Caligula's Horse: Mistura de Pomegranate Tiger e City and Colour
Resenha - In Contact - Caligula's Horse
Por Ricardo Cunha
Postado em 25 de dezembro de 2017
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Formado em meados de 2011, o grupo de Brisbane (Austrália), liderado por Sam Vallen e Jim Gray, se define como uma banda de rock "progressivo/alternativo" com cardápio para públicos de paladares diversificados dentro do universo musical. Porém, na minha tentativa pessoal de situá-los, os definiria como uma mistura perfeita de "Pomegranate Tiger" e "City and Colour", o que contudo NÃO clarifica muito as coisas, mas que delimita uma linha de pensamento para a compreensão da música feita pela banda.
"In Contact" (2017) quarto disco, é um trabalho conceitual que discursa sobre "a natureza da arte e da criatividade" que atua como "uma celebração do que nos conecta como seres humanos nos espaços por nós compartilhados em nossas muitas formas de manifestar-mo-nos. O conceito se divide em quatro histórias profundamente pessoais nas quais figuram personagens com cargas particulares de esperança e de tragédia". Salientando que este é o primeiro trabalho com os recém-chegados Adrian Goleby (guitarras) e Josh Griffin (bateria) que substituem Zac Greensill e Geoff Irish, respectivamente.
O conceito do álbum gira em torno da tragédia, a mesma tragédia que parece ter me guiado para os momentos que considero mais marcantes do álbum: "Capulet", que alude a Romeu e Julieta, de Shakespeare; "Inertia and the Weapon of the Wall", que consiste de um solilóquio de três minutos, cujo tom dramático evoca instantaneamente o Bardo (confesso que achei um pouco longa e chata, mas que se justifica no disco pelo o poder do discurso); e "The Cannon’s Mouth", que talvez seja o momento de maior profusão de sentimentos do disco. Quanto a "Graves", faixa de quase 16 minutos… Bem, ouça e tire suas conclusões.
Tracklist:
To The Wind
01-Dream The Dead (8:11)
02-Will’s Song (Let The Colours Run) (4:42)
03-The Hands Are The Hardest (4:26)
04-Love Conquers All (2:21)
The Caretaker
05-Songs For No One (7:43)
06-Capulet (3:23)
Ink
07-Fill My Heart (6:42)
08-Inertia And The Weapon Of The Wall (2:57)
09-The Cannon’s Mouth (5:56)
Graves
10-Graves (15:31)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
Baterista Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A condição estipulada por rádios para veicular músicas do Van Halen, segundo Alex Van Halen
Prefeito do Rio coloca Paul McCartney e Bono em vídeo sobre megashow em Copacabana
A música do Aerosmith que Steven Tyler ouviu e achou que era de outra banda
O baterista que Neil Peart disse que "não veremos outro igual"
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 2000 a 2025
Cinco obras-primas do Metal mundial, de acordo com Regis Tadeu
A música do Metallica que Kirk Hammett quer deixar como lembrança de sua obra como guitarrista
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
As duas bandas pesadas com mentalidade vencedora, segundo Arnold Schwarzenegger


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "72 Seasons" é tão empolgante quanto uma partida de beach tennis


