Pink Floyd: O registro de que Syd Barrett comandava a banda
Resenha - Piper At The Gates Of Dawn - Pink Floyd
Por Richely Campos
Postado em 05 de fevereiro de 2016
Venho através desta resenha apresentar três ossos que são: martelo, estribo e bigorna sendo responsáveis pela ondas sonoras que propagam da orelha externa à interna, porque estamos diante de uma excursão sonora altamente asseada e saborosa.
Para aqueles que somente conhecem o som característico da década futura que esta banda difunde; então se ajeite confortavelmente e prepare os três ossos imaculados, uma aura psicodélica e um primórdio do rock progressivo ingressam no ambiente. O álbum "THE PIPER AT THE GATES OF DAWN" de 1967, o disco de estreia da banda PINK FLOYD é onde achará tal afirmação e os responsáveis são: SYD BARRETT guitarra e vocal; ROGER WATERS baixo e vocal; NICK MASON bateria e percussão e RICHARD WRIGHT piano, órgão, sintetizador, violoncelo e vocal, eles irão tirar seus ouvidos da zona de conforto.
Segue a receita do disco: pegue um cara alucinógeno, com ideais musicais a frente de seu tempo, coloque seu cérebro dentro de um liquidificador, ligue-o e o que sairá para degustar é o disco citado. SYD BARRETT é o compositor de quase todas as músicas e os outros integrantes o seu luxo como artista.
O disco abre com o clássico "ASTRONOMY DOMINE" parece que estamos em um filme de ficção cientifica, a guitarra de SYD BARRET se projeta para entrada da bateria de NICK MASON e seus acompanhamentos do decorrer da música são excelentes; quando termina o primeiro ato o que se segue se sustenta no admirável. O código no início é o chamamento da jornada musical que iremos aventurar no decorrer do álbum.
"LUCIFER SAM" com uma introdução a La 007, temos uma criação pragmática de um riff dogmático, perfeita.
"MATILDA MOTHER" esta canção é intocável, a harmonia dos vocais é o destaque e certamente o piano que capta a habilidade de RICHARD WRIGHT.
"FLAMING" um folk psicodélico genuíno, música brilhante.
"POW R. TOC H" uma viagem vocal extravagante, com modulações jazzísticas de um aprumo supremo.
"TAKE UP THY STETHOSCOPE AND WALK" uma faixa com um pé no rock puro e com princípios influentes do instrumental progressivo; destaco a notável linha do baixo de ROGER WATERS.
"INTERSTELLAR OVERDRIVE" estamos diante de um clássico instrumental da banda. Prepare sua mente, ela se anestesiará por quase dez minutos, seu corpo sentirá espasmos incontroláveis, dançantes suas mãos e seus pés controlarão a base rítmica e seus olhos se esbugalharão atônitos e assim você sairá deste coma musical induzido para o mundo real totalmente glorificado, com outras convicções sonantes.
"THE GNOME" sabe quando unicamente algo faz com que sua expressão facial espontaneamente condiz ao sorriso singelo e simples, o mérito é dos acordes e da acidez vocal de SYD BARRETT. Preferida do álbum.
"CHAPTER 24" como um lunático tem capacidade de criar uma grandiosidade desta. Sua mente beirava a perfeição de um mundo isolado onde seu âmago explora a total genialidade. Novamente o baixo de ROGER WATERS demonstra seu valor.
"THE SCARECROW" nesta canção folclórica RICHARD WRIGHT está absoluto.
"BIKE" quando ouvi esta canção imaginei uma criança cantarolando e pedalando sua bike pela rua de sua casa.
Estonteante e puramente inovador este álbum configura. Esse é o registro incondicional de que SYD BARRETT comandava o PINK FLOYD.
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