Nightwish: Uma banda com infinitas qualidades!
Resenha - Endless Forms Most Beautiful - Nightwish
Por Vitor Sobreira
Postado em 01 de março de 2017
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se o excelente "Imaginaerum" (2011) foi o fim de uma ótima fase musical com Anette Olzon, "Endless Forms Most Beautiful", lançado em 2015 pela Nuclear Blast, foi o início de outra, também marcante e com algumas surpresas e novidades.
O oitavo registro oficial da banda finlandesa, já não contou com o baterista Jukka Nevalainen, que precisou se afastar da banda para se recuperar melhor de uma complicada insônia que há tempos o prejudicava. No entanto, ainda continuou responsável por algumas questões administrativas da banda, e, no encarte ainda foi citado como seu membro. Para seu lugar então, foi sugerido o também finlandês Kai Hahto, vindo dos grupos Wintersun e Swallow the Sun, creditado como o responsável pelas gravações da bateria no disco. Já para os vocais, após alguns meses de especulação e suspense, foi anunciada a holandesa Floor Jansen, já bem conhecida, por seu trabalho no After Forever e ReVamp, além de participações especiais no Ayreon e Star One, sendo recebida com muita empolgação e surpresa, devido ao fato de possuir um nome forte na cena metálica e uma técnica vocal impressionante. Fechando as adições, o músico inglês Troy Donockley foi efetivado oficialmente no grupo, após anos de brilhante parceria, onde além dos instrumentos exóticos, ainda cantou em alguns momentos.

A temática do álbum foi baseada principalmente na Ciência, mais precisamente nas teorias evolucionárias de Charles Darwin e do professor Richard Dawkins (que por sua vez, participou, fazendo narrações na primeira e na última faixa, citando passagens de seus livros), além de alguns outros temas relacionados à fantasia e à realidade. Em relação ao incrível trabalho gráfico, novamente ficou a cargo de Janne & Gina Pitkänen, que realmente nunca decepcionam!
O primeiro single, foi "Élan", que recebeu um vídeo clipe muito bem feito (e que deve ter custado alguns milhares de euros), com suas melodias de muito bom gosto e tendendo para o suave, mas não querendo largar das mãos do peso. Depois do lançamento, ainda foi liberado também o single/lyric video da faixa título, já mais pesada e dinâmica, como o Nightwish deve soar (pelo menos, na maioria do tempo). Como parece ter virado tradição, uma faixa com um tempero mais Folk não poderia ter faltado, e "My Walden" foi a destinada, com Troy cantando os primeiros versos em galês, com um andamento bem envolvente, enquanto que "Weak Fantasy", uma das mais pesadas do álbum, curiosamente me remeteu um pouco ao trabalho de Floor no ReVamp.

Obviamente, todas as onze composições são espetaculares, e fazem justiça ao famoso Symphonic Metal do grupo, ainda com resquícios sombrios, teatrais e sutilmente épico. Dando sequência… O encerramento com "The Greatest Show on Earth", dividida em cinco capítulos (I – Four Point Six; II – Life; III – The Toolmaker; IV – The Understanding; V – Sea-Worn Driftwood), exibe muita variação de passagens, indo das orquestrações (que remetem à temática de Evolução), até as partes metálicas e dinâmicas, entretanto, penso que poderia ter sido "enxugada" em alguns minutos, já que ultrapassa os vinte! "Your is an Empty Hope" é mais pesada também, enquanto que "Our Decades in the Sun" soa razoavelmente cadenciada e a direta "Shudder Before The Beautiful", que inicia o tracklist, possui muita energia. Agora, "Edema Ruh" e "Alpen Glow" também não podem ser esquecidas, devido ao leve acento épico, que remete às antigas composições. Já "The Eyes of Sharbat Gula" é uma instrumental bem profunda, inspirada em uma conhecida fotografia de uma menina afegã.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Grandiosidade, é o que descreve perfeitamente esta banda, que agrada a muitos e desagrada a outros tantos, com sua musicalidade rica e sentimental, proveniente de no minimo 90% de seu líder, compositor e tecladista Tuomas Holopainen – em parceria com seus companheiros de jornada, que a cada vez mais vão tendo alguma liberdade em colaborar no processo criativo, ajudando ele a tornar sua música realidade. Não poderia deixar de citar também que o trabalho contou com a participação da Orchestre De Grandeur, com 50 instrumentistas, além do The Metro Voices, com 20 vocalistas e do The Children’s Choir, contando com 20 jovens cantores de Londres contribuindo igualmente, com os climas épicos e pomposos de toda esta obra!

Integrantes:
Floor Jansen (vocal);
Emppu Vuorinen (guitarras);
Marco Hietala (baixo, vocal e violão);
Troy Donockley (uillean pipes, low whistles, bodhran, bouzouki e vocal);
Tuomas Holopainen (teclados e piano);
Kai Hahto (bateria)*
Faixas:
01 – Shudder Before the Beautiful
02 – Weak Fantasy
03 – Élan
04 – Yours Is an Empty Hope
05 – Our Decades in the Sun
06 – My Walden
07 – Endless Forms Most Beautiful
08 – Edema Ruh
09 – Alpenglow
10 – The Eyes of Sharbat Gula
11 – The Greatest Show on Earth

Outras resenhas de Endless Forms Most Beautiful - Nightwish
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Steve Harris afirma que nunca conseguiu assistir um show dos Rolling Stones
Andy La Rocque joga responsabilidade de atraso em novo álbum para King Diamond
6 solos de guitarra tão fabulosos que nem precisariam da canção onde estão
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
5 bandas de heavy metal que seguem na ativa e lançaram o primeiro disco há mais de 40 anos
Bob Dylan e o dueto mais sem química da história do rock: "Confuso e sem impacto"
O rock ainda é gigante no Brasil? Números e dados desafiam o discurso de "crise do gênero"
Regis Tadeu e o álbum que salvou o Rush da ruína; "um ato de insurgência artística"
A curiosa lista de itens proibidos no show do Megadeth em São Paulo
Diretor de documentário oficial do Judas Priest explica exclusão de Ripper Owens do filme
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
A condição de Ricardo Confessori pra aceitar convite de Luis Mariutti: "Se for assim, eu faria"
A maior dificuldade que Mike Portnoy enfrentou ao voltar para o Dream Theater
O clássico do Iron Maiden em que Bruce Dickinson descreve motivo de sua saída da banda
A incrível resposta de Van Halen quando Gene Simmons questionou afinação de guitarra
O melhor vocalista de rock da geração dos anos 1990, segundo Bruce Dickinson
Nightwish: Sem dúvida, este é o álbum mais alegre da banda
Nightwish: Uma banda totalmente revigorada
Tarja Turunen explica porque é difícil para ela ouvir os primeiros álbuns do Nightwish
Tarja Turunen admite não gostar de como soa nos primeiros álbuns do Nightwish
Tarja Turunen comenta participação de Dani Filth em sua música nova
Anette Olzon explica por que se recusa a cantar certas músicas do Nightwish ao vivo
Anette Olzon relembra saída conturbada do Nightwish e recente e-mail enviado para Tuomas
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar

