Vikram: banda brasileira de metal oriental faz improvável ótima estreia
Resenha - Behind the Mask Part I - Vikram
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 11 de novembro de 2019
Nota: 9 ![]()
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Se alguém me falasse um tempo atrás que em 2019 uma banda brasileira lançaria um dos melhores discos de metal oriental que eu já ouvi, eu provavelmente responderia com uma sonora gargalhada.
Mas uma das coisas que faz a vida valer a pena ser vivida é justamente esse conjunto de surpresas que ela provê. E este trabalho do qual falo aqui surpreende por dois motivos: o mais óbvio é a improbabilidade mencionada no parágrafo anterior. O segundo é a qualidade de sua produção e o fato de ele ser apenas um elemento num universo conceitual que o grupo criou.
Explico: Behind the Mask: Part I (sim, parte 1) é parte de um projeto multimídia que envolve também um livro (o primeiro de uma trilogia), um RPG, um sample pack com vários dos sons exóticos utilizados nas músicas e um songbook com as transcrições do álbum inteiro para as cinco partes principais (voz, guitarra, baixo, teclado e bateria).
É um projeto tão abrangente que humildemente confesso que isto aqui é uma "resenha parcial", pois está cobrindo apenas uma das partes que compõem todo o projeto.
A qualidade do disco em si é inquestionável, especialmente no que diz respeito à produção. A mixagem valoriza a pureza de cada instrumento dum jeito que raramente vemos em estreias nacionais, especialmente quando elas se arriscam em terrenos tão sofisticados quanto oriental metal progressivo.
Mas isso fica fácil de entender quando vemos que o Vikram é uma banda jovem, porém formada por músicos calejados, com décadas de experiência nos mais diversos projetos. Um deles, o líder do projeto, é o guitarrista Tiago Della Vega, reconhecido pelo Guiness como guitarrista mais rápido do mundo.
Mas tal título é de importância menor frente à grandeza dos riffs que ele entrega nas 14 canções que compõem a obra (sem contar uma bônus japonesa, que consiste numa versão da faixa título no idioma local). São frases que deixariam Michael Romeo (Symphony X) e Malek Ben Arbia (Myrath) com sorrisos em seus rostos.
O quinteto incorpora de forma bastante efetiva os elementos orientais, em particular egípcios, em sua música. Eles complementam o som de modo a se tornarem parte integrante real das composições, e não um mero adereço. É resultado de um processo nitidamente profissional e atento a detalhes.
Sem dúvidas, Behind the Mask: Part I merece espaço na lista de melhores lançamentos do metal nacional em 2019 e que merece atenção da imprensa internacional também.
Abaixo, o clipe de "Requiem for Salem":
1 – "Taar"
2 – "The Mortal Dance of Kali"
3 – "Requiem for Salem"
4 – "Burn in Hell"
5 – "Andaluzia"
6 – "Hassan Tower"
7 – "Forsaken Death"
8 – "Eyes of Ra"
9 – "Gypsy Tragedy"
10 – "The Red Masquerade"
11 – "The Burden"
12 – "Shokran"
13 – "Prelude of the End"
14 – "Behind the Mask I"
15 – "Behind the Mask I" (versão em japonês; faixa bônus japonesa)
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/vikram2019
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