In Flames: os 25 anos da obra-prima "The Jester Race", um álbum à frente do seu tempo
Resenha - Jester Race - In Flames
Por Mateus Ribeiro
Postado em 19 de fevereiro de 2021
O melodic death metal apareceu com muita força na Europa, mais precisamente na Suécia, na primeira década de 1990. O estilo, que também é chamado de "Som de Gotemburgo", consagrou bandas como o IN FLAMES, que apesar de passar longe do gênero atualmente, lançou em 20 de fevereiro de 1996 um dos maiores clássicos do estilo (e do metal como um todo), o magnífico "The Jester Race". Ao lado de "Slaughter Of The Soul" (AT THE GATES) e "The Gallery" (DARK TRANQUILLITY), completa a "Santíssima Trindade do death melódico".
O disco curiosamente foi lançado no mesmo dia de "Roots", do SEPULTURA, outro clássico absoluto da música pesada. Outra curiosidade envolvendo "The Jester Race" é o fato de ser o primeiro trabalho da banda sueca a contar com o vocalista Anders Fridén, que veio do DARK TRANQUILLITY e mandou muito bem. Enquanto isso, Mikael Stanne, que gravou o debut do IN FLAMES ("Lunar Strain", de 1994), migrou para a ex- banda de Anders. Ambos continuam como frontman de seus respectivos grupos até hoje.
Poucos discos até hoje conseguiram captar tanto a essência do melodic death metal quanto "The Jester Race". Desde a primeira nota até a última, o disco é o manual de instruções do estilo que une a agressividade e a brutalidade do death com as melodias do heavy metal. Todos os músicos que participaram do trabalho merecem parabéns, mas o destaque especial fica para os guitarristas Jesper Strömblad e Glenn Ljungström. A dupla das seis cordas desempenhou um papel magnífico nos riffs, solos, duetos e passagens acústicas, além de ser a responsável pela composição de todos os temas.
Ao longo de suas dez faixas, "The Jester Race" é um banquete saboroso para quem gosta de música com muito peso e melodia. Quando a mistura entre esses dois ingredientes (que na época, era algo muito inovador) é feita por quem entende do assunto, o resultado geralmente é bom. Neste caso, é magnífico, como pode ser ouvido em "Moonshield", "Graveland", "The Jester Race", "Lord Hypnos", "Dead Eternity" e outras faixas que passeiam entre a pancadaria e melodias inspiradas com a maior naturalidade.
A partir do lançamento de "The Jester Race", o IN FLAMES começou a pavimentar seu caminho como uma das maiores bandas de sua geração. Os três discos que vieram depois, os ótimos "Whoracle" (1997), "Colony" (1999)e "Clayman" (2000) cravaram de fato o nome da banda no livro do metal. Mas tudo começou há um quarto de século, com "The Jester Race", um álbum à frente de seu tempo. Aperte o play e boa viagem!
Álbum: "The Jester Race"
Artista: IN FLAMES
Data de lançamento: 20 de fevereiro de 1996
FAIXAS
"Moonshield"
"The Jester Race"
"Artifacts Of The Black Rain"
"Graveland"
"Lord Hypnos"
"Dead Eternity"
"The Jester Race"
"December Flower"
"Wayfaerer"
"Dead God In Me"
FORMAÇÃO
Anders Fridén: vocal
Jesper Strömblad: guitarra e teclado
Glenn Ljungström: guitarra
Johan Larsson: baixo
Björn Gelotte: bateria e guitarra
MÚSICOS CONVIDADOS
Fredrik Nordström: teclados
Oscar Dronjak: vocais na faixa "Dead Eternity"
Fredrik Johansson: guitarra na faixa "December Flower"
Kaspar Dahlqvist: teclados na faixa "Wayfaerer"
Outras resenhas de Jester Race - In Flames
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