Os três clássicos do Iron Maiden que foram "copiados" do Michael Schenker Group
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de novembro de 2025
O Iron Maiden é conhecido por transformar influências diversas em composições próprias, misturando técnica, peso e criatividade como poucos. No entanto, segundo o livro "Powerslave – Um clássico do Iron Maiden", escrito por Stjepan Juras e lançado no Brasil pela Estética Torta, algumas músicas da banda podem ter ido além da simples inspiração. O autor afirma que duas faixas de "Powerslave" (1984) e uma de "Somewhere in Time" (1986) foram fortemente influenciadas - ou "copiadas" - de obras do guitarrista Michael Schenker, líder do Michael Schenker Group (MSG).
De acordo com Juras, a conexão surgiu durante o fim da World Piece Tour, em 1983, quando o MSG foi a banda de abertura do Maiden em 27 shows consecutivos. No set de Schenker, músicas instrumentais como "Into the Arena" e "Captain Nemo" chamaram a atenção dos britânicos. Essas canções, tocadas noite após noite, teriam deixado marcas profundas na mente criativa de Steve Harris e Adrian Smith, que logo começariam a compor material para o próximo álbum.

Segundo o autor, foi nesse ponto que surgiram "Losfer Words (Big 'Orra)" e "Back in the Village", ambas presentes em "Powerslave". A primeira, instrumental, teria sido inspirada diretamente em "Into the Arena", clássico do Michael Schenker Group de 1980. Já "Back in the Village" - uma continuação de "The Prisoner" (1982) - traria ecos claros de "Captain Nemo", faixa do álbum "Built to Destroy" (1983).
Mas a influência não parou por aí. Juras também aponta semelhanças entre "Red Sky", do MSG, e a melodia central de "Alexander the Great", épico histórico que encerra "Somewhere in Time". "Se você ouvir com atenção, vai perceber as mesmas estruturas melódicas. Às vezes penso que teria sido melhor não saber de algumas coisas", brinca o autor.
Apesar das coincidências, o livro deixa claro que "Powerslave" e "Somewhere in Time" permanecem obras originais e insubstituíveis dentro do catálogo do Maiden. A capacidade da banda de absorver referências e transformá-las em algo próprio é parte do que consolidou seu status lendário. Mesmo que tenham bebido da fonte de Schenker - um dos guitarristas mais respeitados do hard rock -, os britânicos fizeram disso um combustível criativo.
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