Malta: Mesclando "peso" e "baladas" em disco novo
Resenha - IV - Malta
Por Renan Soares
Postado em 15 de março de 2019
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Antes de falar do disco em si, iniciarei esse texto falando todo meu processo de conhecimento da banda Malta, que certamente em partes, foi igual ao de todos vocês. Como 90% das pessoas que já ouviram a banda, conheci eles por conta do programa "Superstars", reality da Globo o qual os mesmos venceram.

Na época (2012 ou 2013, se não me engano), quando me disseram que uma banda de rock havia vencido o Superstar, tive minha curiosidade despertada, e certamente, fui atrás de alguma música deles. Com isso, fui ouvir o principal single deles na época, que era referente a faixa "Diz Pra Mim". Minha reação foi parecida como a maioria dos que estão lendo este texto.
Apenas com aquele som era perceptível que o estilo da banda era do tipo que chamo de "Sertanejo com guitarras", ou seja, para mim era só mais um grupo que se auto-denominava como "rock", mas soava muito como sertanejo (o que se acentuava ainda mais com a voz de Bruno Boncini, vocalista da banda na época).
Depois disso, não parei para ouvir mais nada do Malta e segui minha vida.

Passou-se um tempo, até que a banda volta a me chamar a atenção ao fazerem parte do primeiro "Angra Fest" em São Paulo, festival ocorrido em 2018 onde tocaram, além do próprio Angra e o Malta, as bandas Dr. Sin, Project46 e Nervosa. E como vocês podem ver, o Malta foi um ponto bem fora da curva em relação as outras bandas do line-up.
Por conta disso, resolvi checar os trabalhos mais recentes da banda na suposição que eles teriam mudado a sonoridade deles (tendo inclusive descoberto que a vocalista agora era Luana Camarah). Com isso, acabei vendo os dois clipes lançados referentes ao álbum "IV", que na época ainda não tinha sido lançado, das faixas "Pátria Amada" e "Manipulação", tendo a segunda a participação do ex-guitarrista do Guns n Roses Ron Bumblefoot.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Em ambas as faixas, o grupo estava com uma sonoridade muito mais pesada, soando realmente como uma banda de rock, e juntando isso com a entrevista que eles deram para Danilo Gentili, onde os próprios integrantes afirmaram que o novo disco teria uma pegada mais "rock n roll", isso fez minhas expectativas em relação a esse trabalho aumentarem.
Antes do lançamento do "IV", decidi ouvir os três discos anteriores do Malta (Supernova, Nova Era e Indestrutível). Os dois primeiros (Supernova e Nova Era), ainda com o Bruno Boncini no vocal, só ressaltaram a primeira impressão que tive deles quando ouvi a faixa "Diz Pra Mim", tendo apenas uma música que fazia contra ponto com uma sonoridade mais pesada, sendo essa a "Supernova", faixa-título do primeiro CD.

Já no "Indestrutível", primeiro com a Luana nos vocais, houve umas faixas ou outras com mais peso, mas a maioria do trabalho continuava soando como "música para trilha sonora de novelas da Globo".
Agora finalmente falando do "IV", lançado no meio do mês de fevereiro, posso dizer que a "mudança radical" que esperei acontecer não se concretizou. O álbum acabou mesclando entre músicas mais pesadas e as "músicas para trilha sonora de novela", tendo as principais "pedradas" (as faixas "Bater de Frente", "Manipulação" e "Pátria Amada") sido as últimas do trabalho.
Entre as músicas, uma delas é realmente uma "trilha sonora de novela", sendo a faixa "Amor Proibido", trilha da novela de mesmo nome.

Apesar da minha expectativa de um disco completamente pesado não ter sido atendida, o "IV" é um bom disco? Sim, é; É mais pesado do que os anteriores da banda? Sem dúvida; E é o melhor disco da carreira do Malta? Com certeza, e falo isso com a propriedade de quem ouviu toda a discografia.
Agora, o "IV" é a oitava maravilha do rock nacional? Com certeza não.
A participação especial que mais se destaca no disco não chega ser uma "musical", sendo essa a do ator Rodrigo Lombardi na música "Pátria Amada", onde ele recita frases de cunho político com críticas a divisão entre "direita" e "esquerda" que se estabeleceu na política brasileira. A mesma faixa também conta com a participação de Carlinhos Brown, mas sendo bem sincero, já ouvi a música várias vezes e ainda não consegui notar a colaboração dele na mesma.

Também destaco a participação especial do violinista Amon Lima, da Família Lima, na música "Manipulação", muito mais do que a do guitarrista Ron Bumblefoot.
Além das 11 faixas plugadas do disco, o "IV" também tem quatro faixas acústicas, as quais vocês imaginam como devem soar.
No mais, mesmo não atendendo as expectativas que eu tinha, o "IV" ainda assim de satisfez, claro, o mesmo não me fez virar um "fãnzaço" do Malta, mas me fez conhecer um pouquinho um lado deles que o grupo tinha mostrado bem pouco nos álbuns anteriores.
TRACKLIST:
01 Não Há Nada Melhor
02 Ela Sempre Sabe
03 Viver Por Você
04 Ainda Estou Aqui
05 Amor e Ódio
06 É Só Você
07 Amor Proibido
08 Bater de Frente
09 تلاعب (feat. Amon Lima)
10 Manipulação (feat Amon Lime & Ron Bumblefoot)
11 Pátria Amada (feat Rodrigo Lombardi & Carlinhos Brown)
12 Memórias (Acústico)
13 Nada Se Compara (Acústico)
14 Indispensável Para Mim (Acústico)
15 Eu Sonhei (Acústico)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Astro de Hollywood, ator Javier Bardem fala sobre seu amor pelo Iron Maiden
Dez músicas clássicas de rock que envelheceram muito mal pelo sexismo da letra
O mito sobre Kurt Cobain que Dave Grohl hoje já não banca com tanta certeza
O vocalista que recusou The Doors e Deep Purple, mas depois entrou em outra banda gigante
Ricardo Confessori quebra senso comum e diz que clima no Angra no "Fireworks" era bom
A contundente (e ríspida) opinião de Kerry King sobre o Korn
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
O clássico do Sepultura que traz a mesma nota repetida inúmeras vezes
Adrian Smith revela que Bruce Dickinson voltou ao Iron Maiden antes
O riff simples que tirou Max Cavalera do sério e o fez quebrar guitarra
Por que Ricardo Confessori foi ao Bangers e não viu o show do Angra, segundo o próprio
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
Metallica divulga gravação ao vivo de "The Memory Remains" registrada em 1997
Fabio Lione publica mensagem emocionante de despedida do Angra: "Para sempre!"
Quando Ronnie James Dio revelou sua canção favorita do Pink Floyd; "bem diferente"
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1982
Tamanho é documento?: os Rock Stars mais altos e baixos
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

