Kiko Shred: metal neo-clássico na tradição do Rainbow e Malmsteen
Resenha - Royal Art - Kiko Shred
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 24 de junho de 2019
Historicamente, o metal neoclássico surgiu na segunda metade dos anos 1970 e teve como banda catalisadora o Rainbow de Ritchie Blackmore e Ronnie James Dio. Descontente com a sonoridade que o Deep Purple adotou a partir da chegada de David Coverdale e Glenn Hughes, o guitarrista saiu do grupo e montou o Rainbow tendo como um de seus objetivos principais explorar as influências de música clássica que sempre estiveram presentes em sua maneira de tocar guitarra. E foi exatamente o que fez nos três excelentes álbuns gravados com Dio – "Ritchie Blackmore’s Rainbow" (1975), "Rising" (1976) e "Long Live Rock ‘n’ Roll" (1978). O caminho aberto por Blackmore foi aprofundado por um dos seus maiores discípulos, o sueco Yngwie Malmsteen, que durante a década de 1980 pesou ainda mais a mão nos elementos clássicos e deu a cara moderna do gênero através de álbuns que definiram o estilo como "Rising Force" (1984), "Marching Out" (1985) e "Trilogy" (1986).

É esse universo que o guitarrista brasileiro Kiko Shred explora em sua carreira. Com passagens pelas bandas de apoio de Tim Ripper Owens e Mike Vescera, o músico chega ao seu terceiro álbum, "Royal Art", lançado pela Heavy Metal Rock. Ao lado de Kiko estão o veterano vocalista Mario Pastore, o baixista Will Costa e o baterista Lucas Tagliari.
A música apresentada em "Royal Art" traz, além do neoclássico, aspectos de power metal, o que torna a sonoridade mais agressiva. Ao todo temos dez faixas, com a presença de algumas instrumentais onde o foco na guitarra, já destacado nas demais composições, é evidenciado ainda mais.
"Royal Art" é um bom disco, com boas performances individuais – notoriamente de Pastore e do dono da banda, Kiko Shred – e apresenta uma produção competente. Ainda assim, falta um certo molho, um algo mais, que faça as suas músicas se destacarem e conquistarem de maneira mais profunda o coração do ouvinte. Potencial para uma evolução nesse sentido existe, principalmente se a mesma formação for mantida e ficar ainda mais azeitada e entrosada com shows e a convivência. Espero sinceramente que isso ocorra e que o grupo não foque essencialmente na figura de seu guitarrista, pois se isso acontecer temo que a força do projeto acabe se dissolvendo.
Outras resenhas de Royal Art - Kiko Shred
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
O guitarrista que Brian May achava ser louco e perigoso; "muito à frente de todos nós"
A canção amaldiçoada do The Who que Roger Daltrey nunca mais vai cantar
A saga de Christopher Lee no Heavy Metal
A música dos Beatles que Paul McCartney considerava tão esquecível que mal lembrava dela
Falece Barry Mitchell, ex-baixista do Queen
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
Os melhores discos de rock e metal lançados em 1982, segundo a Louder
A canção de Neil Young que deixa Roger Waters praticamente sem palavras
Roger Waters explica por que o Pink Floyd descartou participação de Paul McCartney no "Dark Side"
A opinião de Regis Tadeu sobre o show do Manowar em que fãs queimaram camisas
Marcelo Adnet realmente ajudou a acabar com o rock no Brasil?
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
Após mais de seis décadas, The Hollies anuncia fim das atividades
O lendário baterista com quem Keith Richards odiou tocar: "Não tocava p*rra nenhuma!"
David Ellefson diz que continua amigo de Kiko Loureiro: "não se acovarda ao cancelamento"
O que Raul quis dizer com "Quando eu jurei meu amor, eu traí a mim mesmo" em "Medo da Chuva"?
A melhor música dos Beatles de todos os tempos, segundo Keith Richards do Rolling Stones


Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



