Auri: Tuomas Holopainen criou seu próprio Blackmore's Night
Resenha - Auri - Auri
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 08 de abril de 2018
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Enquanto o sexteto finlandês de metal sinfônico Nightwish lança sua compilação Decades e trabalha na subsequente turnê, o líder e tecladista da banda, Tuomas Holopainen, decidiu se aventurar com sua esposa, Johanna Kurkela, num projeto paralelo de folk acústico e levemente sinfônico.
E foi assim que Tuomas criou seu próprio Blackmore's Night, chamado Auri, com a diferença que o grupo tem ainda um terceiro elemento - no caso, Troy Donockley, colega de Tuomas no Nightwish. É praticamente um spin-off da equipe envolvida na criação de Music Inspired By The Life and Times of Scrooge), disco solo do tecladista.
E não chega a ser descabido comparar o Auri com o Blackmore's Night. As diferenças mais marcantes residem no timbre de voz das vocalistas (com Candice Night apresentando um tom levemente mais grave), e no instrumental. Ritchie Blackmore, guitarrista, transforma o violão e outros instrumentos de cordas em protagonistas no som, enquanto que o trio verá o piano de Tuomas, o violoncelo de Johana e as flautas de Troy construindo a parte não-vocal do disco de estreia deles, autointitulado.
O álbum é um tanto contemplativo, no sentido de que o som muitas vezes se manifestará de forma a envolver-nos em uma atmosfera relaxante. Algumas mal possuem letras propriamente ditas, como "The Name of the Wind" e "Savant".
Mas há espaço para trabalhos um pouco mais convencionais, como a abertura "The Space Between", "Aphrodite Rising", a rítmica "See" e o single "Night 13", belamente interpretado por Nicholas Minns em vídeo que você pode conferir ao final da resenha.
Os belos vocais de Johanna ajudam a construir aquela atmosfera supracitada, ganhando corpo em "Desert Flower", um dueto com Troy, que vem se mostrando uma interessante alternativa a Marco Hietala no Nightwish. Nas outras faixas, ele e Tuomas limitam-se, vez ou outra, a fazer um contraponto masculino à cantora.
Tuomas, que controla quase tudo em sua banda principal, será ouvido aqui muito mais como compositor do que como executante. Há vários momentos do álbum que remetem a seu disco solo e a músicas típicas do Nightwish, mas os pianos e teclados dele têm papel limitado se comparado às cordas, aos sopros e à voz de sua esposa. E ainda bem que foi assim: o som do Auri é exatamente o que deveria ser.
Talvez o fã sedento por guitarras sinta falta do fator metal, mas o trio nunca prometeu algo do gênero. E, nem por isso, o projeto perde valor - afinal, ainda está para nascer algo ruim que tenha passado pelas mãos de Tuomas.
Abaixo, o vídeo de "Night 13":
Track-list:
1. "The Space Between"
2. "I Hope Your World Is Kind"
3. "Skeleton Tree"
4. "Desert Flower"
5. "Night 13"
6. "See"
7. "The Name of The Wind"
8. "Aphrodite Rising"
9. "Savant"
10. "Underthing Solstice"
11. "Them Thar Chanterelles"
Comente: Já ouviu o trabalho? O que achou?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
Baixista se manifesta pela primeira vez sobre retorno do Faith No More
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Edguy anuncia primeiro show em uma década e despedida
A banda punk que Bono considera a melhor de todos os tempos
Para Bruce Dickinson, um vocalista que não consegue mais cantar deixa de ser lendário
A opinião de Mark "Barney" Greenway, do Napalm Death, sobre Lemmy e o Motörhead
As 10 melhores músicas que Adrian Smith escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
O solo que Slash compara a fazer sexo e nunca se cansa de tocar
A condição que fez Edu Ardanuy não aceitar voltar ao Dr. Sin
O músico que Freddie Mercury considerava o maior de todos os tempos
A banda que explodiu nos anos 90 e fez Robert Plant pensar em desistir
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta


