Biquini Cavadão: Um trabalho digno de uma banda trintona
Resenha - As Voltas Que O Mundo Dá - Biquini Cavadão
Por Abel Teixeira
Postado em 28 de março de 2017
Recentemente, o Biquini Cavadão lançou o seu mais novo trabalho. Seguindo o ritmo melódico do anterior, o sensacional "Roda-Gigante", o novo álbum se fixa nos arranjos mais bem produzidos por uma banda dos Anos 80. Soa moderno, certo, denso. Tudo isso, pelo crivo do experiente produtor Liminha.
Não é surpresa alguma esperar de uma banda trintona um trabalho digno. Mais uma vez, os cariocas conseguiram colocar as ideias em prática. Foram mais de 5 anos de composições, e o resultado você pode ver - e ler - a seguir, com algumas impressões que tive deste "As Voltas Que O Mundo Dá".
A incrível "Soltos Pelo Ar", que aos gritos iniciais bem postados de Bruno Gouveia, dá o pontapé no disco. É impossível não se apaixonar por essa música, que posteriormente, deve ser trabalhada como single nas rádios de todo o país.
A segunda faixa, intitulada "Arco-Íris", nos dá a sensação de despedida, o famoso "chutar o balde" após um término, um ponto. Nem por isso, deixa a canção feia. Pelo contrário... Que letra excelente! Tiro certo do Biquini.
Assim que ouvi pela primeira vez o single "Um Rio Sempre Beija O Mar", minha cabeça se voltou para um ambiente praiano. Talvez, o instrumental mais bonitinho do álbum.
A canção "Como Eu Te Conheci" é bem íntima, pois o Bruno a compôs para a sua esposa, a doce Izabella (Menina Do Céu). Me amarro em situações amorosas, no que refere-se ao conhecimento. É uma época muito gostosa da gente se lembrar da relação e do que ela separa pra um futuro.
Chegamos à música mais densa do álbum: "Você Marcou", uma composição de 2011. Lindíssima, dramática e arrastada - no melhor dos sentidos!
"Descobrimentos" é uma das faixas preferidas da banda, em especial de seu vocalista. Confesso que ainda não me identifiquei com ela, mas isso é muito pessoal. O disco nos abre vários caminhos, várias descobertas, assim como diz a música. Os arranjos são lindos, com gaita de fole e teclados.
A próxima canção - e versão - se chama "A Nossa Diferença De Idade", levando a frase do nome do disco. Levada mais rápida, alegre, fazendo lembrar e muito algumas músicas do álbum "Só Quem Sonha Acordado Vê O Sol Nascer".
Outro ponto alto deste trabalho: "Para Sempre, Seu Maior Amor". Um pop gostoso de se ouvir, candidata a single. É um estilo que o Biquini segue há alguns anos, de forma competente. Recomendada a todos apaixonados de plantão :-)
"Coragem" é a porrada do disco. Precisa ser registrada nos shows, e tem a mesma pegada de petardos como "Amanhã É Outro Dia", de 2013; e de certa intenção as antigas "Zé Ninguém", "Cai Água, Cai Barraco" e "Bem-Vindo Ao Mundo Adulto".
Sem palavras para a música "A Saudade É O Museu Do Amor". Sugiro que vejam todas as entrevistas de bruno Gouveia sobre o álbum novo, especificamente essa música. Me entenderão!
"Beijar Sem Fim" é o sentimento mais sutil do despertar. O despertar do início, aquela vontade louca de (re)encontrar a pessoa amada. A composição fica por conta do Álvaro Birita, que é um expert em letras. A banda conseguiu traduzir toda a mensagem em notas, e o resultado ficou lindo! Parabéns a todos os envolvidos.
Por fim, "Um Minuto Com Você" fecha a porta e apaga a luz desta bolacha. Os dedilhados são bem postos, coma parceria de Eric Silver. Como mensagem, valorizem até o último minuto com a pessoa amada.
Bem, é isso. Espero ter traduzido algum sentimento e visão deste que é o mais novo trabalho do Biquini Cavadão. É um álbum recheado de honestidade, de esperança, de forma. Poucas vezes ouvi algo tão verdadeiro.
Ouçam com atenção e deixem as suas opiniões :-)
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