Patria: uma obra-prima do metal extremo brasileiro
Resenha - Magna Adversia - Patria
Por Ricardo Seelig
Postado em 19 de julho de 2019
O metal extremo brasileiro sempre foi pródigo em gerar belas bandas que impactaram não apenas a cena local, mas também ganharam o mundo com sua música. Sepultura e Krisiun são os nomes mais óbvios de uma lista extensa e em crescimento constante, na qual a criatividade inerente é o principal diferencial.
O quinteto gaúcho Patria é mais um dos nomes a alcançar reconhecimento mundial. Na estrada desde 2008, a banda conta com nomes experientes em sua formação como o multi-instrumentista Mantus e o vocalista Triumphsword, veteranos com passagens por bandas como Mysteriis e Thorns of Evil. O background de ambos conduz a banda por caminhos próprios e cheios de personalidade, resultando em uma sonoridade cativante e atual.
"Magna Adversia" é o sexto disco do grupo e foi lançado pela Soulseller Records no mercado. No Brasil, o álbum veio em um caprichado digipak pelo tradicional selo Heavy Metal Rock. O disco tem a produção de Oystein G. Brun, do Borknagar, e conta com as participações especiais do baterista Asgeir Mickelson (Ihsahn, Borknagar) e de Fabiano Penna (Rebaelliun) nos arranjos orquestrados. A bela capa é criação do próprio Mantus, que possui uma carreira consolidada como artista gráfico em que assina com o seu próprio nome, Marcelo Vasco, e onde já produziu artes para grandes bandas como Slayer, Machine Head, Kreator e outras.
"Magna Adversia" possui dez músicas que entregam um black metal muito bem feito, que consegue equilibrar influências da cena norueguesa do início da década de 1990 com nomes mais atuais como Behemoth, Enslaved e outros. O resultado é uma música agressiva e violenta, é claro, mas extremamente cativante. A ótima produção torna as faixas ainda mais fortes, com timbres excelentes e "cheios", "gordurosos" e pesadíssimos. As orquestrações são muito encaixadas e não se sobressaem de maneira expressiva como ouvimos no Dimmu Borgir e no Cradle of Filth, por exemplo, e ajudam a tornar as músicas ainda mais épicas e climáticas.
Trabalhando o andamento e o ritmo das canções como movimentos de uma orquestra sonora vinda das profundezas, o Patria consegue fazer com que as dez faixas de "Magna Adversia" soem todas relevantes, com tudo no lugar e sem nada sobrando. O nível alcançado pelos caras é astronômico, rivalizando com os grandes nomes do metal extremo atual. Não à toa, o disco foi celebrado por veículos reconhecidos como a Metal Hammer alemã e o site norte-americano Invisible Oranges.
Gosto de ter a minha própria opinião em tudo, pensar com o meu próprio cérebro e agir de maneira independente, mas nesse caso vou concordar com a maioria: "Magna Adversia" é um disco sensacional, que mostra o quão alto é o nível atual do Patria. Não há nada aqui que fique devendo a qualquer banda, muito pelo contrário: o que o grupo brasileiro apresentou tem potencial para influenciar nomes dos quatro cantos do mundo.
Se você é fã de black metal e de sonoridades extremas, este é um disco obrigatório. Se esta não é a sua praia, eis aqui uma ótima oportunidade de conhecer e se apaixonar por uma banda incrível.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Black Sabbath "atrapalhou" gravação de um dos maiores clássicos da história do rock
O álbum que melhor sintetiza a proposta sonora do AC/DC, segundo Angus Young
O melhor álbum da banda Death, segundo o Loudwire
Em documentário, Rodolfo Abrantes afirma que "o Raimundos era o Canisso"
O guitarrista que supera Eric Clapton, segundo Eddie Van Halen: "Mais suave e refinado"
Angra anuncia fim do hiato e turnê em celebração ao disco "Holy Land"
Aquiles Priester quebra silêncio e revela por que aceitou reunião com Angra
G1 coloca banda de rock entre piores do Lollapalooza 2026: "Engatou a segunda e ficou"
Ill Niño demite guitarrista que não chegou a fazer um show sequer com a banda
A lenda do sertanejo que gravou com Guns N' Roses e Alice in Chains - e engavetou o disco
Gary Holt comenta a participação de Peter Tägtgren em novo disco do Exodus
A opinião contundente de Canisso sobre reconciliação entre Rodolfo e Digão
O hit do Queen em que Brian May não viu potencial: "Interessante, mas ninguém vai comprar"
A exigente técnica de guitarra que até James Hetfield trapaceia, segundo Gary Holt
Paul Di'Anno diz que Iron Maiden ficou pretensioso demais na fase de "Killers"


A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes


