King Diamond: Aqui jaz uma obra prima
Resenha - Graveyard - King Diamond
Por Tarcisio Lucas Hernandes Pereira
Postado em 11 de outubro de 2017
King Diamond sempre será aquele tipo de artista que desperta ou despertará reações extremas no público que tem contato com sua obra: amor ou ódio, raramente existindo espaço para algum tipo de meio termo.
No entanto, independentemente do lado em que você se posicione, uma coisa todos nós devemos admitir: o cara sabe, como poucos, contar histórias macabras, sobrenaturais e tenebrosas.
Esse álbum, "The Graveyard", lançado no já distante ano de 1996, é uma prova viva dessa verdade incontestável. Aqui temos nas letras a história de um pobre coitado aprisionado injustamente em um sanatório, e que após conseguir escapar trama uma vingança sinistra sobre o homem responsável por manda-lo para aquele lugar nefasto.
Como característica marcante, encontramos ao longo das faixas apresentadas o Mestre, como usual, interpretando todos as personagens, que além do homem com sede de vingança incluem o velho Mckenzie, o homem que o condenou, e a pequena Lucy, a filha inocente do acusador.
Saindo um pouco do aspecto lírico do disco, e mantendo um foco no lado sonoro e musical estritamente falando, o que temos aqui é um clássico do metal, difícil de se prender a algum subgênero específico. Passeiam pelas faixas o metal tradicional, o doom metal, algo de speed, gótico, além de passagens que poderiam estar na trilha sonora de qualquer grande filme de terror hollywoodiano.
A voz do velho King apresenta aquilo à que já estamos acostumados: uma variedade enorme de timbres, interpretações e os famosos falsetes, tudo em seu melhor.
O destaque do disco,no entanto, na humilde opinião deste que vos escreve, repousa, sem sombra de dúvida, no trabalho de guitarras desenvolvido pelos grandes Andy La Roque e Herb Simonsen.
O que temos aqui são doses cavalares de riffs matadores. Muitos, toneladas deles, e um mais grudento e criativo que o anterior, da primeira à última faixa. Correndo o risco de despertar a ira em alguns, chego a dizer que aqui se encontram os melhores trabalhos de guitarras de toda a carreira do bruxo.
Lá se vão 21 anos do lançamento, e assim como o bom vinho, temos aqui uma obra que resistiu, e muito bem, à prova do tempo.
A escuta por si só é uma experiência metálica prazerosa, mas acredito que para aqueles que dominam o idioma, ouvir isso aqui acompanhando as letras atinja um nível mais elevado de degustação e apreciação. È impressionante a capacidade do King Diamond de casar letra, melodia e harmonia em um único todo.
Sem destaques, não pela falta deles, mas sim pelo fato da obra ser um todo muito bem constituído, sendo que nenhuma música é gratuita ou menos interessante!
Sinceramente, sonho com um dia em que algum grande estúdio cinematográfico (ou quem sabe os caras do Netflix) descubram o potencial das obras do king. Imagino versões nas telonas de clássicos com "Abigail", "Voodoo"...certamente a história desse "The Graveyard" daria um excelente filme ou seriado!
Enfim, quem já ouviu, vá ouvir novamente! E quem ainda não conhece, peça perdão e vá agora mesmo corrigir esse erro!
Tracks:
1. "The Graveyard" 1:22
2. "Black Hill Sanitarium" 4:28
3. "Waiting" 4:26
4. "Heads on the Wall" 6:20
5. "Whispers" 0:31
6. "I'm Not a Stranger" 4:03
7. "Digging Graves" 6:56
8. "Meet Me at Midnight" 4:46
9. "Sleep Tight Little Baby" 5:38
10. "Daddy" 3:22
11. "Trick or Treat" 5:09
12. "Up From the Grave" 3:18
13. "I Am" 5:50
14. "Lucy Forever" 4:56
Banda:
• King Diamond - All Vocals, Keyboards
• Andy LaRocque - Guitars
• Herb Simonsen - Guitars
• Chris Estes - Bass
• Darrin Anthony - Drums
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