Septerra: Álbum supera todas as expectativas
Resenha - Freedom Of The Dark One - Septerra
Por Fabio Reis
Postado em 29 de junho de 2016
Não há como começar esta análise sem antes avaliar o material físico que o Septerra disponibiliza. Quando recebi a caixinha pelos correios, pensei se tratar de um DVD, porém quando abri, me surpreendi com uma série de adesivos, o encarte com as letras e no lugar do CD, um cartão todo trabalhado com a arte da banda e que na verdade, tratava-se de um pendrive com as músicas correspondentes ao álbum "Freedom Of The Dark One". Sem dúvidas, uma alternativa muito interessante, já que nos dias de hoje, quase todo aparelho capaz de reproduzir música possui uma entrada USB.
Iniciativas inovadoras à parte, vamos ao que interessa!
O Septerra foi formado 2005 na cidade do Rio de Janeiro e antes do lançamento deste excelente disco de estréia, o grupo apresentou um EP denominado "Darkness Within", em 2009. Após alguns anos, finalmente debutam com um álbum que impõe respeito e eleva a banda ao status de uma das mais promissoras bandas de nosso país.
Percebe-se todo um capricho por parte do grupo e desde a arte da capa, desenvolvida pelo artista Carlos Fides, até a excelente produção, masterizaçaõ e mixagem de Sidney Sohn, a banda esbanja profissionalismo e demonstra um cuidado especial em apresentar o melhor material possível a seus fãs.
Somente por estas considerações iniciais somadas a técnica e talento inegável dos integrantes, o registro já mereceria uma boa avaliação, porém quando entramos no campo da análise musical, "Freedom Of The Dark One" fica ainda mais interessante, suas composições são altamente criativas, bem tocadas e com diversos momentos capazes de empolgar qualquer fã de um bom Heavy/Power Metal.
Individualmente, todos os integrantes merecem ser mencionados, pois desde as linhas vocais, o alcance e os ótimos timbres do vocalista Filippe ZK, ainda é necessário ressaltar o trabalho primoroso do guitarrista Marcio Fernandez, equilibrando peso e belas harmonias de maneira muito sagaz. A parte rítmica é formada pelo baixista Marcio Kendi e o baterista Anderson Miranda, sendo extremamente funcional e técnica, assim como é o trabalho do tecladista Diego Felix, adicionando climatizações e linhas belíssimas.
Antes de destacar algumas das melhores canções do álbum, é importante entender a temática contida nas letras do trabalho, já que "Freedom Of The Dark One" trata-se de um disco conceitual e conta a saga de um homem possuidor de um coração negro, que perde-se dentro de seus pesadelos e lembranças de suas próprias maldades.
Devido ao tema, as faixas possuem climas sombrios e a ligação entre música e conceito é perfeita, isso fica bem evidenciado nas ótimas "The Well Of Nothingness", "Keeper Of Dreams" (com alguns versos cantados em português), "Dark Symphony" e "River Red". O Septerra ainda se dá muito bem nos momentos mais diretos, pesados e agressivos como em "Beneath My Skin", "Freedom Of The Dark One" e na sequência inicial formada por "Nightmare (The Terror From Within)" e "The Awakening".
Com toda a certeza, este é um dos melhores lançamentos nacionais do ano e merece ser apreciado com toda calma e atenção. Em meio a tantos discos de qualidade que nosso Metal vem produzindo, ainda me surpreende e torna-se recompensador o fato de encontrar bandas capazes de superar todas as minhas expectativas, este é claramente o caso do Septerra. Não apenas recomendo a audição, como dou os parabéns aos músicos por todo o empenho, capricho, inovação e o respeito para com o ouvinte.
Disco fantástico!
Integrantes:
Marcio Fernandez (guitarra)
Diego Felix (teclado)
Marcio Kendi (baixo)
Filippe ZK (vocal)
Anderson Miranda (bateria)
Faixas:
1. Nightfall
2. Nightmare (The Terror from Within)
3. The Awakening
4. The Well of Nothingness
5. Forlorn Hope
6. Beneath My Skin
7. Sacred Gates
8. Keeper of Dreams
9. Freedom of the Dark One
10. Dark Symphony
11. River Red
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