Tedeschi Trucks Band: a consolidação de uma lenda moderna da música
Resenha - Signs - Tedeschi Trucks Band
Por Ricardo Seelig
Postado em 17 de julho de 2019
Formada em Jacksonville em 2010, a Tedeschi Trucks Band é a consumação musical do casamento entre Susan Tedeschi e Derek Trucks. Juntos desde 2001, o casal reuniu um grupo de músicos vindos do rock, do blues e do jazz, concebendo um combo de doze integrantes e múltiplas sonoridades.
"Signs" é o quarto álbum da banda e o sucessor de "Let Me Get By" (2016). Lançado em fevereiro, teve a produção assinada por Trucks ao lado de Jim Scott e Bobby Tis e traz onze canções inéditas.
Musicalmente, a praia da Tedeschi Trucks Band é o blues rock executado por uma big band. O vocal de Susan é o destaque onipresente, com uma voz rouca que cativa sem esforço. A abertura, com a ótima "Signs, High Times", traz Susan dividindo os vocais com Mike Mattison, Mark Rivers e Alecia Chakour, que geralmente seguram as harmonias e os backing vocals, mas aqui são trazidos para a linha de frente com um resultado primoroso. O trio, principalmente Mattison, tem uma participação marcante durante todo o disco, tanto nos vocais como na composição, mostrando-se cada vez mais atuante no grupo.
A banda segue tendo como seu chão o blues, mas o blues ao modo Tedeschi Trucks Band, o que significa que ele é nada convencional e vem sempre com elementos de gêneros irmãos como o jazz, o rock e o soul, trazendo uma variedade muito saudável para as músicas. Susan Tedeschi canta de maneira cada vez mais sublime derramando doses de feeling, enquanto Derek Trucks mostra como um prodígio no instrumento (seu primeiro show como músico profissional foi aos 11 anos) se transformou em um dos melhores guitarristas das últimas décadas.
O combo encabeçado por Susan e Derek entregou um dos seus melhores álbuns explorando o universo sonoro que conduz a sua carreira desde a estreia, com "Revelator" (2011).
Com menos de uma década de carreira, a Tedeschi Trucks Band escreve de maneira cada vez mais forte e definitiva o seu nome entre as grandes bandas norte-americanas. E isso, vindo de um país que deu ao mundo lendas com a dimensão da Allman Brothers, The Band e Grateful Dead, é uma conquista gigantesca, tanto para os músicos quanto para os fãs.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música do Anthrax de todos os tempos, segundo Scott Ian
Copenhell vem aí com 76 bandas em 4 dias de shows; veja o line-up aqui
Carcass ironiza estar abaixo de banda tributo em cartaz de festival
Dimmu Borgir confirmado no Liberation Festival em São Paulo
Cinco bandas europeias de Heavy Metal que merecem mais atenção no Brasil
Regis Tadeu e a banda clássica de hard que faz show ruim: "Melhor capinar lote com colher"
Rush toca suíte "2112" na íntegra em segundo show com Anika Nilles; veja vídeo
Os melhores discos de 15 gigantes do thrash metal, segundo o Loudwire
144 bandas, 4 dias, 1 fortaleza: Brutal Assault 2026 divulga grade completa
Os ícones do metal que faziam Robert Plant sentir vergonha da própria influência
A música do Led Zeppelin que Brian May considera insuperável na obra da banda
Mike Portnoy exalta performance de Anika Nilles em sua estreia no Rush
A banda que era a "versão brasileira do Iron Maiden", segundo Max Cavalera
As 40 melhores power ballads da história segundo a Classic Rock
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine


Tarja Turunen: Frisson Noir - o álbum que os fãs sempre quiseram ouvir
Immolation anuncia a rápida e iminente autodestruição da humanidade no ótimo "Descent"
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR


