Aethernaeum: Um Lacrimosa sem tanta frescura...

Resenha - Naturmystik - Aethernaeum

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Por Vicente Reckziegel
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O Aethernaeum ainda é uma banda relativamente desconhecida de grande parte do público brasileiro, até mesmo por tratar-se de uma banda ainda recente, formada em 2013, mas sua música não tem nada de principiante, pois trata-se de um Black/Folk Metal com muitas nuances melancólicas, e da melhor qualidade possível.

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“Naturmystik” é seu segundo disco, lançado em 2015, no qual a banda lança mão de todos os predicados do estilo acima citado, em nove faixas e 66 minutos de duração. E o quinteto alemão, capitaneados pelo “quase faz tudo” Alexander Paul Blake, acerta em cheio na grande maioria do disco.

Algumas faixas, como as duas iniciais, “Die Stimme der Wildnis” e “Heimreise (Ein Requiem)”, já haviam aparecido em uma resenha anterior, onde a banda dividiu um Split com a banda Munarheim, e ambas chamam a atenção pela duração, passando dos 10 minutos. Destas, o grande destaque é “Heimreise (Ein Requiem)” e suas melodias que grudam na cabeça, uma grande amostra de como fazer o Black Metal casar com o lado mais melancólico sem soar pedante.

Já faixas como “Umarmung der Einsamkeit” e “Der Baumpercht” possuem um clima mais carregado, mesmo sendo músicas em sua essência acústicas, ambas ficam longe de terem uma sonoridade mais calma e relaxante, parecendo mais um prelúdio para o fim do mundo. E “Jenseits der Mauer des Schweigens” merece destaque, pois é uma das instrumentais mais legais que escutei nos últimos tempos, uma música emocionante, como as bandas de Gothic/Doom Metal sabiam fazer como ninguém nos anos noventa. Piano e melodias de guitarra na medida certa para fazer correr uma lágrima do mais sorumbático fã do estilo.

No final das contas, poderia dizer que o som do Aethernaeum seria algo próximo do que o Lacrimosa faria se deixassem de frescura (brincadeira, sou fã de Tilo Wolff). Mas a verdade é que conseguiram um ótimo resultado em “Naturmystik”, e merecem o reconhecimento do público que curte um Black/Folk/Gothic Metal bem feito.

Formação:
Alexander Paul Blake - Baixo, Guitarras, Teclados, Vocais
Markus Freitag - Violoncelo
Hendrik Wodynski - Bateria
Motte - Guitarras
Marco Eckstein – Guitarras

9 Faixas – 66:01

Tracklist:
1. Die Stimme der Wildnis 10:31
2. Heimreise (Ein Requiem) 11:39
3. Umarmung der Einsamkeit 06:08
4. Die Waldschamanin 09:41
5. Der Baumpercht 04:09
6. Jenseits der Mauer des Schweigens 04:35
7. Im Zyklus der Jahreszeiten 08:00
8. Aus Silberseen… 09:15
9. Erdenzauber 02:03

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Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

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