Triumph: Entre um rock mais cru e pesado ou pelas terras do blues
Resenha - Just a Game - Triumph
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 01 de julho de 2019
Terceiro álbum do Triumph, "Just a Game" é mais um dos discos da banda canadense relançados no Brasil pela Hellion Records. Vamos, então, falar um pouco a seu respeito.

"Just a Game" (1979) sucedeu a estreia auto-intitulada (que saiu em 1976) e "Rock & Roll Machine" (1977), e antecedeu aquela que é considerada a melhor fase do grupo, com a trinca "Progressions of Power" (1980), "Allied Forces" (1981) e "Never Surrender" (1982). Musicalmente, o que ouvimos é o trio formado por Rik Emmett (guitarra e vocal), Michael Levine (baixo e teclado) e Gil Moore (bateria e vocal) ainda em busca de seu próprio som, que seria apresentado ao mundo de maneira efetiva a partir de 1980. O que quero dizer com isso é que em "Just a Game" ainda podemos ouvir uma banda que deixa claras as suas influências e, muitas vezes, acaba bastante presa a elas. Isso fica muito claro em "Lay It on the Line", por exemplo, que pode ser facilmente confundida com uma canção desconhecida do Rush.
Emmett e Moore alteram-se nos vocais principais das canções. E aqui há de se mencionar que as músicas com Gil Moore geralmente variam entre um rock and roll mais cru e pesado ou pelas terras do blues, como "Young Enough to Cry", uma das melhores do disco. Já Emmett, que para mim possui a voz mais associada ao Triumph (talvez por ser a dominante em grande parte dos hits do grupo), é o protagonista das composições que apresentam as estruturas mais elaboradas e soam mais ambiciosas, com o trio equilibrando elementos de rock progressivo com a melodia onipresente em seu universo musical. É daí que vem ótimas faixas como a que batiza o disco, majestosa e grandiosa e, sem dúvida, um dos grandes momentos da carreira do Triumph.
A parte final de "Just a Game" ainda reserva a bonita "Hold On", com seu arranjo crescente e que traz Emmett brilhando, e a inusitada "Suitcase Blues", que na verdade é a banda brincando com um jazz descontraído e muito legal.
"Just a Game" foi o início do processo que levou o Triumph a gravar clássicos como "Allied Forces". Suas oito músicas revelam uma banda que já mostrava os ingredientes que iriam aflorar nos anos seguintes, levando o trio canadense a ser um dos mais bem sucedidos nomes do hard rock da primeira metade dos anos 1980.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 4 melhores músicas de 1986, segundo Robert Smith, vocalista do The Cure
Combat Records anuncia retorno global com foco na América do Sul
Axl Rose revela problema de saúde que tornou show do Guns N' Roses um desafio
As 5 melhores músicas do Yes de acordo com o guitarrista Steve Howe
O maior vocalista da história, de acordo com a ciência
A música do Pink Floyd que fez Roger Waters mudar de discurso sobre ex-colega de banda
5 clássicos do rock nacional cujas letras envelheceram mal
5 bandas clássicas do prog rock que não têm mais nenhum membro original
Deep Purple compartilha fotos de reencontro com Ritchie Blackmore
Ritchie Blackmore sobre o Deep Purple: "Nunca senti que fosse algo extraordinário."
Paul Simon escolhe o maior vocalista de todos os tempos e diz que ninguém chegou perto
Summer Breeze confirma primeiras 63 atrações para 2027
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore adorava, mas não conseguia tocar ao vivo
Veja Ritchie Blackmore tocando "Smoke on the Water" com o Deep Purple após 33 anos
Baterista não sabe até quando conseguirá tocar as músicas do Cannibal Corpse
O único ano em que todas as bandas do "Big Four" do thrash lançaram um disco
As 3 Betes que ficaram marcadas na história do rock nacional dos anos oitenta
A música de amor - carregada de ódio - que se tornou um clássico dos anos 2000



A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco



