Hollywood Vampires: banda mostra cara própria em divertido segundo disco
Resenha - Rise - Hollywood Vampires
Por Ricardo Seelig
Postado em 22 de outubro de 2019
Depois da estreia auto intitulada lançada em 2015, o Hollywood Vampires mostra em seu segundo disco a cara que a banda realmente possui em termos artísticos. Tendo como integrantes centrais Alice Cooper e Joe Perry, dois dos maiores nomes do rock, e o ator Johnny Depp, um dos mais conhecidos rostos de Hollywood e que aqui assume a sua persona rock and roll como guitarrista, o Hollywood Vampires é rock direto e sem firulas. Como diriam Mick Jagger e Keith Richards: "It’s only rock and roll, but I like it".
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"Rise" foi produzido por Tommy Henriksen, guitarrista do grupo e parceiro de longa data de Cooper. O álbum traz dezesseis faixas em seus 56 minutos, sendo que apenas três são covers: "You Can’t Put Your Arms Around a Memory" de Johnny Thunders, "Heroes" de David Bowie e "People Who Died" da The Jim Carroll Band. Aqui já começa a diferenciação com o debut: ao invés de dar o seu toque para músicas de outros artistas, agora o Hollywood Vampires investe na criação de seu próprio catálogo. As canções são escritas pelo trio Cooper, Perry e Depp, sempre acompanhados por Henriksen, e trazem uma aura de filmes de terror (a capa com uma releitura do clássico Nosferatu, filme de 1922, deixa isso claro) e uma pegada na linha do que Alice Cooper tem seguindo em sua carreira nos últimos anos. É um rock baseado em riffs, com bastante boogie e uma cozinha competente – a dupla Chris Wyse (baixo, que já tocou com The Cult, Ozzy Osbourne, Mick Jagger e outros) e Glen Sobel (baterista da banda solo de Cooper). O tecladista Buck Johnson (parceiro de Perry no Aerosmith e na carreira solo do guitarrista) completa o line-up.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Ou seja: o time é azeitado, tem pedigree e experiência. Ainda que seja meio óbvio dizer isso, todos estão se divertindo e o clima do Hollywood Vampires é bem "fazer um som com os amigos", ainda que, no caso, os brothers sejam algumas das maiores lendas do rock. Isso resultado em um álbum que esbanja um clima de descontração e que não se compara com os melhores momentos das trajetórias de Cooper e Perry, mas esse não é o ponto da banda. O grupo entrega boas canções e ainda conta com a participação da dupla Jeff Beck e John Waters, ator e diretor norte-americano presente em diversos filmes B de baixo orçamento e com status de cult.
O saldo final é um disco divertido e que não faz feio como trilha sonora para um reunião com os amigos. Destaque para "I Want My Now", para a malícia de "The Boogieman Surprise", o groove de "Welcome to Bushwhackers" (com a guitarra única de Jeff Beck), "People Who Died" e a competente releitura da obrigatória "Heroes", que ficou bem legal com uma aura mais despojada.
"Rise" foi lançado no Brasil pela Shinigami Records em uma bela edição com um longo encarte. Se você é fã de Alice Cooper ou Aerosmith, é um item que vale ter na coleção.
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