Nightwish: Uma banda com infinitas qualidades!

Resenha - Endless Forms Most Beautiful - Nightwish

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Por Vitor Sobreira
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Se o excelente “Imaginaerum” (2011) foi o fim de uma ótima fase musical com Anette Olzon, “Endless Forms Most Beautiful”, lançado em 2015 pela Nuclear Blast, foi o início de outra, também marcante e com algumas surpresas e novidades.

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O oitavo registro oficial da banda finlandesa, já não contou com o baterista Jukka Nevalainen, que precisou se afastar da banda para se recuperar melhor de uma complicada insônia que há tempos o prejudicava. No entanto, ainda continuou responsável por algumas questões administrativas da banda, e, no encarte ainda foi citado como seu membro. Para seu lugar então, foi sugerido o também finlandês Kai Hahto, vindo dos grupos Wintersun e Swallow the Sun, creditado como o responsável pelas gravações da bateria no disco. Já para os vocais, após alguns meses de especulação e suspense, foi anunciada a holandesa Floor Jansen, já bem conhecida, por seu trabalho no After Forever e ReVamp, além de participações especiais no Ayreon e Star One, sendo recebida com muita empolgação e surpresa, devido ao fato de possuir um nome forte na cena metálica e uma técnica vocal impressionante. Fechando as adições, o músico inglês Troy Donockley foi efetivado oficialmente no grupo, após anos de brilhante parceria, onde além dos instrumentos exóticos, ainda cantou em alguns momentos.

A temática do álbum foi baseada principalmente na Ciência, mais precisamente nas teorias evolucionárias de Charles Darwin e do professor Richard Dawkins (que por sua vez, participou, fazendo narrações na primeira e na última faixa, citando passagens de seus livros), além de alguns outros temas relacionados à fantasia e à realidade. Em relação ao incrível trabalho gráfico, novamente ficou a cargo de Janne & Gina Pitkänen, que realmente nunca decepcionam!

O primeiro single, foi “Élan”, que recebeu um vídeo clipe muito bem feito (e que deve ter custado alguns milhares de euros), com suas melodias de muito bom gosto e tendendo para o suave, mas não querendo largar das mãos do peso. Depois do lançamento, ainda foi liberado também o single/lyric video da faixa título, já mais pesada e dinâmica, como o Nightwish deve soar (pelo menos, na maioria do tempo). Como parece ter virado tradição, uma faixa com um tempero mais Folk não poderia ter faltado, e “My Walden” foi a destinada, com Troy cantando os primeiros versos em galês, com um andamento bem envolvente, enquanto que “Weak Fantasy”, uma das mais pesadas do álbum, curiosamente me remeteu um pouco ao trabalho de Floor no ReVamp.

Obviamente, todas as onze composições são espetaculares, e fazem justiça ao famoso Symphonic Metal do grupo, ainda com resquícios sombrios, teatrais e sutilmente épico. Dando sequência… O encerramento com “The Greatest Show on Earth”, dividida em cinco capítulos (I – Four Point Six; II – Life; III – The Toolmaker; IV – The Understanding; V – Sea-Worn Driftwood), exibe muita variação de passagens, indo das orquestrações (que remetem à temática de Evolução), até as partes metálicas e dinâmicas, entretanto, penso que poderia ter sido “enxugada” em alguns minutos, já que ultrapassa os vinte! “Your is an Empty Hope” é mais pesada também, enquanto que “Our Decades in the Sun” soa razoavelmente cadenciada e a direta “Shudder Before The Beautiful”, que inicia o tracklist, possui muita energia. Agora, “Edema Ruh” e “Alpen Glow” também não podem ser esquecidas, devido ao leve acento épico, que remete às antigas composições. Já “The Eyes of Sharbat Gula” é uma instrumental bem profunda, inspirada em uma conhecida fotografia de uma menina afegã.

Grandiosidade, é o que descreve perfeitamente esta banda, que agrada a muitos e desagrada a outros tantos, com sua musicalidade rica e sentimental, proveniente de no minimo 90% de seu líder, compositor e tecladista Tuomas Holopainen – em parceria com seus companheiros de jornada, que a cada vez mais vão tendo alguma liberdade em colaborar no processo criativo, ajudando ele a tornar sua música realidade. Não poderia deixar de citar também que o trabalho contou com a participação da Orchestre De Grandeur, com 50 instrumentistas, além do The Metro Voices, com 20 vocalistas e do The Children’s Choir, contando com 20 jovens cantores de Londres contribuindo igualmente, com os climas épicos e pomposos de toda esta obra!

Integrantes:
Floor Jansen (vocal);
Emppu Vuorinen (guitarras);
Marco Hietala (baixo, vocal e violão);
Troy Donockley (uillean pipes, low whistles, bodhran, bouzouki e vocal);
Tuomas Holopainen (teclados e piano);
Kai Hahto (bateria)*

Faixas:
01 – Shudder Before the Beautiful
02 – Weak Fantasy
03 – Élan
04 – Yours Is an Empty Hope
05 – Our Decades in the Sun
06 – My Walden
07 – Endless Forms Most Beautiful
08 – Edema Ruh
09 – Alpenglow
10 – The Eyes of Sharbat Gula
11 – The Greatest Show on Earth

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Post de 04 de março de 2017

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Sobre Vitor Sobreira

Moro no interior de Minas Gerais e curto de tudo um pouco dentro do maravilhoso mundo da música pesada, além de não dispensar também uma boa leitura, filmes e algumas séries. Mesmo não sendo um profissional da escrita, tenho como objetivos produzir textos simples e honestos, principalmente na forma de resenhas, apresentando e relembrando aos ouvintes, bandas e discos de várias ramificações do Metal/Heavy Rock, muitos dos quais, esquecidos e obscuros.

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