Steven Wilson: Um verdadeiro workaholic
Resenha - 4 1/2 - Steven Wilson
Por Tiago Meneses
Postado em 29 de janeiro de 2016
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Um verdadeiro workaholic, provavelmente não exista expressão que melhor defina o músico STEVEN WILSON. E enquanto o mesmo trabalha no seu quinto álbum solo, também lança um EP com inéditas pra não deixar os fãs sem desfrutarem de algumas novidades musicais.
"4 1/2" traz músicas que foram escritas durante as gravações dos seus dois álbuns anteriores, "The Raven That Refused To Sing (And Other Stories) e "Hand. Cannot. Erase." Alem de trazer uma versão de, "Don't Hat Me", faixa do álbum "Stupid Dream" da PORCUPINE TREE em que o músico tem a parceria da cantora israelense NINET TAYEB (que esteve com WILSON em "Hand. Cannot. Erase").
Quando se trata de STEVEN WILSON, os fãs estabelecem uma base de expectativa muito grande em relação aos seus trabalho, ainda mais quando se vem em uma sequência matadora como é o caso dos seus álbuns anteriores. Mas aqui todos sabem que não existe a pretensão de soar de forma tão grandiosa quanto aos seus anteriores, afinal, sequer trata-se do seu quinto álbum oficial de estúdio. Mas com certeza, ainda assim conseguiu agradar bastante.
A música de abertura é "My Books of Regrets", uma canção bastante diversificada em seus mais de nove minutos. Muitas variedades sonoras e influências em reviravoltas musicais sendo executadas com verdadeira maestria por todos os instrumentos, com destaque para o solo introspectivo de guitarra de GUTHRIE GOVAN. O álbum não poderia começar de maneira melhor, faz lembrar o papel desempenhado pela música "3 Years Older" em "Hand. Cannot. Erase".
"Years of the Plague" é uma faixa instrumental que originou-se das sessões de gravações de "The Raven That Refused to Sing". De uma beleza simplesmente assombrosa, gruda facilmente na cabeça, com o seu dedilhado feito sobre uma camada instrumental atmosférica encaixados em notas perfeitas. Nem sempre é uma música que irá querer ouvir, mas a partir do momento que se encontra disposto, uma deliciosa viagem sonora estará lhe esperando.
Os vocal voltam a aparecer em "Happiness III" e de maneira versátil, cantado em um tom baixo. Trata-se de uma música de veia bastante pop, mostrando um lado mais alegre, digamos assim, de STEVEN WILSON, longe daquele músico melancólico o qual costuma ser mais conhecido. Bastante comercial, poderia tocar tranquilamente em qualquer rádio popular, embora quem dera algumas dessas rádios dessem espaço a música pop de alguém como WILSON.
De influências jazzy, "Sunday Rain Sets In" é mais uma faixa instrumental do álbum, mas ao contrário da sua antecessora que durante toda a sua execução transporta o ouvinte a um ambiente de extrema serenidade, aqui apesar de também começar de maneira leve, a música é interrompida por um clima mais desconfortável e pesado.
Seguindo de maneira instrumental, a penúltima faixa do álbum é "Vermillioncore", também a mais pesada. Uma música que poderia entrar tranquilamente nos últimos álbuns da PORCUPINE TREE. Um trabalho de baixo magnifico que pode ser apreciado desde o seu primeiro ao último segundo. Em se tratando de bateria, falar de MARCO MINNEMANN é chover no molhado, mas o seu desempenho aqui é simplesmente sensacional e merece ser citado, enérgico. Mas tudo aqui merece destaque, indispensável a qualquer um que goste dos trabalhos mais pesados de STEVEN WILSON.
A última música de "4 1/2" é "Don't Hate Me", faixa como já dito, do álbum "Stupid Dream". Apesar de possuir quase 18 anos, se encaixa no álbum casando muito bem com "My Books of Regrets", que abriu o disco. A versão encontrada aqui não é baseada na da PORCUPINE TREE, mas sim, em torno de uma gravação ao vivo apresentada na Europa no ano passado. Particularmente gostei mais dessa versão, principalmente por conta da NINET TAYEB que através da sua voz consegue melhorar ainda mais a roupagem melódica da música.
Se olharmos de maneira geral, esse álbum não passa perto dos melhores trabalhos de STEVEN WILSON, até porque nem mesmo ele tinha alguma pretensão de que fosse, mas não há dúvida de que está longe de desapontar seus admiradores. Um registro onde só mostra que bom material ele tem de sobra, tanto que com alguns deles decidiu lançar "4 1/2" enquanto o seu quinto álbum de fato não chega.
FORMAÇÃO:
Steven Wilson - vocal, guitarra base, baixo, teclado
Guthrie Govan - guitarra
Nick Beggs - baixo
Marco Minnemann - bateria
Adam Holzman - teclado
Theo Travis - saxofone, flauta
Ninet Tayeb - vocal
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas que mais inspiraram o lado pesado do Queen, segundo Brian May
Como a opinião de James Hetfield sobre Lars Ulrich mudou ao longo dos anos
Os dois estilos musicais que Lemmy detestava e considerava pobres musicalmente
Metallica anuncia mais 12 datas da tour M72 para 2027
Baixo de James LoMenzo apresenta falha durante intro de "Peace Sells" em show do Megadeth
"Back to the Beginning", adeus de Ozzy e do Black Sabbath, nos cinemas em outubro
Falling in Reverse lança "Joseph", com Corey Taylor (Slipknot) e Serj Tankian (SOAD)
Tuomas admite culpa, mas descarta volta de Tarja ao Nightwish: "Não vai acontecer"
O cantor jovem que assustava Freddie Mercury e a quem ele não tinha nada a ensinar
O cantor forte e bonitão de power metal que foi bombeiro por 20 anos
O solo mais complexo de Brian May segundo análise que vai além da dificuldade técnica
Ian Gillan responde se Ritchie Blackmore se apresentará de novo com o Deep Purple
O cantor de power metal que aprendeu a cantar metal com Mariah Carey
A única regravação do novo disco do Accept que superou a original, segundo Wolf
A atitude do sindico de Renato Russo que o fez perder o controle
Por que Gisele Bündchen e Ivete Sangalo deturparam "Imagine", segundo André Barcinski
Jimmy Page relembra como era Keith Richards tocando para valer no estúdio

Steven Wilson anuncia novo álbum solo, "Requiem for a Village"
5 discos essenciais para iniciantes no rock progressivo, segundo a Classic Rock
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



