Harakiri For The Sky: O contraste luz e sombra.
Resenha - III: Trauma - Harakiri For The Sky
Por Wayner Machado
Postado em 28 de agosto de 2016
Vindos da Austria, o duo Matthias Sollak (M.S.) e Michael (J.J.), trazem em seu terceiro álbum 'III: Trauma', um som com músicas introspectivas, com um belo contraste entre luz e sombra (post-rock/black metal), soando pesado de forma melódica. O trabalho instrumental do M.S. é muito bem executado. Inserções de piano na primeira música (Calling The Rain) e na The Traces We Leave são belíssimos. O vocal gutural de J.J. tem uma carga emocional fortíssima e quando se lança a fazer um vocal limpo, como em parte da Thanatos, entrega uma voz de barítono muito boa. O ponto forte do álbum é a magnitude das letras. Elas são extensas e poderosas, algo difícil de se ver na maioria das bandas. A banda mostra em suas letras a humanidade em seu estado mais sensível. Principalmente focados na depressão e suicídio.
A audição do álbum é pesada, com nenhuma música menor do que 8 minutos e 30 segundos e sendo a maior, por volta dos 11 minutos e meio. O disco precisa ser escutado muitas vezes para absorver o que a banda se propõe a transmitir para o ouvinte e é preciso ouvir com paciência. Não é recomendável escuta-lo como música de fundo, porque acaba dessa forma, perdendo a sua força. A composição das músicas segue um padrão, mas não causa uma repetição excessiva que o faça querer parar de ouvir o álbum e isso é devido ao disco ser uma experiência muito pessoal na audição. As músicas são fortes e tendo nelas uma liricidade única, atiça o interesse do ouvinte, despertando nele um sentimento de reflexão sobre a vida. Um adendo especial vai para os lyrics video. São clipes bem especiais, principalmente a da Funeral Dreams, que contem footages brutais.
1. Calling the Rain
2. Funeral Dreams
3. Thanatos
4. This Life as a Dagger
5. The Traces We Leave
6. Viaticum
7. Dry the River
8. Bury Me
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