Vektor: O melhor álbum de Thrash Metal do ano até agora
Resenha - Terminal Redux - Vektor
Por Vitor Hugo Fernandes
Postado em 19 de maio de 2016
Nota: 9 ![]()
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Nos idos de 2011 e no auge do meu vício por Thrash Metal eu descobri o Vektor, e logo na primeira música já vi que não era uma banda comum. Os timbres de guitarras agudos, a voz que lembra Black Metal e linhas absurdamente progressivas na composição. Nesse mesmo ano, saíra o segundo álbum deles, Outer Isolation, clássico moderno absoluto, nunca tinha ouvido (e até agora não achei) nenhuma coisa parecida com o que aquele play me apresentou.
A banda, formada por David DiSanto (Vocais, Guitarras), Erik Nelson (Guitarras), Blake Anderson (Bateria) e Frank Chin (Baixo), se utilizam apenas da temática sci-fi em suas composições, assim como os clássicos conceituais sci-fi do Rock/metal (Operation Mindcrime, 2112 e qualquer álbum do Coheed & Cambria como bons exemplos). Terminal Redux se trata, segundo o próprio DiSanto, de um astronauta que recupera a sua memória após um programa de testes de isolamento, mas a história é complexa a ponto de regimes totalitários, guerras e moléculas de rejuvenescimento retirados de nebulosas.
Eis que cinco anos depois os prog-thrashers americanos revelam Terminal Redux, mais lotado de camadas sonoras que o seu antecessor e com ainda mais progressividade.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A primeira faixa, Charging The Void, com seus 9 minutos de duração, um início aceleradíssimo, e mudanças de ambiente em várias de suas passagens, justificando toda a sua temática sci-fi com passagens de guitarra com timbres que lembram viagens espacias e criam esse clima durante todo o álbum.
Cygnus Terminal é outro soco na cara, a voz de David DiSanto está no seu auge, o abuso de agudos muito altos em meio à uma cozinha alinhada e extremamente rápida comandam toda essa faixa, em certo ponto, os riffs e a ambientação sonora causam uma sensação de enclausuramento no vazio do espaço, poderia tocar facilmente no filme Gravidade.
LCD (Liquid Crystal Disease) tem o melhor refrão de todo o álbum, forte e com um rifferama absurda é mais um destaque nesse álbum sem pontos desanimadores como um todo. Pteropticon é outra chuva de riffs, inclusive, o que não falta nesse álbum são passagens de guitarra, cada música são pelo menos 5 mudanças de passagens e atmosferas diferentes a cada passagem lírica da música, Vektor é como se fosse uma mistura de Leprous com Voivod, progressividade absurda incrementado num instrumental pesado e rápido a ponto de se assemelhar até com Death Metal Técnico em alguns momentos.
Não recomendo este álbum pra primeira audição de Vektor, com suas 10 música e quase 1 hora e 20 minutos de duração, pra algumas pessoas pode parecer massante tantas músicas longas num álbum só. Outer Isolation é o indicado, que além de ser melhor, tem músicas mais acessíveis e tem a sonoridade mais voltada pro Thrash Metal que o seu lançamento.
Toda essa mesclagem de elementos musicais, Black/thrash/prog/tech. death são mostradas em sua máxima potência na última faixa do álbum, com 13 minutos de duração, Recharging The Void é o fechamento perfeito pra uma história de guerra, conquista e impérios tiranos na vasta imensidão do espaço. Todo o desespero que a esta faixa mostra no seu início, a velocidade que o pandemônio é transmitido nos primeiros 6 minutos de som, logo depois partindo pra uma passagem dedilhada e cantos sem nenhuma ranhura na garganta, unido a canticos femininos distantes que premeditam uma passagem explosiva, com um ar épico, ditando o fim da história no meio de todo essa imensidão espacial mostrada por riffs e um bate-estaca incessante nas baterias pra fechar o melhor álbum de Thrash Metal do ano até agora.
O Vektor fez bem em demorar tanto tempo assim pra revelar seu novo álbum, a sonoridade não soa cansativa e nem forçada, algo que poderia facilmente acontecer caso fosse feito um álbum por ano. Espero em 2021 mais um registro dessa banda que eu posso apostar que não decepciona.
Tracklist:
1 Charging the Void
2 Cygnus Terminal
3 LCD (Liquid Crystal Disease)
4 Mountains Above the Sun
5 Ultimate Artificer
6 Pteropticon
7 Psychotropia
8 Pillars of Sand
9 Collapse
10 Recharging the Void
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