Muse: um dos trabalhos musicais mais esperados de 2018
Resenha - Simulation Theory - Muse
Por William Benedito
Postado em 02 de dezembro de 2018
Há muito tempo não faço resenhas de álbuns musicais, muito por conta da forma como a vida vai tomando novos rumos, os quais destinam um de nossos bens mais preciosos, o tempo!
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Porém eis que venho me manifestar sobre um dos trabalhos musicais mais esperados de 2018, nada mais nada menos que SIMULATION THEORY, o 8º álbum de estúdio da banda britânica MUSE.
"Algorithm" abre o álbum nos dando boas vindas a mais nova proposta musical dos ingleses. E se no penúltimo trabalho "Drones" eles nos apresentavam uma dose da mais pura pegada Rock n’ Roll, aqui em Simulation Theory a proposta é totalmente diferente. Ao se ouvir a primeira faixa, os desavisados mais adeptos aos anos 80 e 90, poderão facilmente confundi-lo com algum trabalho de Jean-Michel Jarre dos anos de glória do Synthpop. Uma pegada eletrônica somada a inconfundível voz de Matt Bellamy, um dos vocalistas mais técnicos e subestimados da atual geração. O fã mais participativo da banda notará a proximidade com a proposta do álbum 2nd Law, principalmente com a épica "Exogenesis".
"The Dark Side" vem na sequencia e já surge roubando a cena como uma das melhores músicas da carreira da banda e um dos grandes lançamentos musicais do Rock Alternativo nesta última década. Uma daquelas músicas a ser cantada de pulmões abertos nos shows da banda, coisa que o Muse domina desde sempre, com as épicas Knights of Cydonia, Uprising, dentre outras. A música poderia ter uma resenha à parte observando-se sua absoluta qualidade, refrão marcante, instrumental excepcional, destaque ao grande casamento bateria/baixo/guitarra que o trio faz demasiadamente bem.
"Pressure" e "Propaganda" surgem em seguida e não deixam a peteca cair. A primeira traz o som característico que é a cara do Muse, aquele som que na primeira audição, antes mesmo dos vocais, você já sabe que é uma música do Muse; vale-se destacar que o clipe contou com a presença de ninguém menos que o lendário Terry Crews, fato que por si só já compensa uma vista ao clipe por si só. A segunda nos atira diretamente nos anos 80/90, poderia facilmente ter sido incluída no álbum Dangerous de Michael Jackson; um dos grandes momentos do trabalho.
"Break it to me" embora não seja tão boa quanto às antecessoras, tem seus momentos de destaque, como o solo a lá Tom Morello no final, além de um refrão interessante, aliás, este é o ponto a se falar um pouco sobre as letras, as quais trazem peculiaridades tecnológicas ao fundo de situações do dia a dia; o Muse sempre dominou a arte de casar situações triviais em atmosferas espetaculosas de mitologia e tecnologia.
Da complexidade de "Break it to me" para a maior simplicidade do mundo de "Something Human" desde sua letra a sua levada acústica com adição de um ou outro elemento eletrônico. A típica baladinha do álbum, a qual surge para dar uma tirada de pé, antes de seguir a nossa jornada a Teoria da Simulação do Muse.
"Thought Contagion" segue a linha de "The Dark Side", sendo uma música composta para ser cantado junto às multidões, refrão marcante com direito aos famosos "ooooooo, oooooo" dos anos 80, outro ponto interessante do trabalho; destaque a guitarra de Matt e suas mesclas eletrônicas a velocidade.
"Get Up and Fight" poderia facilmente ser inserida em algum álbum do Imagine Dragons; aqui a pegada é totalmente POP contemporâneo, se fosse uma música da Katy Perry seria hit instantâneo. Os fãs mais antigos podem se sentir ofendidos com a proposta, porém o Muse não parece nada preocupado em flertar com o Pop; inclusive desde "The Resistance" eles não se importam o mínimo de soarem como o U2.
"Blockades" na sequencia, mistura um pouco de tudo o que o Muse já fez durante sua gloriosa carreira. "Dig Down" é uma música para não errar, lembrando um pouquinho "Madness" do 2ns Law (É notável a semelhança entre os dois álbuns).
"The Void" fecha o trabalho e não decepciona, com riffs sombrios e uma levada obscura, destaque ao piano e ao teclado ao estilo Styx. Além de fechar o álbum com um som incrível de eletricidade presente ao final da faixa, muito parecido com o som que supostamente produz o nosso sol !
Quem curtir o trabalho ainda tem a disposição versões alternativas das faixas, com acústicos e adição de remontagens experimentais.
Nota : 9 – Aos fãs não tem erro, vão curtir o álbum de ponta a ponta, aos que ainda não conhecem é uma boa possibilidade a passar a conhecer e não se decepcionar. Um dos grandes álbuns de 2018!
Destaques – The Dark Side, Propaganda e Pressure.
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