Jailor: Thrash rápido e pesado com agressividade vocal
Resenha - States of Tragedy - Jailor
Por Gabriele Moura
Postado em 18 de novembro de 2016
Nota: 10 ![]()
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Fazer thrash metal no brasil virou tradição, a cada canto que se olha tem dezenas de bandas thrash, por isso o som já está tão assimilado e desgastado que nem tem mais tanta graça de ouvir. A Jailor apostou em um thrash rápido e pesado, com agressividade vocal que lembra um pouco o thrash old school do Slayer e Exodus com elementos speed metal, uma mistura clássica, tão clássica como o próprio thrash metal no Brasil, a questão é que, mesmo apostando em algo que já virou rotina, a banda executa tão bem como os próprios Slayer e Exodus. A maestria com que a banda apresenta seu som é madura, o que, mesmo sendo algo já desgastado, dá gosto de ouvir.
A abertura do disco é desnecessária, aqueles 34 segundos não agregam absolutamente nada, então é meio estranho coloca-los ali. "Human Unbeing" é a faixa que verdadeiramente abre o álbum, ela é rápida, pesada, com um vocal agressivo, com "paradinhas" em momentos estratégicos para quebrar um pouco a agressividade para em seguida retornar com a mesma, típica canção de thrash, mas é uma boa música, uma boa execução e gostei muito do vocal, pois ele faz um agudos que mudam um pouco o que se espera.
Elejo a melhor canção do álbum a "Jesus Crisis", ela me lembra muito Slayer, o vocal se assemelha muito e a velocidade na bateria e guitarra também, e como Slayer é uma das minhas bandas favoritas, automaticamente está canção me agradou muito. Gosto do refrão dela, que é, de certa forma, mais parada, mas isso agrega movimento à música, e é uma tática inteligente para acalmar a pancadaria e em seguida retomar com mais agressividade. A faixa "Merciless Punishment" também merece destaque, justamente pela introdução diferenciada. O disco se encerra com "Six Six Sickness", mais uma clássiquinha thrash bem feita e executada.
Mesmo com uma execução impecável, onde tudo se encaixa muito bem, com uma harmonia fantástica e um vocal agressivo, potente e bem treinado, eu não ouvi nada de mais. Thrash é algo natural, muitas bandas fazem, e muitas acertam como o Jailor acertou, não há aquele diferencial que torne a banda e o disco especial.
NOTA: 10 (Nota dada pela execução impecável, pois se fosse levar em conta a mesmice a nota seria muito inferior).
Tracklist
1 – G.O.D.
2 – Human Unbeing
3 – Stats of Tragedy
4 – Throne of Devil
5 – Merciless Punishment
6 – Jesus Crisis
7 – The Need of Perpetual Conflict
8 – Ephemeral Property
9 – Six Six Sickness
Line – Up
Flávio Wyrwa – Vocal
Alessandro Guima – Guitarra/ Backvocal
Daniel Hartkopf – Guitarra
Ermeson Niederauer – Baixo
Jefferson Verdani – Bateria
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