In Flames: em 1996, o divisor de águas na carreira da banda

Resenha - Jester Race - In Flames

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Mateus Ribeiro
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 10

No ano de 1996 o In Flames ainda não havia se tornado o gigante do metal que veio a ser anos depois. Porém, no mês de fevereiro, com o lançamento do segundo disco, o maravilhoso "The Jester Race", as coisas começaram a mudar de figura.

Metallica: músicos regravam o St. Anger "da forma correta" - ouçaPattie Boyd: o infernal triângulo com George Harrison e Eric Clapton

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O disco marca a estreia do vocalista Anders Fridén, vindo do Dark Tranquility. Anders ajudou a banda a mudar de patamar, e anos depois, a mudar a sonoridade, o que desagradou parte dos fãs.

Ao lado de "Slaughter Of The Soul", do At The Gates e "The Gallery", do Dark Tranquility, é considerado um dos pilares do melodic death metal, também conhecido por Som de Gotemburgo. De fato, tudo que tornou o estilo algo único está presente em "The Jester Race". Desde as guitarras distorcidas, os vocais furiosos de Anders (que nem de longe lembram sua voz atualmente), a bateria rápida até os solos repletos de melodia, o disco reúne todos os ingredientes na medida certa.

A faixa de abertura, "Moonshield", é uma das melhores composições da carreira da banda, e vale o disco todo. Além dessa obra, vale destacar a instrumental "The Jester's Dance", "Artifacts of the Black Rain", a estupenda faixa título, "December Flower" e "Dead God In Me". A grande maioria das faixas segue a receita que consagrou o estilo: toneladas de peso e melodia misturados na mesma proporção e temperados com vocais insanos. Vale ressaltar a ótima performance de todos os músicos envolvidos e a produção, infinitamente melhor que a do primeiro disco, "Lunar Strain".

Não há dúvidas que é um dos discos mais inspirados lançados pelos então jovens músicos do In Flames. Mesmo quase 25 anos após seu lançamento, "The Jester Race" é relembrado até hoje pelos fãs (principalmente pelos que abandonaram a banda após todas as mudanças no som) e é uma espécie de "Bíblia" do death metal melódico. Se abanda está onde está hoje, muito se passa por esse grande e revolucionário disco.

Se você gosta de melodic death metal, sabe o tamanho dessa obra para o estilo. Se não conhece, "The Jester Race" é uma baita oportunidade! Não perca!

Clássico absoluto, necessário em qualquer coleção!

Ano de lançamento: 1996

Faixas:

"Moonshield"
"The Jester's Dance"
"Artifacts of the Black Rain"
"Graveland"
"Lord Hypnos"
"Dead Eternity" (participação de Oscar Dronjak, do Hammerfall, como vocalista)
"The Jester Race"
"December Flower"
"Wayfaerer"
"Dead God in Me"

Em 2002, o disco foi relançado junto do EP " Black-Ash Inheritance".

Formação
Anders Fridén: vocal
Björn Gelotte: bateria/guitarra
Jesper Strömblad: guitarra/teclado
Johan Larsson: baixo/backing vocals
Glenn Ljungström: guitarra


Outras resenhas de Jester Race - In Flames

In Flames: um disco especial na carreira da banda




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "In Flames"


Metal Sucks: os melhores álbuns de metal do século 21Metal Sucks
Os melhores álbuns de metal do século 21

Pabllo Vittar: Com camiseta do In Flames no programa de Tatá WerneckPabllo Vittar
Com camiseta do In Flames no programa de Tatá Werneck


Metallica: músicos regravam o St. Anger da forma correta - ouçaMetallica
Músicos regravam o St. Anger "da forma correta" - ouça

Pattie Boyd: o infernal triângulo com George Harrison e Eric ClaptonPattie Boyd
O infernal triângulo com George Harrison e Eric Clapton


Sobre Mateus Ribeiro

Fanático por Ramones, In Flames e Soilwork. Limeirense com muito orgulho (e sotaque).

Mais matérias de Mateus Ribeiro no Whiplash.Net.

adGoo336