Soul Enema: jornada épica através dos elementos do rock progressivo
Resenha - Of Clans and Clones and Clowns - Soul Enema
Por Tiago Meneses
Postado em 15 de setembro de 2017
Fundado em 2001, este excelente projeto israelense encabeçado pelo músico, CONSTANTIN GLANTZ está de volta depois de sete anos desde o seu álbum de estreia e com formação completamente nova. GLANTZ continua perfeccionista quando se trata de criar sua música e, assim como no álbum de estreia, o ouvinte é levado a um passeio sonoro eclético e igualmente atraente, com cada elemento aumentando a qualidade geral com alguns detalhes. Além dos cinco músicos integrais da banda, o álbum conta com mais oito convidados que inclui ARJEN LUCASSEN, famoso por idealizar o projeto AYREON e que aqui deixa sua marca solando na faixa "Eternal Child". Devido a toda a atenção prestada a cada pequeno detalhe, Of Clans and Clones and Clowns vem como um projeto liso e sério, onde toda ideia e composição são cuidadosamente criadas e colocadas no lugar apropriado para dar ao álbum o fluxo musical perfeito de ideias e energias.
Muita atenção é dada à produção também e apesar de ser bastante complexa e multicamadas, o álbum mantém uma sensação orgânica espontânea que, surpreendentemente, não soa sobre produzida e não contém excesso. A partir do início da música "Omon Ra", a banda exibe uma fusão eclética de vários gêneros, toda costurada perfeitamente em uma boa colagem musical de estilos e sons. Os riffs de guitarra de heavy metal se sobrepõem com outras polirritmias, incluindo sons do Oriente Médio e ataques de teclado ao melhor estilo progressivo sinfônico. A diversidade das faixas mantém o álbum interessante com os vocais de NOA GRUMAN, acrescentando um alcance de muita diversidade.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Tantos elementos acontecem que é impossível descrevê-los todos ou falar faixa por faixa. O fio comum é que é dada muita atenção aos ganchos melódicos cativantes que assumem possibilidades de progressivo e cruzamentos com outros gêneros, pesos das músicas se alternam entre o rufio de metal progressivo de pleno direito para um rock melódico mais calmo para faixas de piano simplistas. Existem muitas influências étnicas também com faixas como "The Age of Cosmic Baboon", que soa completamente exóticas com ritmos do Oriente Médio e percussão com o toque místico adicionado pela sitar. A mistura dos elementos rítmicos com a atmosférica é absolutamente fascinante à medida que eles se entrelaçam em perfeita união. As peças de guitarra pesadas podem se mudar abruptamente para um segmento de prog mais sinfônico com flautas alimentadas com folk. O ritmo está perfeitamente definido para cada parte se conectar ao que já ocorreu e o que está por vir. Enquanto a maioria das faixas tem uma sensação de metal ou rock na natureza, algumas como "Last Days Of Rome" trazem o bom rock antiquado para a mente, fazendo lembrar de artistas como Carole King, embora com um monte de outros elementos da moda prog, digamos assim. "Dear Bollock (Was a Sensivite Man) é outra faixa de sonoridade exótica com GLANTZ mostrando suas habilidades como tocador de shamisen japonês.
Apesar do desfile de grandes ideias em qualquer faixa, a suíte de três partes "Aral Sea" é o momento mais progressivo do álbum, contando com uma sonoridade diversificada de humor a história do famoso mar que passou de um dos maiores do mundo a um processo hoje basicamente de desertificação por puro descuido humano. A primeira faixa é "Aral Sea I – Feeding Hand" que conta o conto da vida fértil, com guitarras pesadas, pianos melódicos e sinfônicos além de Noa fornecer uma das suas entregas mais dramáticas. "Aral II – Dustbin of History" começa em um ritmo que nos dá uma sensação de sonoridade do Oriente Médio, mas rapidamente a atmosfera fica de tristeza com efeitos eletrônicos dinâmicos de metais pesados mais ou menos como uma ideia de simular o mar que um dia já foi produtivo sendo desvanecido. Essa faixa também tem uma vibração única do Extremo Oriente devido a presença de YOSSI SASSI oferecendo o som exclusivo da sua bouzoukitara, dando um toque verdadeiramente exótico. "Aral Sea III – Epilogo" tem o fim esperado da morte, mas realizado com uma interessante introdução de piano e percussão discordantes. Os vocais são bastante emotivos. A faixa também tem como convidado SERGEY KALUGIN da banda russa de progressivo, ORGIYA PRAVEDNIKOV, na guitarra acústica. A faixa cresce em sua instrumentação tendo no seu final um solo de guitarra e uma sonoridade orquestral belíssima.
CONSTANTIN GANTZ tem uma mente brilhante, consegue explorar vastos territórios melódicos e ritmos que vão facilmente de dois extremos que poucos se aventurariam fazer. Consegue oferecer uma jornada épica através dos melhores elementos encontrados no rock progressivo. Impressionante e aventureiro sem que se torne também estranho e sem sentido, demonstra que as possibilidades de misturas musicais quando bem cuidadas nos seus detalhes, sempre são válidas e agregam na singularidade do resultado sinal.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Show do Iron Maiden em Curitiba é oficialmente confirmado
Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Site diz que Slayer deve fechar tour pela América do Sul ainda em 2026
Primavera Sound Brasil divulga seu Line-up para 2026
A banda que o Cream odiava: "Sempre foram uma porcaria e nunca serão outra coisa"
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
Dennis Stratton diz que sentiu pena de Blaze Bayley ao assistir documentário do Iron Maiden
A banda dos anos 80 que Ozzy até gostava, mas ouviu tanto que passou a odiar
Kiko Loureiro terá Mauro Henrique como convidado nos últimos shows da turnê "Theory of Mind"
Atual guitarrista considera "Smoke on the Water" a música mais difícil do Deep Purple
A banda que fez Sharon den Adel, vocalista do Within Temptation, entrar no mundo da música pesada
Eric Clapton elege o melhor baterista que existe, mas muitos nem sabem que ele toca
A música "pop genérica" de um disco clássico do Jethro Tull que incomoda Ian Anderson
O maior guitarrista da história para Bruce Springsteen; "um gigante para todos os tempos"
Ike Willis, parceiro musical de Frank Zappa, morre aos 70 anos
A música tocante que nasceu como canção de ninar e rendeu um Oscar a Phil Collins
O megahit da Jovem Guarda que Roberto Carlos só aprovou após artimanha do produtor
Angus Young revela qual é a música do AC/DC que mais o lembra de Malcolm Young

Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: Em 1992 eles lançavam Fear Of The Dark
