Gordons: Uma qualidade imensurável nas composições

Resenha - Hecatombe - Gordons

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Por Mário Orestes Silva
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Um ótimo exemplo de banda que começou tocando somente covers e migrou lentamente para um repertório autoral, Gordons lança seu debut titulado de “Hecatombe”, trazendo 10 faixas bem elaboradas que transitam flexivelmente entre o blues e o hard rock clássico, cantado em português, mantendo uma unidade sonora digna de quem está firmando sua identidade musical.

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A bolachinha abre com “Intensidade” que mostra de cara um timbre de guitarras bem marcante, com um ótimo refrão levando a canção. A segunda é “Uma Vontade Qualquer” que traz boa letra e remete diretamente a medalhões do rock. Os arranjos são muito bons e a canção apresenta qualidade excepcional dos músicos. Em terceira posição está “Pagando pra Ver”, mais uma com influências diretas de grandes nomes, com um rock simples e muito bem arranjado. Nesta feita já há trabalho com backing vocals e rápidos dedilhados no contrabaixo. A quarta faixa é “Preciso de Mim”. Um blues pesado com destaque para o grande trabalho de cordas executado pelo contrabaixista Roberto Lima (também conhecido como Beto Lee, bem antes do filho de Rita Lee ganhar pelos) e pelo guitarrista Carlos Martins.

Em seguida vem “Páginas”. Uma balada pronta pra tocar no rádio. Seu trabalho já mostra uma pitada de progressive rock. Na sequência está “O Claro” que volta ao rock clássico e dá uma apaziguada em seu meado, sem demorar a retomar o peso. O destaque desta vez está na precisão do experiente baterista Sérgio Henrique, que também é responsável pelos backings.

A sétima é “Mentiras de Verdade” (ótimo título de faixa). Outra balada, desta vez com um lindo dedilhado na abertura que ganha distorção no primeiro solo. Aliás, haja solos de guitarra nesta música. Aqui o brilho vai para a segurança na voz de Carlos Palácio. “Multidões” vem em seguida e sua estrutura lembra bastante os andamentos dos canadenses do Rush. A penúltima é nomeada com um trocadilho que também está presente no seu refrão. “Vai Tomar um Blues” é um hard rock já bem conhecido pelo público que adora vida notívaga e sacanagem. Pra fechar o CD, a que nomeia o disco. “Hecatombe” é uma faixa curta dedilhada que, apesar de singela, possui uma linda letra.

Agradecimentos, algumas fotos da banda, ficha técnica e todas as letras das músicas compensam a fraca arte de capa. Com músicos experientes, profissionais e humildes, que não se poupam em caprichar nas composições, os Gordons vieram pra ficar por muito tempo, trazendo à tona um grande álbum de estreia. “Hecatombe” pode parecer apenas mais um disco de rock, mas quando escutado com atenção, o disco demonstra uma qualidade imensurável nas composições.

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Sobre Mário Orestes Silva

Deuses voavam pela Terra numa nave. Tiveram a idéia de aproveitar um coito humano e gerar uma vida experimental. Enquanto olhavam, invisíveis ao coito, divagavam: – Vamos dar-lhe senso crítico apurado pra detratar toda sua espécie. Também daremos dons artísticos. Terá sex appeal e humor sarcástico. Ficará interessante. Não pode ser perfeito. O último assim, tivemos de levar à inquisição. Será maníaco depressivo e solitário. Daremos alguns vícios que perderá com a idade pra não ter de morrer por eles. Perderá seu tempo com trabalho voluntário e consumindo arte. Voltaremos numas décadas pra ver como estará. Assim foi gerado Mário Orestes. Décadas depois, olharam como estava aquela espécie experimental: - O que há de errado? Porque ele ficou assim? Criamos um monstro! É anti social. Acumula material obsoleto que chamam de música analógica. Renega o título de artista pelo egocentrismo em seus semelhantes. Matamos? - Não. Ele já tentou isso sem sucesso. O Deixaremos assim mesmo. Na loucura que criamos pra vermos no que dará, se não matarem ele. Já tentaram isso, também sem sucesso. Então ficará nesse carma mesmo. Em algumas décadas, voltaremos a olhar o resultado. Que se dane.

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