Blues Pills: Menos rock e mais soul em consistente segundo disco
Resenha - Lady in Gold - Blues Pills
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 10 de agosto de 2016
Formado em 2011 na Suécia, o Blues Pills surgiu como uma jóia rara aos ouvidos. A razão para isso foi o auto-intitulado disco de estreia do quarteto, lançado em julho de 2014 pela Nuclear Blast. Trazendo uma sonoridade vintage inspirada na tradição setentista e tendo a vocalista Elin Larsson como figura principal, a banda foi super bem acolhida pelo público e pela crítica, obtendo reconhecimento imediato de ambos.
Agora, dois anos depois, o Blues Pills retorna com o seu aguardado segundo disco. "Lady in Gold" saiu dia 5 de agosto e tem produção de Don Alsterberg, com quem a banda também trabalhou em seu debut. O álbum marca a estreia em estúdio do novo baterista, André Kvarnström, substituto de Cory Berry. Completam o tome o guitarrista Dorian Sorriaux e o baixista Zach Anderson.
Em relação ao primeiro CD, percebe-se uma incursão mais forte pelo soul e um certo afastamento do hard cru apresentado anteriormente. As influências de Janis Joplin agora ganharam a companhia da inspiração de Aretha Franklin, com Elin soando como uma espécie de Adele nascida em New Orleans. A estética empoeirada segue como protagonista, e é adornada por uma presença maior do órgão Hammond, tornando a música do Blues Pills, em certos aspectos, até mesmo um tanto sombria. Todos esses ingredientes dão mais profundidade à sonoridade da banda e tornam possível a exploração de novos horizontes, como já fica claro na abertura com a ótima faixa-título.
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Ainda que o apego exagerado a elementos do rock dos anos 1970 às vezes soe cansativo e um tanto monocromático em alguns momentos, principalmente pela sensação transmitida pela própria banda de que é capaz de alçar vôos maiores se tiver a coragem de se libertar dessa característica, é fácil apontar acertos neste segundo LP do Blues Pills. "Burned Out" é um deles, com seu groove viajante que remete ao Jefferson Airplane. "Bad Talkers" é outro, com a banda encarnando o Big Brother and The Holding Company, banda solo de Janis. "You Gotta Try" é um soul blues delicioso, e reforça o clima predominantemente contemplativo do disco.
A dobradinha "I Felt a Change" e "Gone So Long", propositalmente colocadas lado a lado no tracklist, funciona como uma longa suíte onde a banda escancara o seu flerte com o soul. Ambas as composições destacam em sua plenitude o excelente vocal de Elin Larsson, e são uma espécie de exercício futuro de como Adele soaria se optasse por uma produção menos grandiosa e incorporasse influências da música norte-americana em sua música.
"Lady in Gold" é um álbum claramente diferente da estreia do Blues Pills, e isso pode estranhar um pouco os fãs do primeiro trabalho. Mas, superado o susto inicial, o que temos é um disco muito bem feito e composto, que mostra uma banda com coragem suficiente para sair de sua zona de conforto e evoluir a sua música. Um belo segundo capítulo de uma carreira que promete entregar vários passos interessantes para os fãs.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os três melhores discos do Black Sabbath, de acordo com a Classic Rock
O álbum clássico do Metallica que não trazia as melhores músicas da banda e sim as únicas
Cinco shows imperdíveis que rolarão no Bangers Open Air 2027, por Mateus Ribeiro
Resurrection Fest anuncia primeiras 72 atrações para edição 2027
De Black Sabbath a Gojira, 10 músicas que começam com riffs de guitarra inesquecíveis
Com 110 atrações já confirmadas, Graspop Metal Meeting atualiza cast para 2027
A banda que deixou Lars Ulrich no paraíso quando o Metallica abriu seus shows
O único ex-colega do Deep Purple que David Coverdale considera um irmão
A música do Guns N' Roses que é híbrido entre Steven Adler e Matt Sorum, segundo Frank Ferrer
Chakal apresenta capa, faixas e o primeiro single do novo disco, "So Good To See You Die!"
A banda de Regis Tadeu que a gravadora "amansou" nos anos 80
A banda que Max Cavalera considerava a "versão brasileira do Iron Maiden"
O megahit da Legião Urbana que virou um karma do Brasil, segundo Marcelo Bonfá
O show do Metallica em que soldados tiraram a farda para bater cabeça
Angra, Raimundos e RATM - três discos que marcaram o rock e chegaram no mesmo dia
O elemento em comum entre os nomes Metallica e Legião Urbana, segundo Humberto Gessinger
Dor de Corno: Dez músicas para ouvir no bar depois de tomar um chifre


Lost Society conclui sua transformação em "Hell Is a State of Mind"
A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"
Gladenfold aposta no Power Metal em "Soulbound"
Raimundos - há 26 anos, o "MTV Ao Vivo" registrava uma das fases mais intensas da banda
Lorna Shore cria obra que desafia os limites do ouvinte
Wings of Steel novamente acerta com "Winds of Time"
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Corrosion of Conformity encara perdas e mudanças em "Good God / Baad Man"
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias

