Pandemmy: Segundo disco com a formação renovada
Resenha - Rise Of a New Strike - Pandemmy
Por Renan Soares
Postado em 06 de janeiro de 2018
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Formada em meados de 2009, a banda recifense Pandemmy, tem como principal característica apresentar letras com temas sociais, políticos e humanitários através da brutalidade e técnica do seu thrash/death metal. Em seu primeiro disco, o intitulado "Reflections & Rebellions", lançado em 2013, o grupo conseguiu mostrar a sua proposta com bastante qualidade.
Após um intervalo de três anos, e diversas mudanças na formação durante esse período, em 2016 a banda lançou o seu segundo álbum de estúdio, o intitulado "Rise Of a New Strike". O trabalho apresentou em suas letras a mesma temática mostrada no seu antecessor, e a banda contou na formação com o vocalista Vinícius Amorim (que deixou a banda pouco tempo após o lançamento do disco, dando lugar a Rayanna Torres), o baixista Marcelo Santa Fé, o baterista Arthur Santos, e os guitarristas Guilherme Silva e Pedro Valença (único remanescente da formação do primeiro disco).
O "Rise Of a New Strike" começa com a intro "One Step... Forward", já preparando o ouvinte para a primeira "paulada" na orelha, que se trata da faixa "Circus Of Tyrannies" (single do disco, regravado pela Rayanna Torres após sua entrada na banda), sendo essa uma daquelas músicas perfeitas para se iniciar os trabalhos, por conta da sua sonoridade rápida e pesada que deixa qualquer headbanger com vontade de abrir um mosh sozinho.
Rapidez essa que não foi mantida ao longo do disco, em boa parte das faixas (não em todas), a banda não explorou tanto a velocidade da mesma forma que foi feita no primeiro disco, o que não é nenhum ponto negativo.
Mesmo não tendo toda a velocidade do "Reflections & Rebellions", o "Rise Of a New Strike" ainda assim consegue se destacar com todo o peso e técnica apresentado em suas músicas, os solos do Pedro Valença continuam dando aquele toque a mais nas faixas, e os guturais do Vinícius Amorim demonstra toda a "raiva" que as músicas exigem.
As faixas que mais destaco são "Circus Of Tyrannies", "State of War", "Rise Of a New Strike", "Inferno Is Over" e "7000 Days Of Terror".
Também não poso deixar de falar das duas faixas bônus presentes apenas para aqueles que adquiriram o formato físico do CD, são elas a "Ecce Hommo" (cover do Decomposed God) e "Nephente" (cover do Sentenced). ´
De início, achei a ideia de homenagear uma banda da cena underground recifense interessante, pois é algo que não se ver constantemente, principalmente porque quando as bandas fazem covers, elas sempre preferem homenagear os grandes nomes do metal mundial, por isso, parabenizo completamente o Pandemmy pela atitude.
Agora falando da parte técnica dos covers, a "Ecce Hommo" ficou bastante equivalente com a versão original do Decomposed God, pois como são duas bandas com estilos bem parecidos (tanto sonoramente quanto tecnicamente), ficou parecendo até que o próprio Pandemmy havia feito a música.
Enquanto a versão de "Nephente", da banda finlandesa Sentenced, ficou interessante porque o Pandemmy conseguiu colocar mais brutalidade em uma música de death metal melódico sem distorcer a música.
No mais, o "Rise Of a New Strike" não chega a ser nenhuma obra-prima do metal, mas garanto, os headbangers que pararem para ouvir esse trabalho, principalmente aqueles mais fãs de metal extremo, não irão se decepcionar com o som do mesmo.
TRACKLIST:
1, One Step... Forward
2. Circus Of Tyrannies
3. State of War
4. 7000 Days of Terror
5. Almost Dead
6. Rise Of a New Strike
7. Inferno is Over
8. Stars of Decadence
9. Against The Perfect Humankind
10. No Reasons For Losses
11. Ecce Hommo (Decomposed God cover)
12. Nephente (Sentenced cover)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angus Young disse que uma banda gigante era "um Led Zeppelin de pobre"; "isso é ridículo"
O melhor baterista da história da música pesada, segundo o Loudwire
Ghost se despede do Cardinal Copia/Papa Emeritus IV/Frater Imperator
5 álbuns clássicos de rock que Gastão Moreira tentou gostar - e não conseguiu
Regis Tadeu e os cinco discos mais ridículos de heavy metal
A melhor faixa de "Powerslave", clássico do Iron Maiden, segundo o Loudwire
A diferença entre Bruce Dickinson e Paul Di'Anno, segundo Adrian Smith
A opinião de vocal do Depeche Mode sobre versão do Lacuna coil para "Enjoy the Silence"
O álbum do Metallica que James Hetfield diz ainda não ter sido apreciado: "Vai ter sua hora"
Banda de guitarrista do Judas Priest anuncia segundo disco e divulga música nova
Organização do Monsters of Rock divulga horários dos shows
O nicho em que Edu Falaschi quis entrar e se deu mal: "Quem é essa Xuxa aí?"
O melhor disco de heavy metal de cada ano da década de 80, segundo o Loudwire
Apesar dos privilégios do Slayer, Gary Holt prefere os perrengues do Exodus
Quinze bandas brasileiras de Rock e Metal com mulheres na formação que merecem sua atenção
O álbum dos 60s que Ian Anderson acha que é melhor que o "Sgt. Peppers", dos Beatles
Aimee Osbourne: por que a filha de Ozzy não quis participar do "The Osbournes"
As bandas de metal que ficaram bem maiores do que o esperado, segundo o Reddit

Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"



