Perpetual Force: O projeto que tem o poder para reinar ao vivo
Resenha - Absolute Power - Perpetual Force
Por Cláudio Magalhães
Postado em 01 de janeiro de 2017
A banda PERPETUAL FORCE é um projeto do multi-instrumentista BOB LEAL, o primeiro álbum é intitulado Absolute Power, que acaba de sair do forno, gravado em dezembro de 2016 e mostra que o título vem a calhar, a força que o heavy metal tem, em sua essência é isso, ter o poder absoluto das coisas.
BOB LEAL é o que hoje chamamos de gênio criador, ele faz tudo no disco, toca Guitarras, baixo, piano, canta, compõe e ainda fez a programação da bateria, ou seja, o disco é a alma e o corpo de BOB LEAL.
Nada de novo, nada do que você já não tenha a sensação de que já ouviu algo parecido, mas isso soa "bom" aos ouvidos, porque ele soa ao mesmo tempo Black Metal e Doom , Punk e Depressive Metal, com o toque do Thrash Metal ao Death Metal. O ouvinte mais atento vai perceber diversas variações no ritmo forte da banda.
As músicas são normalmente longas, mas com solos inspirados e bem encaixados num clima oitentista visando um mercado novo, que abre espaços para criações mais pesadas e travadas. Em muitos momentos você vê a música ser quebrada de um ritmo para outro sem perder a sequência.
O álbum abre com o instrumental Intro to a New World, e já mostra uma cara oitentista com um riff grudento, que você escuta e fica martelando em sua cabeça. Já a segunda música Baphomet, indiscutivelmente a melhor do álbum tem um refrão forte e não tem como não se lembrar da melhor fase do Venom, principalmente nos traquejos vocais.
Fate in Humans‘ Hands vem também de uma linha vocal buscada e inspirada em fases menos sombrias do Celtic Frost.
A quarta música Justice Shall Be Done tem um começo punk, mas o refrão nos remete a algo mais épico buscando uma sonoridade mais moderna
A quinta música é arrastada, guitarras largadas estilo depressiva, How Many Gods Our World Needs, joga no refrão uma maior aceleração, seguida de um solo viajante em dois timbres de guitarra, o vocal tem um toque Dave Mustaine, mas ela mostra-se um pouco mais cansativa, parecendo não acabar. Quem sabe ela ao vivo possa mudar um pouco a primeira impressão e dar um clima mais sombrio.
World of Atonement vem na mesma linha oitentista que o álbum pede e busca.
Creation of a God mostra uma face mais moderna com um refrão mais livre e efeitos que se misturam ao vocal. Há passagens entre vocal e guitarra que se misturam e dão um toque especial à música
Victorius começa com um piano que parece ser tocado por uma criança aprendendo, mas é ele que mantém o ritmo da música que se mostra pesada daí em diante e mostra um elemento mais Doom que o normal, quem sabe pela presença do piano e é ela quem encerra o trabalho de uma forma simples.
O ouvinte terá nas oito faixas, uma semelhança muito grande em termos de qualidade de gravação e roupagem, há algumas variações bem encaixadas e alguns solos inspirados.
Ouvi com mais atenção na segunda vez e percebi passagens interessantes e fico com a maior dúvida na cabeça: Como este disco se comportaria ao vivo?
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