Matérias Mais Lidas

Nicko McBrain: pedal duplo é pra caras como Aquiles PriesterNicko McBrain
Pedal duplo é pra caras como Aquiles Priester

Jon Schaffer: nomes do Iced Earth e Demons & Wizards somem do site da gravadoraJon Schaffer
Nomes do Iced Earth e Demons & Wizards somem do site da gravadora

Greta Van Fleet: Robert Plant odeia aquele vocalistaGreta Van Fleet
Robert Plant "odeia" aquele vocalista

Metallica: veja o primeiro (e curioso) cartão de visitas da bandaMetallica
Veja o primeiro (e curioso) cartão de visitas da banda

Megadeth: Dave Lombardo quase entrou pra banda, mas percebeu a merda que ia darMegadeth
Dave Lombardo quase entrou pra banda, mas percebeu a merda que ia dar

Pearl Jam: exigindo que banda cover Pearl Jamm mude nome, sob ameaça de processoPearl Jam
Exigindo que banda cover Pearl Jamm mude nome, sob ameaça de processo

Nervosa: Banda lança videoclipe de Under RuinsNervosa
Banda lança videoclipe de "Under Ruins"

Joe Lynn Turner: detonando gravadora por continuar projeto Sunstorm sem eleJoe Lynn Turner
Detonando gravadora por continuar projeto Sunstorm sem ele

Megadeth: Dave Mustaine, agora, é faixa roxa em jiu-jitsu brasileiroMegadeth
Dave Mustaine, agora, é faixa roxa em jiu-jitsu brasileiro

Lista: 10 grandes sucessos que farão 30 anos em 2021 e continuam sendo ouvidos até hojeLista
10 grandes sucessos que farão 30 anos em 2021 e continuam sendo ouvidos até hoje

Bon Jovi: Fear Factory fez a banda mudar de estúdio durante gravação de These DaysBon Jovi
Fear Factory fez a banda mudar de estúdio durante gravação de "These Days"

Pantera: as cinco melhores músicas da banda, segundo leitores da RevolverPantera
As cinco melhores músicas da banda, segundo leitores da Revolver

Iron Maiden: As faixas do clássico The Number Of The Beast, da pior para a melhorIron Maiden
As faixas do clássico "The Number Of The Beast", da pior para a melhor

Loudwire: o melhor álbum de thrash metal de cada ano, de 1983 até 2020Loudwire
O melhor álbum de thrash metal de cada ano, de 1983 até 2020

Quiet Riot: quebrando disco de banda brasileira em 1985Quiet Riot
Quebrando disco de banda brasileira em 1985


Matérias Recomendadas

Slipknot: veja a evolução das máscaras de cada integrante da estreia aos dias atuaisSlipknot
Veja a evolução das máscaras de cada integrante da estreia aos dias atuais

Bandas extremas: 10 álbuns que causaram surpresaBandas extremas
10 álbuns que causaram surpresa

Iron Maiden: a música Wasting Love é um Plágio?Iron Maiden
A música "Wasting Love" é um Plágio?

Temperatura Máxima: as atrizes pornôs que incendiaram o cenário RockTemperatura Máxima
As atrizes pornôs que incendiaram o cenário Rock

Gene Simmons: sexo com vocalista do Linkin Park na cadeia?Gene Simmons
Sexo com vocalista do Linkin Park na cadeia?

Malvada
Stamp

Kamelot: Uma banda que continua em evolução

Resenha - Haven - Kamelot

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Vicente Reckziegel
Enviar Correções  

9

O Kamelot parece tomar o caminho inverso seguido pela grande maioria das bandas que passam por trocas de vocalistas. Enquanto a maioria perde seu prestigio e acabam muitas vezes maculando seu próprio nome, parece que a banda americana está seguindo o rumo inverso.

Se o salto de qualidade que a banda deu com a entrada de Roy Khan na vaga do limitado Mark Vanderbilt (me desculpe se existirem fãs do rapaz, mas ouvindo os dois primeiros álbuns da banda, "Eternity" e "Dominion", você ouve muitas ideias legais, mas quando entra o vocal invariavelmente as músicas perdiam todo o encanto), com a saída do mesmo Roy muitos temiam pela continuação da banda, visto o alto conceito que o mesmo tinha perante os fãs. Mas Tommy Karevik mostrou que não ia deixar a peteca cair, e até mesmo parece acrescentar mais a banda, que não tinha um desempenho tão bom desde "The Ghost Opera" (2007).

E essa resenha poderia se basear somente na faixa de abertura, "Fallen Star". Na minha opinião, essa foi uma das músicas mais legais que escutei lançadas em 2015, pois a mesma possui um senso de melodia absurda, uma orquestração extremamente bem postada (sem ficar muito alto-indulgente) , um refrão que, com apenas uma simples audição, você já está cantando junto, e um instrumental preciso. Fica meio clichê usar a frase "só essa música já vale o disco inteiro", mas no caso de "Fallen Star" essa sentença é mais que correta.

Como de costume, a banda gravou dois vídeos formidáveis, e as músicas escolhidas foram as mais adequadas para este formato. "Insomnia" tem uma estrutura mais simples que a grande maioria das músicas em "Haven", mas sendo agressiva e novamente com refrão contagiante, o que casa bem com o mercado americano, mas a qualidade inerente ao Kamelot continua presente ali. Já "Liar Liar (Wastland Monarchy)" é uma superprodução exuberante, e conta com a presença da (não tem como ser mais obvio nessa afirmação) bela Alissa White-Gluz, que mostra predicados mais que surpreendentes nessa faixa, com os seus tradicionais vocais, mas também com uma voz limpa que casou muito bem com a música em questão.

Falando em Alissa, a mesma também participa em "Revolution", mas essa se trata de uma faixa mais comum, não possuindo o mesmo impacto da anterior, apesar do peso acima do habitual da banda.

"Haven" tem também as habituais baladas, e numa delas temos a participação especial de Charlotte Wessels (Delain). E é justamente "Under Grey Skies" a melhor delas, com refrão marcante e melodias na medida certa, talvez uma das melhores músicas do gênero já composta pelo Kamelot. Já "Here’s to the Fall" não tem o mesmo brilho, tendo uma sonoridade mais dramática e orientada para as cordas.

Além das já citadas músicas, não tem como deixar de se destacar a mais cadenciada e pesada "Citizen Zero", que possui um ótimo solo de teclado por parte de Oliver Palotai, além de "Veil of Elisyum" e "My Therapy", ambas voltadas para o tradicional Power/Progressive Metal da banda.

"Haven" traz uma aura um pouco melancólica nas letras, o que acaba fazendo com que as faixas carreguem esse sentimento, e isso é refletido igualmente na belíssima capa do disco, uma das mais legais do ano que passou.

Ainda temos muitas pessoas que possuem restrições quanto a sonoridade de bandas como o Kamelot, mas até mesmo estas não podem negar o grande trabalho realizado pelo quinteto, que com "Haven" parece ter galgado alguns degraus a mais em sua busca pelo reconhecimento (e por quê não dizer fama e fortuna, afinal de contas é o que todos buscam...). E mostra que Tommy Karevik definitivamente era o cara certo para preencher a lacuna deixada por Roy Khan.

Formação:
Tommy Karevik - Vocal
Thomas Youngblood - Guitarra
Sean Christians - Baixo
Oliver Palotai - Teclado
Casey Grillo – Bateria

13 faixas – 52:53

Tracklist:
1 - Fallen Star
2 - Insomnia
3 - Citizen Zero
4 - Veil Of Elisyum
5 - Under Grey Skies
6 - My Therapy
7 - Ecclesia
8 - End Of Innocence
9 - Beautiful Apocalypse
10 - Liar Liar (Wasteland Monarchy)
11 - Here's To The Fall
12 - Revolution
13 - Haven



Outras resenhas de Haven - Kamelot

Kamelot: Um álbum que vale muito a pena o seu investimento

Kamelot: Elementos sombrios marcam segundo da era Karevik

Kamelot: Novamente se reerguendo com "Haven"


Tunecore
Receba novidades de Rock e Heavy Metal por Whats App
Anunciar no Whiplash.Net


Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Metal sinfônico: os 10 melhores segundo o TeamRockMetal sinfônico
Os 10 melhores segundo o TeamRock

Musos do Heavy Metal: Agora é a vez das garotas!Musos do Heavy Metal
Agora é a vez das garotas!


Krisiun: Edu Falaschi não viveu o undergroundKrisiun
"Edu Falaschi não viveu o underground"

Hard Rock e Heavy Metal: Os 10 videos mais toscos sem quererHard Rock e Heavy Metal
Os 10 videos mais toscos "sem querer"


Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

Mais matérias de Vicente Reckziegel no Whiplash.Net.