Erasure: mantendo a chama do synthpop oitentista
Resenha - Violet Flame - Erasure
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 30 de maio de 2017
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Erasure é da geração synth-pop da segunda metade dos anos 80. Andy Bell e Vince Clark cravaram diversos sucessos; trintões em diante se recordarão de Oh L’Amour, Give a Little Respect e Blue Savannah.
Como ocorre com todo artista, passado o período áureo de exposição na mídia e execução radiofônica, apenas a base de fãs leais conquistada durante o apogeu saberá que fulano ou beltrano ainda lança álbuns. Com o Erasure não é diferente: nunca realmente pararam de produzir material, ainda gravam pela Mute Records, mas seus álbuns passam batido do grande público. Mesmo assim, o álbum de 2014, The Violet Flame, conseguiu um quarto lugar na parada indie britânica. Mas, na oficial não passou do vigésimo.
Os concisos 38 minutos dentro dos quais se distribuem as dez canções do décimo-sexto LP dos britânicos provam duas coisas já na primeira audição.
1) a idade apurou os vocais de Andy Bell, outrora propensos à cabritice;
2) o tecladista Vince Clark não tem mais necessidade ou criatividade de/para ser bombástico. Numa lista de riffs de teclado mais marcantes dos anos 80, ele facilmente paparia duas entradas devido aos divinos sintetizadores de Don’t Go e Situation, de sua fase Yazoo. Agora, ainda há momentos gostosos, mas integrados à estrutura das canções, bastante parecida uma das outras, aliás.
The Violet Flame é predominantemente dançável, mas sem o nervosismo e a zoação electro da atualidade; é synth pop tradicional safra virada dos 80’s para os 90’s. Mas, como as tias não vivem numa bolha de plástico, há respingos de contemporaneidade, como as frações de segundo quando os teclados assumem som de videogame vintage, em Promises, lembrando a dupla canadense Crystal Castles.
O álbum jamais será acusado de original; todos os ritmos e sonoridades já foram ouvidos e testados/dançados pelos mais antigos, mas isso não significa falha em despertar interesse. The Violet Flame é muito agradável, exceto pela lentosa Smoke and Mirrors que pretende ser sombria, mas tem produção leve demais para tal. O Erasure acertou em continuar sendo mais dançante, forte do duo.
Confortável como um sapato velho, The Violet Flame não tocou em rádios (pena, a grudenta Dead of Night merecia exposição) nem deve ter atraído novos fãs. Mas, manteve a chama dos admiradores antigos que ganharam mais material para dançar nas turnês de Bell e Clark.
Tracklist
1. "Dead of Night" 3:16
2. "Elevation" 4:17
3. "Reason" 3:43
4. "Promises" 3:46
5. "Be the One" 3:43
6. "Sacred" 4:06
7. "Under the Wave" 3:46
8. "Smoke and Mirrors" 3:48
9. "Paradise" 3:23
10. "Stayed a Little Late Tonight" 3:51
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Twisted Sister faz primeiro show com Sebastian Bach nos vocais
O disco em que Ritchie Blackmore encontrou o Rainbow que queria fazer
Gigantes do rock: 10 rockstars que beiram os 2 metros de altura
O dia que James Hetfield quis saber mais sobre a guitarra do Nightwish
As 5 bandas que Slash detonou, incluindo duas onde ele mesmo tocou
Bruce Dickinson alfineta Trump durante show do Iron Maiden no Canadá
5 riffs do metal nacional que valem mais que disco gringo inteiro dos anos 1980
A banda que foi um fiasco abrindo para o Van Halen, mas Eddie achava genial
Os 50 melhores riffs de metal e rock de todos os tempos, segundo a Guitar World
A queixa que Tony Iommi ouviu de Ozzy Osbourne na véspera da morte do cantor
Ex-vocalista do Slipknot revela se considera "Mate. Feed. Kill. Repeat." um disco ou demo
A melhor cantora de metal de todos os tempos, segundo Emppu Vuorinen
Policial que matou assassino de Dimebag Darrell compartilha memórias da noite
O hit que transformou Phil Collins em saco de pancadas: "Eu não merecia isso"
Baterista admite não gostar muito do último álbum de inéditas do Poison
Queen: As dez letras mais profundas da banda
O momento que Angus Young deixou de curtir Rolling Stones: "A partir daí, não há nada"
O significado de "moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar" em "Pais e Filhos"

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



