Kissin' Dynamite: Um disco cheio de energia
Resenha - Generation Goodbye - Kissin' Dynamite
Por Marcos Garcia
Postado em 02 de agosto de 2016
Nota: 10 ![]()
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Desde o final da década de 80, o Hard/Glam Metal mudou de eixo: da Sunset Strip, na Califórnia, foi para a Europa. Primeiramente a Suécia e a Finlândia se encarregaram de manter a chama do gênero viva, mas atualmente, quem tem causado um clamor enorme no gênero é um nome da Alemanha: KISSIN' DYNAMITE, um quinteto com membros das regiões de Reutlingen e Baden-Württemberg, que chega com seu novo disco, "Generation Goodbye", que tem a tarefa de dar seqüência ao ótimo "Megalomania", de 2014.
Existem mudanças perceptíveis: o som da banda está um pouco mais acessível e limpo que antes, ou seja, mais palatável para um público maior. Mas a energia envolvente, os arranjos bem feitos, os refrões grudentos e aquele alinhavo pesado do Metal tardicional, além de uma técnica bem refinada, ainda estão presentes. Poderíamos dizer que o mesma elegância mais AOR de bandas como JOURNEY e EUROPE dá as caras por aqui, mas sem que a banda perca sua essência, sua identidade sonora. Ou seja, quem é fã, vai continuar sendo; quem não é, deveria dar uma chance a si mesmo e conhecer o trabalho do quinteto.
Em termos de qualidade sonora, "Generation Goodbye" vai muito bem, soando limpo e pesado nas medidas certas, causando aquela impressão forte que a banda acertou a mão na hora de produzir o disco. Sim, eles mesmos tomaram as rédeas da produção pela primeira vez, e o trabalho é de primeira.
A arte do disco chama a atenção: ela mostra claramente o que a banda trata nas letras de "Generation Goodbye" e "Hashtag Your Life", ou seja, a necessidade que muitas pessoas possuem de ficarem conectadas ao mundo da internet 24 horas por dia, sete dias por semana (algo que no exterior é conhecido como "24/7"), deixando a beleza da vida e de seus momentos únicos passarem.
A banda acertou no alvo, já que "Generation Goodbye" é um disco cheio de energia, e essa combinação das melodias do Hard/Glam aliadas ao peso do Heavy Metal é uma receita que deu muito certo. Os arranjos são de primeira, a dinâmica das músicas é excelente, e o disco, um deleite. E isso sem mencionar a participação especial de Jennifer Haben (vocalista do grupo BEYOND THE BLACK) dá um toque a mais de elegância a "Masterpiece".
Melhores momentos: "Generation Goodbye" (uma faixa pesada e com o andamento mais cadenciado, mas cheia de energia e backing vocals perfeitos, mais um refrão de primeira. E é incrível ver como o trabalho pesado de Steffen (baixo) e Andreas (bateria) é caprichado.), "Hashtag Your Life" (um dos hits do disco, e o primeiro vídeo de divulgação liberado. Óbvio que é uma faixa extremamente acessível, com melodias perfeitas, um refrão que não se consegue esquecer depois da primeira ouvida. E que belo trabalho de Johannes nos vocais, verdade seja dita), a balada "If Clocks Were Running Backwards" (de uma beleza absurda, alternando momentos mais introspectivos e belos com outros com mais peso. E é justamente aqui que se percebe a importância e diversidade musical que Jim e Ande impõem com suas guitarras (reparem bem como eles capricham nas bases e nos solos), "Somebody to Hate" (uma faixa muito pesada, mas com aquelas melodias de primeira que nos envolvem na primeira audição, sem contar que a combinação de ótimos vocais, refrão grudento e arranjos de teclado é perfeita), "She Came She Saw" (novamente a banda capricha nas melodias, sabendo combiná-la com riffs pesados e uma base baixo-bateria perfeita. Falar do refrão é chover no molhado, pois é uma das especialidades do quinteto), "Highlight Zone" (a banda pega pesado, mas com aquelas melodias voltadas ao Metal tradicional. O peso e a modernidade de sua música ganham vida aqui, fora citar que os arranjos de guitarra nos lembram bastante o IRON MAIDEN. E que solos!), "Masterpiece" (o grupo lança mão de uma faixa com a sonoridade mais moderna e introspectiva, sem ser uma balada. É incrível que até nela o peso fica evidente, sem contar com a ótima participação dos vocais femininos), "Flying Colours" (o baixo dá uma mostra de seu virtuosismo nos arranjos, esta é uma canção que gruda nos ouvidos de tal forma que vai acabar cantarolando-a sem nem ao menos perceber. O nível de melodias e peso é de primeira, e a bateria também mostra um trabalho de cair o queixo), "Under Friendly Fire" (dupla de guitarras da banda realmente sabe como criar riffs pesados e que não saem mais da cabeça, além de solos muito bem cuidados. Óbvio que temos uma canção cheia de mudanças de ritmo, enriquecida com um peso melódico de primeira), "Larger than Life" (peso e acessibilidade se associam muito bem, graças aos riffs pesados e refrão extremamente ganchudo. O andamento varia bastante, indo dos momentos mais pesados (onde os vocais se sobressaem) aos mais chicletosos do refrão sem pudor algum), e "Utopia" (outra balada, esta um pouquinho mais cheia de peso e com certo toque soturno, só que moldada de uma forma perfeita, onde o lado mais introspectivo e as melodias se encaixam muito bem),
É um disco de primeira, verdade seja dita. E quem quiser, o formato CD+DVD em Digipack ainda tem de bônus "Living in the Fastlane" (uma música maravilhosa, com um refrão maravilhoso), além da versão acústica de "Only the Good Die Young", e as ao vivo de "Ticket to Paradise" e "I Will Be King", além do DVD ter um documentário da tour, além de vídeos ao vivo, e outros oficiais. Ou seja, um item quase obrigatório para os fãs!
#suavida e ouçam sem moderação alguma, pois o KISSIN' DYNAMITE veio para conquistar!
Generation Goodbye - Kissin' Dynamite
(2016 - AFM Records -Importado)
Músicas:
1. Generation Goodbye
2. Hashtag Your Life
3. If Clocks Were Running Backwards
4. Somebody to Hate
5. She Came She Saw
6. Highlight Zone
7. Masterpiece
8. Flying Colours
9. Under Friendly Fire
10. Larger than Life
11. Utopia
Banda:
Johannes Braun - Vocais
Jim Müller - Guitarras
Ande Braun - Guitarras
Steffen Haile - Baixo
Andreas Schnitzer - Bateria
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