Scott Stapp: vocalista do Creed retorna com ótimo disco solo
Resenha - Space Between the Shadows - Scott Stapp
Por Ricardo Seelig
Postado em 10 de novembro de 2019
Scott Stapp foi uma das grandes vozes da segunda metade da década de 1990 e início dos anos 2000. À frente do Creed, conduziu a banda para o status de uma das mais populares daquela época, vendendo literalmente milhões de discos em todo o planeta. O quarteto se separou em 2004, retornou em 2009 com um novo disco e desde então permanece em hiato. Esse processo todo gerou uma nova grande banda, o Alter Bridge, que conta com o trio de instrumentistas do Creed – o guitarrista Mark Tremonti, o baixista Brian Marshall e o baterista Scott Phillips, mais o vocalista Myles Kennedy -, enquanto Stapp seguiu carreira solo.

"The Space Between the Shadows" é o terceiro álbum solo do vocalista e foi lançado em julho pela Napalm Records, com produção da dupla Scott Stevens e Marti Frederiksen, e ganhou edição nacional através da Hellion Records. O trabalho vem com 12 canções inéditas e traz Scott ao lado de Yiannis Papadopoulos (guitarra), Ben Flanders (guitarra), Sammy Hudson (baixo) e Dango Cellan (bateria).
Scott Stapp entrega em "The Space Between the Shadows" um disco bastante emocional, com letras muito pessoais e que mostram como a fé (ele é cristão declarado) foi fundamental para que o músico conseguisse se reerguer após sérios problemas de saúde mental apresentados nos últimos anos. Stapp é transparente em sua luta para se manter saudável e limpo, e não esconde esse processo nas músicas. O resultado é um disco bastante verdadeiro e autêntico, que varia entra canções mais agitadas e várias baladas, sempre amparadas por doses generosas de peso.
O trabalho de composição, realizado pelo quarteto Blair Daly (que já trabalhou para nomes como Lynyrd Skynyrd, Halestorm e Carrie Underwood), Kevin Howard Gruft, Zac Maloy e Marti Frederiksen (produtor e autor de canções para artistas como Aerosmith, Ozzy Osbourne e Mötley Crüe, entre outros) e com letras escritas prioritariamente por Stapp, é excelente. Há uma arquitetura harmônica e um trabalho de melodia muito bem feitos, o que resultado em um álbum extremamente bem executado e que proporciona uma audição que agrada de imediato. Trata-se com folga do melhor álbum solo de Scott Stapp – anteriormente o cantor lançou "The Great Divide" (2005) e "Proof of Life" (2013).
Entre as músicas, destaques para "World I Used to Know", "Name", a ótima "Purpose for Pain" (a melhor do disco), "Survivor", "Face of the Sun", "Red Clouds" e "Last Hallelujah".
Surpreendentemente, um dos melhores álbuns de 2019.
Scott Stapp está de volta ao jogo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
A canção barra pesada demais para as lojas que os Rolling Stones decidiram bancar
5 músicas de metal em que os últimos segundos são a melhor parte
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
Em depoimento emocionante, membro da equipe do Metallica lembra acidente que matou Cliff Burton
Ringo Starr reflete se ele tocava melhor nas composições de John Lennon ou de Paul McCartney
Brent Hinds tentou fazer o Mastodon abandonar o heavy metal
Os 5 músicos com quem Gene Simmons comprou algumas das maiores brigas de sua carreira
Black Sabbath relança seus dois primeiros álbuns em fitas de rolo
Os álbuns do Nightwish que Tuomas Holopainen mais gosta e o que menos aprecia
Tears for Fears anuncia reedição deluxe do álbum "The Seeds of Love"
O disco de metal extremo que é um dos preferidos de Rob Halford
Guitarrista do Accept diz que quem sai da banda "geralmente desaparece"
O amigo que Ozzy Osbourne sentia falta de ter por perto e chamava de cara definitivo do metal
O único segredo de Keith Richards para a longevidade no rock, segundo o próprio
O trágico destino do ator que gravou o clipe da clássica "Jeremy", do Pearl Jam
Vampeta explica por que se tornou fã de Guns N' Roses e U2
Três grandes vocalistas do Rock que são os preferidos de Bruce Dickinson

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



