosamente conceitual, de acordo com o baterista Tilly. Conta a história de um garoto, que tem uma vida interior muito intensa, cheia de memórias do que poderiam ser vidas passadas, ou mesmo só sua imaginação. Nada disso importa, na verdade, pois o fato é que ele se lembra de que, por vários séculos nasce, morre e renasce, e a razão pelo qual isso ocorre é o amor a uma pessoa, mais precisamente sua professora. Toda a história do álbum se passa em sua cabeça, num intervalo de poucos segundos após uma pergunta dela feita a ele.
"THE TINTED GLASS" abre o trabalho. Um ambiente escolar se faz presente logo no começo, onde se ouvem diversas vozes. a melodia começa com um forte riff, mostrando-se bem agitada e pesada, porém com uma cadência melódica. A voz vigorosa de Gustavo Andriewiski dá um toque especial. A música tem um ótimo refrão. O andamento lembra um thriller de ação, e traz um grandioso solo de guitarra. Bela faixa de abertura, grandiosa e emocional.
"BURNING ALIVE", um dos singles lançados no ano passado, vem em seguida. É uma semi-balada, que se inicia com um dedilhado, e logo entra o vocal, meio pinkfloydiano. Lenta e emocional, vai crescendo até explodir num ótimo refrão, alternando momentos mais lentos e mais vigorosos, permeando toda a música.
"ONE SONG", mais uma das faixas lançadas como single, inicia com os falatórios do ambiente escolar. Mais uma faixa com andamento mais pesado, quase Hard N’Heavy, com ótimas vocalizações e backings. É uma música alegre e pra cima, com a guitarra ditando o ritmo, comandando a faixa e trazendo um belo solo.
"WHAT LOVE CAN BE", outro dos singles lançados anteriormente, a faixa abre com a bateria, fazendo-nos começar a nos sacudir, uma vez que é uma espécie de Hard N’Dance, por assim dizer, pois seu ritmo é bem dançante. ótima vocalização, com dobras e backings. Impossível não sair balançando o corpo ao ouvi-la. No meio da faixa, um show guitarrístico nos brinda e nos leva a um final apoteótico. Sensacional, uma das melhores do play.
"PINOCCHIO" vem a seguir, e creio que seja a minha preferida. Seguindo o vigor da faixa anterior, porém mais Hard e pesada, com vocais um pouco mais arrastados, com backings muito bem executados. Traz um solo de guitarra um pouco mais curto, mas perfeito e brilhante, no meio da música, e mais louco e delicioso no final.
"YOU", a sexta faixa, mais nos tirando o fôlego ainda mais, pois continua agitada, como as anteriores. Tem um andamento alegre e muitas vocalizações. Traz um instrumental um pouco mais sujo. Uma faixa relativamente mais rápida e curta, lembrando, na sua sonoridade, as bandas de Rock Alternativo.
"THE ROAD", outra faixa lançada como single. Essa faixa também traz os falatórios de sala de aula na sua introdução. Em seguida, começam os dedilhados e entram os vocais, um pouco mais sussurrados e cadenciados. Baixo e bateria dando um ar mais melancólico. Sem dúvida, uma balada linda, aliás uma das músicas mais bonitas do álbum, e a mais longa, com quase 8 minutos. Densa e carregada de emoção. Essa foi a única faixa gravada pelo baixista Roberto Souza. Todas as demais foram gravadas pelo baixista anterior, Douglas Boiago.
"FRAGMETS", a faixa-título, uma balada iniciada com voz e violão, uma canção instrospectiva. Na sua segunda metade os demais instrumentos entram para deixa-la ainda mais bela.
"RISE", a nona faixa, que volta a trazer um clima mais agitado. Forte e rápida, vocais mais vigorosos e ótima instrumentação. Um dos destaques é a linha de baixo, bem marcante. Uma faixa curta e grandiosa.
"THE SOUND" nos aproxima do final da audição. Também lançada como single, traz a participação do vocalista Luís Felipe Netto (Piah Mater), nos backings. Ela nos dá a certeza de que estamos diante de um dos melhores lançamentos do ano. É uma música bem pra cima, com um grandioso refrão, e os instrumentais bem pesados e cadenciados. Uma faixa perfeita.
"THIS SIDE OF ETERNITY" a faixa final, começa com os falatórios escolares e logo em seguida é iniciada, mostrando-se mais lenta, no bom sentido, claro, com teclados e voz. Os demais instrumentos entram depois. Uma balada extraordinária, fechando o álbum de forma magistral, com um solo viajante, encerrando com chave de ouro.
O álbum "Fragments" será lançado nesta sexta-feira, 24 de abril, em todas as plataformas digitais. Em breve estará também disponível a versão física.
Silent – Fragments/2020
1-The Tinted Glass
2-Burning Alive
3-One Song
4-What Love can be
5-Pinocchio
6-You
7-The Road
8-Fragments
9-Rise
10-The Sound
11-This Side of Eternity
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bangers Open Air 2027 define data para anúncio do lineup completo
Metallica volta a tocar música que estava fora dos seus shows desde 2008
Aos 79 anos, Brian May (Queen) anuncia aposentadoria das turnês
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
A música de 1968 dos Beatles que é a pior de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
"Não consigo mais fazer isso"; a cruel frase que Freddie Mercury disse a Brian May
Sepultura anuncia "The Last Ceremony", que será realizado no dia 5 de novembro
Filho de Chino Moreno (Deftones) sobe ao palco com o Soulfly
A banda de rock nacional dos anos 1980 que Lobão comparou com o Palhaço Carequinha
Phil Rudd, ex-AC/DC, causa acidente, é multado e falta à audiência na Nova Zelândia
"Human", do Death, foi uma vingança a dois ex-integrantes da banda
Fabio Lione debocha de fala de Felipe Andreoli: "Inventaram hiato para eu sair do Angra?"
Power Quest anuncia saída de vocalista que entrou no Dragonforce
O episódio que fez Léo Jaime e Cazuza se afastarem por anos: "Ele me xingava"
Cinco fatos reais do mundo do rock que poderiam ser brincadeiras de 1º de abril
Sammy Hagar sobre seu álbum favorito do Pink Floyd: "Eu ouvia religiosamente"
O verdadeiro motivo para a saída de Rodolfo da banda Raimundos
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



