Angel Witch: em novo álbum, mantendo vivo o legado da NWOBHM
Resenha - Angel of Light - Angel Witch
Por Ricardo Seelig
Postado em 10 de fevereiro de 2020
Entre todas as dezenas de ótimas banda que a New Wave of British Heavy Metal deu ao mundo, provavelmente a mais cultuada desde sempre seja o Angel Witch. Excluindo gigantes como Iron Maiden e Saxon, o quarteto londrino é o que mais acelera o coração de fãs do clássico metal britânico quando surgem notícias sobre um novo material. Motivos para isso podem ser encontrados na soma entre a pouca produção de músicas novas – em mais de quarenta anos de estrada a banda possui apenas cinco discos – com a qualidade intrínseca de todos esses trabalhos.
"Angel of Light" é o mais recente álbum da banda, foi lançado em novembro de 2019 na Europa e ganhou edição nacional pela Hellion Records, que vem acondicionada em um bonito slipcase. Aqui o líder Kevin Heybourne (vocal e guitarra) está acompanhado por Jimmy Martin (guitarra), Will Palmer (baixo) e Fredrik Jansson (bateria) naquele que é o primeiro disco do grupo em sete anos, desde "As Above, So Below" (2012). O CD apresenta oito músicas inéditas em pouco mais de 47 minutos.
A proposta do Angel Witch passa longe de inovações e novas tendências do som pesado. O objetivo da banda é manter vivo o riquíssimo legado do metal inglês, e o quarteto alcança essa meta com eficiência. O som não soa ultrapassado mas sim atualizado para uma nova geração de fãs, sem abrir mão de nenhuma característica de sua identidade. Ou seja: temos melodias em profusão, refrãos fortes, solos e harmonias inspiradas de guitarra e aquele som que remete ao lado mais tradicional do heavy metal.
Destaque para a puramente NWOBHM "Don’t Turn Your Back", a empolgante "Death from Andromeda", "Window of Despair" e para a épica faixa que batiza o disco.
Fonte:
http://www.collectorsroom.com.br/2020/02/review-angel-witch-angel-of-light-2019.html
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