Michael Schenker: o segundo disco da festa que reúne lendas do rock
Resenha - Revelation - Michael Schenker Fest
Por Ricardo Seelig
Postado em 27 de outubro de 2019
Michael Schenker chamou diversos vocalistas e músicos parceiros e ressuscitou a sua carreira com o Michael Schenker Fest, que estreou primeiramente em festivais europeus e lançou o seu primeiro disco em 2018, o competente "Resurrection". A boa receptividade tanto do público quanto da crítica motivou os caras e agora temos em mãos "Revelation", segundo trabalho do projeto.
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Novamente cercado por grandes nomes – marcam presença as vozes de Doogie White, Robin McAuley, Gary Barden, Graham Bonnet e Ronnie Romero, e a banda é completada por Steve Mann (guitarra e teclado), Chris Glen (baixo) e Simon Philip e Bodo Schopf se alternando na bateria -, Schenker aposta na sonoridade característica de sua carreira, com a guitarra sendo a protagonista (tanto nos riffs quanto nos solos) ao lado dos diversos cantores. As canções são moldadas para cada tipo de voz e para o histórico de cada convidado, variando entre faixas mais pesadas e com uma pegada bem metal e outras onde o hard rock assume à frente. Essa variedade é um dos pontos altos do trabalho, ainda que o resultado final, ao menos no meu ponto de vista, soe inferior a "Resurrection".
Entre os destaques menciono a ótima "Under a Blood Red Sky" com Doogie White, "We Are the Voice" com Ronnie Romero e a dobradinha "Sleeping with the Light On" e "Old Man", ambas com o quarteto Barden, Bonnet, McAuley e White dividindo os vocais. Outro ponto alto é a instrumental "Ascension", que fecha o disco. A edição nacional lançada pela Shinigami Records conta com três faixas bônus gravadas ao vivo: "Armed and Ready" (faixa de abertura do disco de estreia do Michael Schenker Group, lançado em 1980), "Bad Boys" (do McAuley Schenker Group) e "Rock Bottom" (um dos maiores clássicos do UFO, banda que Schenker integrou entre 1973 e 1978 e fez alguns retornos nas décadas de 1990 e 2000).
"Revelation" é um bom disco de rock com doses bem-vindas de peso. Nada que irá mudar a trajetória e o status de seus participantes, mas mesmo assim um álbum que garante uma audição divertida e gratificante.
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