Dynasty: Toda a versatilidade do álbum Motus Perpetuus
Resenha - Motus Perpetuus - Dynasty
Por José Sinésio Rorigues
Postado em 20 de agosto de 2019
Nota: 8 ![]()
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Eis um álbum de metal melódico da melhor estirpe, algo que pode agradar em cheio fãs de ANGRA, HELLOWEEN, TIMO TOLKKI em carreira solo e STRATOVARIUS. Naturalmente, não é comparação; é só para te ajudar a se situar e a ver a direção musical do DYNASTY, esta excelente banda brasileira, mais especificamente da cidade de Nova Lima, em Minas Gerais. Neste trabalho, de nome Motus Perpetuus, lançado no já distante ano de 2004, estão presentes todas as características que uma boa banda de metal melódico precisa: belos refrãos, melodias cativantes, excelente pegada de guitarra e, como se não bastasse, um vocalista muito, muito bom! Canções como ''Not In Vain'' e ''Eternity'' são ótimas, eu prometo que nunca mais vão sair da sua cabeça; ''Following The Sign'' tem uma sonoridade que nos remete, de imediato, ao ANGRA na fase do ótimo álbum Angels Cry. ''Salvation'', por sua vez, tem algo de Hard Rock, guitarras cavalgadas, algo que nos remete à banda albanesa DIADEMA, à banda espanhola DARK MOOR ou a algumas composições do projeto IOMMI/HUGHES. ''Just For Loving You'', nona composição do álbum, representa uma brusca mudança no andamento do trabalho, pois começa lenta, com piano, vocal tranquilo e ausência de guitarra num primeiro momento. A seguir, a guitarra aparece, juntamente com a bateria, e a música evolui para algo mais pesado, sem ser exatamente rápida. No geral, é uma música muito boa e cativante, que nos traz à memória ''Time'', do HELLOWEEN, ''Hoyst My Soul'', da banda indiana PRESTORIKA, ou ''The Miracle'', do VISION DIVINE, sem ser tão rápida.

Mas o grand finale é a música ''Goldenland'', uma verdadeira obra-prima do metal nacional, na minha opinião a melhor música de toda a carreira do DYNASTY, uma das melhores gravadas no Brasil na primeira década deste século. Ela é caracterizada por um instrumental bem executado e o vocalista Nahor Andrade em seu melhor momento. Esta música soa marcante para mim, não apenas pela sonoridade, mas também pela letra, que apresenta a cidade de Nova Lima personificada, descrevendo como o homem branco poluiu seus rios e escravizou seus filhos. Uma grande sacada da banda, uma das grandes criações do metal nacional. Esta faixa finaliza com um violino, cuja sonoridade só serve para emocionar ainda mais. O profissionalismo da banda, neste trabalho, é de tirar o fôlego. Parabéns ao DYNASTY por esta obra-prima!

Um aviso: o DYNASTY é uma banda cristã, destas que deixam transparecer sua crença nas letras (na já citada ''Goldenland'', contudo, não há o menor vestígio de religiosidade; nem mesmo nas entrelinhas). Apesar de eu não ser cristão, não tenho preconceito algum contra esta temática. Se também não vê problema, aprecie sem moderação as composições do grupo, uma das melhores bandas do metal nacional – e das mais injustiçadas, visto que deveria gozar de mais popularidade. Seja como for, o DYNASTY cometeu um "pecadinho" (ops...), pois nunca mais lançou um trabalho tão excelente, maduro e coeso quanto este Motus Perpetuus. Ah, já ia me esquecendo: Motus Perpetuus significa "Movimento Perpétuo", em latim (não diga!). Este título faz referência a um sonho perseguido por muitos antigos inventores, entre eles Leonardo da Vinci (inclusive, alguém muito parecido com ele faz parte da ilustração da capa do álbum): construir uma máquina que nunca deixasse de trabalhar, uma máquina que produzisse energia para ela própria funcionar. Segundo a banda, este motus perpetuus já existe, pois está contido na própria obra de Deus, que nunca deixa de funcionar, está sempre se renovando.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Formação do DYNASTY na época do álbum Motus Perpetuus:
* Nahor Andrade – Vocal
* Gustavo Ivon – Teclado
* Tuta – Guitarra
* César Martins - Guitarra
* Ivan Almeida – Baixo
* Ademir Machado – Bateria
Track List do álbum Motus Perpetuus
1. Not In Vain
2. Eternity
3. Against All Evil
4. The Word That Remains
5. Miztvoth
6. Following The Sign
7. Another Chance
8. Salvation
9. Just For Loving You
10. The Time Is Over
11. Goldenland
Bandas similares:
ANGRA, do Brasil;
GLORY OPERA, do Brasil;
DARK MOOR, da Espanha (particularmente na fase do álbum Gates Of Oblivion);
HELLOWEEN, da Alemanha;
TIMO TOLKKI, da Finlândia;
STRATOVARIUS, da Finlândia;
VISION DIVINE, da Itália;
PRESTORIKA, da Índia (em algumas músicas);
DIADEMA, da Albânia;
SANTA MARIA, da Rússia.

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