Machine Head: em 2007, a perfeita junção entre peso e melodia
Resenha - Blackening - Machine Head
Por Mateus Ribeiro
Postado em 04 de agosto de 2019
O Machine Head chocou o mundo quando lançou o poderoso "Burn My Eyes", em 1994. Posteriormente, a banda lançou discos que mesmo com qualidade, não conseguiram atingir o mesmo sucesso do primeiro. Porém, 13 anos depois, a espera acabou, já que "The Blackening" mostrou porque o Machine Head é uma das maiores bandas de sua geração.
O sexto disco de estúdio a banda é a junção perfeita entre o peso absurdo dos primeiros anos de banda com a melodia que passou a fazer parte dos álbuns posteriores. As canções são longas, trabalhadas e mostram toda a capacidade técnica dos integrantes. Um trabalho formidável, que ajudou o Machine Head a cravar seu nome na historia do metal.
A extensa "Clenching the Fists of Dissent" abre o disco e dá uma prova da versatilidade que predomina durante todo o álbum. Repleta de climas, riffs furiosos e letra ácida, é uma faixa empolgante que se mostra um perfeito cartão de visitas. Na sequência, a ótima "Beautiful Morning" remete aos tempos de "The Burning Red", com um sonoro "FUCK YOU ALL" logo no início, mostrando que a veia moderna e alternativa continuava pulsando, porém, com mais maturidade.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Aesthetics of Hate" aposta de maneira certeira na velocidade, enquanto "Now I Lay Thee Down" é um pouco mais cadenciada, com destaque para a voz de Robb Flynn, que canta como nunca em "The Blackening".
A quinta faixa, "Slanderous", tem um riff inicial fantástico e virtuoso, mas sem deixar o peso de lado. A próxima música, "Halo", se tornou um dos maiores sucessos do Machine Head, por conta de sua ótima estrutura, clima épico e refrão marcante. O tipo de canção que já nasce clássica.
As duas últimas faixas do disco, "Wolves" e "A Farewell to Arms", resumem bem a proposta do álbum: músicas longas que não se perdem no meio do caminho e conseguem prender a atenção do ouvinte do primeiro ao último acorde. Passeando entre partes furiosas e outras mais calmas, o disco é encerrado com chave de ouro.
Convenhamos que é muito difícil que composições tão longas façam a cabeça dos fãs de metal moderno, mas o Machine Head conseguiu isso, até porque antes a banda já tinha mostrado que era capaz disso, mas com o disco de 2007 a coisa foi além. Obviamente, isso só aconteceu por conta da qualidade dos músicos envolvidos.
Não há dúvidas que "The Blackening" foi o principal responsável por fazer o Machine Head voltar a fazer barulho no cenário musical. Se você tem alguma dúvida sobre o trabalho dos caras, essa obra prima lançada 12 anos atrás é uma ótima maneira de se tornar um ouvinte assíduo.
Pesado, intrincado e fundamental!
Nota: 10
Ano de lançamento: 2007
Faixas:
"Clenching the Fists of Dissent"
"Beautiful Mourning"
"Aesthetics of Hate"
"Now I Lay Thee Down"
"Slanderous"
"Halo"
"Wolves"
"A Farewell to Arms"
Formação:
Robb Flynn: guitarra e vocal
Phil Demmel: guitarra
Adam Duce: baixo
Dave McClain: bateria
Outras resenhas de Blackening - Machine Head
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música que David Gilmour usou para fazer o Pink Floyd levantar voo novamente
O lendário guitarrista que Steve Vai considera "um mestre absoluto"
Membros do Iron Maiden não deram depoimentos a documentário de Paul Di'Anno
O músico que tocava demais e por isso foi cortado de álbum de Roger Waters
A foto que prova que Iron Maiden quase tocou "Infinite Dreams" em 2012, segundo fã page
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
Dick Parry, saxofonista que fez história com o Pink Floyd, morre aos 83 anos
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
Você sabe tudo sobre Iron Maiden? Responda esse desafio de 30 perguntas e descubra
Rockstadt Extreme Fest anuncia 81 bandas para maratona de 5 dias de shows
As 10 piores músicas do Slipknot, de acordo com a Louder Sound
Os 5 álbuns favoritos de Dave Mustaine de todos os tempos, segundo o próprio
Pearl Jam já tem novo baterista, revela Dave Krusen
O dia em que Lady Gaga foi a show do Iron Maiden "quase sem roupa"
A música do Rush que é a mais difícil de tocar entre todas, segundo Geddy Lee
O significado de "estátuas e cofres e paredes pintadas" na letra de "Pais e Filhos" da Legião
O apelido irônico que Raul Seixas dava aos Paralamas do Sucesso por não curtir o som
A fala de Roger Moreira que tirou Caetano Veloso do sério
A canção do Machine Head que aborda o poder da música
Black Veil Brides lança a música "Revenger", que conta com participação de Robb Flynn
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
