Blues Pills: Menos rock e mais soul em consistente segundo disco

Resenha - Lady in Gold - Blues Pills

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Ricardo Seelig, Fonte: Collector's Room
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Formado em 2011 na Suécia, o Blues Pills surgiu como uma jóia rara aos ouvidos. A razão para isso foi o auto-intitulado disco de estreia do quarteto, lançado em julho de 2014 pela Nuclear Blast. Trazendo uma sonoridade vintage inspirada na tradição setentista e tendo a vocalista Elin Larsson como figura principal, a banda foi super bem acolhida pelo público e pela crítica, obtendo reconhecimento imediato de ambos.

5000 acessosLady Gaga: "o Iron Maiden mudou a minha vida!"5000 acessosRafael Bittencourt: "O que vou ensinar para este menino?"

Agora, dois anos depois, o Blues Pills retorna com o seu aguardado segundo disco. "Lady in Gold" saiu dia 5 de agosto e tem produção de Don Alsterberg, com quem a banda também trabalhou em seu debut. O álbum marca a estreia em estúdio do novo baterista, André Kvarnström, substituto de Cory Berry. Completam o tome o guitarrista Dorian Sorriaux e o baixista Zach Anderson.

Em relação ao primeiro CD, percebe-se uma incursão mais forte pelo soul e um certo afastamento do hard cru apresentado anteriormente. As influências de Janis Joplin agora ganharam a companhia da inspiração de Aretha Franklin, com Elin soando como uma espécie de Adele nascida em New Orleans. A estética empoeirada segue como protagonista, e é adornada por uma presença maior do órgão Hammond, tornando a música do Blues Pills, em certos aspectos, até mesmo um tanto sombria. Todos esses ingredientes dão mais profundidade à sonoridade da banda e tornam possível a exploração de novos horizontes, como já fica claro na abertura com a ótima faixa-título.

Ainda que o apego exagerado a elementos do rock dos anos 1970 às vezes soe cansativo e um tanto monocromático em alguns momentos, principalmente pela sensação transmitida pela própria banda de que é capaz de alçar vôos maiores se tiver a coragem de se libertar dessa característica, é fácil apontar acertos neste segundo LP do Blues Pills. “Burned Out” é um deles, com seu groove viajante que remete ao Jefferson Airplane. “Bad Talkers” é outro, com a banda encarnando o Big Brother and The Holding Company, banda solo de Janis. “You Gotta Try” é um soul blues delicioso, e reforça o clima predominantemente contemplativo do disco.

A dobradinha “I Felt a Change” e “Gone So Long”, propositalmente colocadas lado a lado no tracklist, funciona como uma longa suíte onde a banda escancara o seu flerte com o soul. Ambas as composições destacam em sua plenitude o excelente vocal de Elin Larsson, e são uma espécie de exercício futuro de como Adele soaria se optasse por uma produção menos grandiosa e incorporasse influências da música norte-americana em sua música.

"Lady in Gold" é um álbum claramente diferente da estreia do Blues Pills, e isso pode estranhar um pouco os fãs do primeiro trabalho. Mas, superado o susto inicial, o que temos é um disco muito bem feito e composto, que mostra uma banda com coragem suficiente para sair de sua zona de conforto e evoluir a sua música. Um belo segundo capítulo de uma carreira que promete entregar vários passos interessantes para os fãs.

5000 acessosQuer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Outras resenhas de Lady in Gold - Blues Pills

579 acessosBlues Pills: Os anos 60 continuam como influência

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Blues Pills"

FeelingFeeling
Existe no rock/metal moderno? 7 músicas que comprovam

Blues PillsBlues Pills
Conheça o novo Led Zeppelin

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 12 de agosto de 2016

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Blues Pills"

Lady GagaLady Gaga
"O Iron Maiden mudou a minha vida!"

Rafael BittencourtRafael Bittencourt
"O que vou ensinar para este menino?"

Regis TadeuRegis Tadeu
"Lemmy era tão poderoso que seu corpo não teve coragem de contrariá-lo"

5000 acessosHeavy Metal: nove ótimas músicas suaves do gênero5000 acessosSeparados no nascimento: Andre Matos e Steve Perry5000 acessosNightwish: CDs destruídos e ingressos de shows devolvidos5000 acessosRick Rubin: de AC/DC a Black Sabbath, os melhores álbuns produzidos por ele5000 acessosKiss: banda lança oficialmente sua nova linha de picolés5000 acessosKiko Loureiro: as polêmicas do Grammy e a vida de rockstar

Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

Mais matérias de Ricardo Seelig no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online