Vakan: quando a música tradicional gaúcha encontra o metal
Resenha - Vagabond - Vakan
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 28 de junho de 2019
"Vagabond" é o disco de estreia da banda gaúcha Vakan, e foi disponibilizado nos apps de streaming em 2018, ganhando versão física em CD no final do ano. O álbum é o sucessor do EP "Freeze!" (2012) e chega para apresentar o quarteto natural de Santa Maria para todo o Brasil.

Formado por Matheus Oliveira (vocal), Alexandre Marinho (guitarra), Natanael Couto (baixo) e Lucas Oliveira (bateria), o Vakan executa um power metal que tem como principais referências nomes como Iron Maiden, Helloween e Angra. O diferencial da banda está na inserção de elementos da música tradicional gaúcha ao peso do heavy metal, gerando assim um aspecto étnico e folk que dá um gosto todo especial ao seu som.
"Vagabond" vem com 13 faixas, sendo que algumas delas funcionam como interlúdios. A produção é super bem feita e ressalta o bom trabalho de todos os integrantes. A banda varia entre canções que são mais focadas no power metal tradicional como "Beyond Makind", "Russian Roulette" e "Euphoria", e outras onde traz para a ordem do dia as já citadas influências de música gaúcha. É nesse segundo momento que o álbum ganha força e apresenta ao ouvinte algo praticamente inédito. Que fique claro: as músicas com a pegada mais tradicional são boas e bem executadas, porém não trazem praticamente nada que já não tenha sido feito antes. Mas quando mergulha nas raízes da cultura musical do Rio Grande do Sul, daí sim o Vakan encontra um som próprio e que constrói a personalidade de sua música.
Destaques para a parte final do disco, a partir da curta instrumental "Interlude: Eremita", onde temos sete faixas em que o metal caminha lado a lado com a música tradicionalista, rendendo belíssimos momentos, com destaque para a ótima "Presumption of Guilt".
"Vagabond" é uma boa estreia, que mostra uma banda com talento, grande potencial e ótimas ideias. O tempo de estrada deve tornar a sonoridade do Vakan ainda mais forte e azeitada, com o desenvolvimento mais profundo dos dois aspectos de sua música, gerando assim um caminho ao mesmo tempo original e cativante.
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