Rhapsody of Fire: Um Digno tributo ao passado
Resenha - Legendary Years - Rhapsody of Fire
Por Tarcisio Lucas Hernandes Pereira
Postado em 06 de junho de 2017
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Eis que no ultimo dia 26 de maio a banda Rhapsody of Fire lançou seu mais recente álbum, intitulado "Legendary Years".
Como o nome pode sugerir, trata-se não de um álbum de inéditas, mas sim de um registro de regravações. Agora contando com um novo vocalista, o italiano Giacomo Voli, que aceitou o imenso desafio de substituir uma das maiores vozes do metal contemporâneo, Fabio Lione.
Neste lançamento, a banda decidiu arriscar alto, revisitando seus primeiros álbuns, em uma coletânea de musicas que a grande maioria dos fãs da banda chamariam de clássicos.
As comparações com o trabalho desenvolvido pelo cantor Fábio Lione lógicamente seriam e serão inevitáveis, e talvez nisso resida o grande triunfo da banda com esse lançamento.
Somente um grupo que respeita o próprio passado se daria a esse trabalho. E é justamente isso: trata-se uma coletânea de regravações que transpira honestidade, respeito e um orgulho imenso do próprio passado.
A escolha do vocalista Giácomo Voli foi extremamente acertada. O cantor passa uma garra e uma potência invejáveis. Vale ressaltar que, sem sombra de dúvidas, sua voz é muito diferente da voz de Lione. Enquanto o seu antecessor apresentava uma pegada mais clássica, podemos dizer que a voz de Giacomo é puro heavy metal. Acredito que muitos que torciam o nariz para a banda devido aos seus excessos clássico-barrocos deveriam dar uma segunda chance à banda com Giacomo, que apresenta um peso que Lione, com toda sua técnica, não possuía tão acentuadamente.
Eis aqui o tracklist do álbum:
01. Dawn Of Victory
02. Knightrider Of Doom
03. Flames Of Revenge
04. Beyond The Gates Of Infinity
05. Land Of Immortals
06. Emerald Sword
07. Legendary Tales
08. Dargor, Shadowlord Of The Black Mountain
09. When Demons Awake
10. Wings Of Destiny
11. Riding The Winds Of Eternity
12. The Dark Tower Of Abyss
13. Holy Thunderforce
14. Rain Of A Thousand Flames
Geralmente bandas que decidem fazer regravações optam por trabalhar canções mais "lado B", o que certamente não é o caso aqui; a banda escolheu a maioria das músicas que fazem parte da playlist de qualquer aficcionado. Estão todas lá: "Holy Tunderforce", "Flames of Revenge", "Land Of Immortals", e a épica "Emerald Sword".
A banda foi muito honesta tato na escolha das músicas quanto no processo técnico de regravação. Não há espaço para releituras e interpretações aqui: o que temos são as músicas com as mesmas estruturas, harmonias e tonalidades exatamente como eram, apenas com novas execuções, mixagens e produções. Ou seja, muito mais que renegar o passado, a banda presta um tributo muito digno a ele.
Uma vez que até mesmo as tonalidades das musicas foram mantidas, fica impossível não comparar as interpretações de Giacomo com as de Lione. No entanto, nesta comparação, ninguém sai perdendo. Fábio Lione foi a voz do Rhapsody por muitos anos, e pôde provar seu talento e versatilidade; e seu legado está em boas mãos, uma vez que Giacomo possui personalidade e talento , sendo um substituto à altura.
Os únicos pontos negativos ficam para os coros, especialmente nos refrões, que nesse álbum perderam um pouco da força das gravações originais; e as passagens mais atmosféricas e limpas, uma vez que a voz de Giacomo, por ser mais metal, não possui a mesma leveza que Lione conseguia imprimir nas baladas da banda.
No mais, o que temos aqui é um disco maravilhoso, que será capaz de agradar os fãs de carteirinha (como eu), bem como angariar novos admiradores.
Além de tudo, esse disco deixa claro que o Rhapsody of Fire, apesar de todas as mudanças de formação por qual passou (sendo que Alex Staropoli é o único remanescente do primeiro disco, "Legendary Tales"), a banda soube manter uma identidade uniforme e uma fidelidade rara.
Enfim, vida longa ao Rhapsody of Fire! E que venha um álbum de inéditas para que Giacomo possa brilhar ainda mais!
Line up:
Giacomo Voli: Vocals
Alex Staropoli: Keyboards
Robyy de Micheli: Guitars
Alessandro Sala: Bass
Manu Lotter: Drums
Comente: Ouviu as novas versões? O que achou?
Outras resenhas de Legendary Years - Rhapsody of Fire
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
As duas bandas pesadas com mentalidade vencedora, segundo Arnold Schwarzenegger
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Derrick Green relembra rejeição às músicas novas do Sepultura na turnê de 1998 com o Slayer
Peter Criss e Bob Ezrin contestam declarações recentes de Gene Simmons
O polêmico álbum de Metal que Geezer Butler gostaria de ter escrito
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Gene Simmons, do Kiss, lista e comenta seus cinco baixistas preferidos
A música "estranha" do Megadeth que atingiu o topo das paradas de rádio nos EUA
Oito razões pra dormir com um baterista


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja



