As The Palaces Burn: Mescla de influências em excepcional disco de estreia
Resenha - End'evour - As the Palaces Burn
Por Clovis Roman
Postado em 11 de março de 2020
Nota: 9 ![]()
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Ao visitar o Otacílio Rock Fest na edição 2020, me deparei com diversas bandas de alta qualidade. Mas uma que saltou aos olhos – e ouvidos – foi a catarinense As the Palaces Burn, que manda um Heavy/Thrash técnico enérgico, com latentes influências do Metal dos anos 90, como um amálgama do melhor que aquela década produziu. Como referência, nomes como Nevermore, Pantera e Sepultura vem a cabeça durante os 46 minutos de End’evour, lançado pela gravadora gaúcha True Metal Records, em 2019.
"The Devil’s Hand" foi o primeiro single, cujo cenário da capa é a mesma arte da capa do full-album, tendo coloração mais avermelhada e alguns elementos diferentes. O refrão marcante e o andamento acelerado a tornam um dos principais destaques. A mais cadenciada e melódica "I Tried" foi outro single digital, e a arte da capa também remete a do CD completo, porém aqui em tons mais azuis. O som lembra o grupo de Jeff Loomis, inclusive em diversos momentos – também em outras faixas – as vocalizações de Alyson Garcia remetem ao estilo do saudoso Warrel Dane.
A instrumental "The Abscence" mostra coesão e abre espaço para o ouvinte focar em como o grupo estrutura suas composições. O rápido interlúdio "The Passage" dá espaço para o riff pegajoso de "The Arcanum", um som cadenciado, convidativo para cantar junto, como os versos "Mesmerize all your inner creation, consuming time, passion, excitations! That’s life passing through your eyes". Com ótimos solos e cozinha pesada e precisa, "Incarnate" dá sequência mantendo a qualidade das composições, assim como a extensa "Face your Hell". A derradeira autoral de End’evour é "Turns to Black", outra com pegada bem na linha do Nevermore.
A audição se encerra de fato com a colossal faixa bônus "Abigail", homenagem ao rei King Diamond, numa versão bastante fidedigna a original, inclusive na interpretação vocal, algo bastante difícil de se reproduzir, diga-se de passagem. Vale frisar que nessa faixa os teclados foram registrados pelo tarimbado Fabio Laguna.
O trabalho do As the Palaces Burns mostra a força do Metal na região sul do país. Basta agora colher os frutos desse ótimo disco de estreia; o quarteto está pronto para dominar o cenário Metal no Brasil.
Formação
Alyson Alves: vocal
Diego Bittencourt: guitarra & vocal gutural
Gilson Naspolini: bateria
André Schneider: baixo
Músicas
01. Ritus Pacis
02. L.E.O.H.
03. The Devils Hand
04. Gonna Be Fall
05. I Tried
06. The Absence
07. The Passage
08. Arcanum
09. Incarnate
10. Face Your Hell
11. Turns to Black
12. Abigail
Matéria originalmente publicada no portal Acesso Music:
https://acessomusic.com.br/2020/02/25/resenha-as-the-palaces-burn-endevour
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