Overkill: Years of Decay soa como se tivesse sido lançado ontem
Resenha - Years of Decay - Overkill
Por Leandro Fernandes
Postado em 09 de junho de 2017
Nota: 9 ![]()
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Todos nós sabemos que o Overkill tem uma grande importância no cenário do Metal Mundial e mais precisamente dentro do Thrash Metal, pode-se considerar até um pouco injustiçada em certos momentos de sua carreira. A banda encerrou a década de 80 em grande estilo, dando ao mundo o diversificado "The Years of Decay" de presente aos amantes de um som rápido, direto e pesado.
Passados 28 anos após seu lançamento, o disco soa como se tivesse sido lançado ontem. Aqui se encontra uma verdadeira aula de Thrash, Heavy, Speed e chega até mesmo se esbarrar de forma suave em um Doom. O potente e alinhado vocal de Bobby se encaixa perfeitamente aos riffs e cozinha (esse baixo é de arrepiar!). Aqui se encontra muita técnica, entrosamento e agressividade, "Time to Kill" que abre o disco, explica muito bem essa parte de entrosamento, a sincronia é algo incrível.
"Elimination" é empolgante pelo refrão "grudento" e o Speed Metal escancarado do início ao fim, diferente de "I Hate" que se mostra mais técnica e mais direta na proposta. "Nothing to Die For" possui um riff matador assim como os vocais que possuem uma técnica acima do demonstrado nas anteriores, mostra-se uma faixa completa e alinhada em tudo, grande destaque do álbum e uma das melhores.
A "saraivada" de riffs que o disco possui (não só isso, mas a obra por completo) é digna de deixar o mesmo nas cabeças como um dos grandes do estilo e "Birth of Tension" dá uma excelente aula de como agredir ouvidos de uma forma indolor, possui um belo e trabalhado solo. "Who Tends the Fire" é algo a parte das demais, se mostra mais trabalhada e técnica devido a "calmaria" imposta mas com um peso Overkill de ser. A faixa título "The Years of Decay" procura seguir a mesma linha da anterior só que de uma forma mais melódica e introspectiva mas sempre com muito peso e agressividade nos vocais que progride a cada instante.
Finalizando com "Evil Never Dies", resolveram voltar da forma que iniciara o disco, agressividade, velocidade e peso, muito peso, fazendo com que o disco realmente é hoje: um verdadeiro petardo do Thash Metal. Em meio a grandes discos lançados no mesmo de bandas como Sepultura, Morbid Angel e Testament, o Overkill também deu a sua contribuição e seu recado, se firmando no mesmo patamar.
Banda:
Bobby "Blitz" Ellsworth – Vocal
D. Verni – Baixo
Bobby Gustafson — guitarra
Sid Falck — bateria
Músicas:
1. Time to Kill
2. Elimination
3. I Hate
4. Nothing to Die For
5. Playing With Spiders/Skullkrusher
6. Birth of Tension
7. Who Tends the Fire
8. The Years of Decay
9. E.vil N.ever Dies
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