Sioux 66: banda aumenta o calibre em disco curto e grosso
Resenha - MMXIX - Sioux 66
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 04 de novembro de 2019
Nota: 9 ![]()
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Um dos nomes mais gratificantes do rock nacional recente está de volta com um dos álbuns mais gratificantes do rock nacional em 2019, lançado antes mesmo que baixasse a poeira da apresentação deles no Rock in Rio deste ano.
Sioux 66, quinteto paulistano que brinca naquela tênue linha que separa o hard rock pesado do heavy metal tradicional, vem com um trabalho curto e direto com o sugestivo nome MMXIX (2019 em algarismos romanos).
E bota curto nisso: são apenas oito faixas, totalizando menos de 40 minutos de música. Talvez o único defeito relevante da obra como um todo seja este, ser breve demais.
Mas é uma decisão que faz sentido frente ao que parece ser uma nova proposta musical da banda. O som deles está mais pesado e acelerado que no CD anterior (Caos, de 2016), e ser direto era crucial para garantir que as mensagens urgentes do disco fossem entregues com eficiência.
Mensagens estas que vemos principalmente em momentos mais ácidos como "Respostas", "O Corre", "Virtual/Realidade" e mesmo o cover de "Diversão", dos Titãs, com participação do baixista e vocalista deles, Branco Mello, nos vocais de apoio. Branco é pai do guitarrista Bento Mello e divide sua atuação nesta música com os também vocalistas Gabriel Martins (Mattilha) e Cyz Mendes.
Outras faixas, como a abertura "Paralisia" (se a breve introdução instrumental "Laico" não for considerada) e o encerramento "Aqui Estou", são mais introspectivas e pessoais. E faltou falar só de uma: a diferentona "Jaz", toda acústica e com uma levada tribal.
Não posso deixar de constar que MMXIX marca a estreia - e isso ajuda a explicar a evolução no som - de Yohan Kisser como substituto de Mika Jaxx na outra guitarra. Agora, as doze cordas do quinteto estão nas mãos de dois herdeiros do rock nacional clássico.
Explico: além de Bento, Yohan, como você já deve ter desconfiado, também é filho de outra lenda do rock/metal nacional: Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura (coincidentemente ou não, Andreas fez uma participação especial em "Uma Só Vez", canção presente na estreia deles, Diante do Inferno (2013)).
Mas seria de uma canalhice imensa atribuir o sucesso e a qualidade deles a essas descendências. Eles têm mérito próprio de sobra, de modo que esses "paizões" apenas somam a algo que já era grande por si só.
MMXIX coloca o Sioux 66 no pódio do rock nacional de 2019 - especialmente por ser cantado em português - e, por que não, pode ser colocado em condição de igualdade com outros ótimos lançamentos recentes do gênero na gringa. Falo de Boneshaker, do Airbourne, e Damnation, do Aerodyne.
Abaixo, o clipe de "Aqui Estamos":
Track-list:
1. "Laico"
2. "Paralisia"
3. "Resposta"
4. "O Corre"
5. "Virtual/Realidade"
6. "Diversão"
7. "Jaz"
8. "Aqui Estamos"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/sioux66mmxix
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