Blackmore's Night: Excelente lançamento, um dos melhores do grupo
Resenha - Blackmore's Night - All Our Yesterdays
Por Tarcisio Lucas Hernandes Pereira
Postado em 06 de novembro de 2015
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Eis que 2015 nos brinda com mais um lançamento do grupo capitaneado por ninguém mais ninguém menos que Ritchie Blackmore, guitarrista que no passado foi responsável por algumas das maiores obras primas da música pesada, junto ao Deep Purple e ao Rainbow. Com o Blackmore’s Night, ao lado de sua esposa, a cantora e multi-instrumentista Candice Night, desde muito o guitarrista trocou as distorções e os riffs por um som calcado em outras sonoridades, como a música medieval, o rock progressivo, o folk rock e a música celta, só para citar algumas influências. Apesar dos saudosistas de plantão, a banda tem construído uma carreira sólida e uma base de fãs devota, sendo "All Our Yesterdays" o nono disco de estúdio do conjunto.
Blackmores Night - Mais Novidades
Trata-se de um álbum feito sob medida para os fãs da banda, bem como para fãs de conjuntos como Jethro Tull, Renaissance, Gryphon e similares. Ainda que a fase recente da grupo seja bem menos medieval e clássica que seus primeiros discos (especialmente os dois primeiros, "Shadow of the Moon" e "Under a Violet Moon"), ‘All Our Yesterdays" oferece momentos de muita delicadeza, beleza e criatividade. E muito se engana quem acha que Blackmore simplesmente trocou as guitarras pelos alaúdes; basta ouvir o disco e perceber que pelo menos 5 músicas possuem solos feitos nas 6 cordas, alguns dos quais poderiam facilmente estar dentro de qualquer excelente álbum de hard rock.
Músicas:
All Our Yesterdays – Típica música de abertura do Blackmore’s Night, com melodias bem medievais misturadas com um toque de música espanhola/moura. Como sempre, o destaque vai para a voz aveludada e suave de Candice Night;
Allan Yn N Fan – Música instrumental, que poderia estar em um álbum do Jethro Tull em sua fase clássica. Aqui a guitarra de Blackmore dá o ar da graça, e em cerca de 15 segundos apresenta um solo que poderia estar em qualquer um dos grandes álbuns do Deep Purple.
Darker Shade of Black – Trata-se de uma música densa, a começar pelo título. Possui arranjos clássicos, utilizando inclusive um cravo ( o avô do piano). Novamente, a guitarra aqui se faz presente e tem grande importância para a canção, em um solo maravilhoso e quase "pinkfloydiano". Na verdade, um dos melhores solos do ano, em se tratando de rock. A música não possui letra, mas apresenta backing vocals bastante expressivos e coros dramáticos;
Long long Time – Aqui a banda apresenta sua faceta celta. Trata-se de balada lindíssima, onde um violão e uma flauta criam a base para a bela melodia vocal entoada por Candice. Trata-se na verdade de um cover de Linda Ronstadt, que encaixou-se tão bem com a sonoridade da banda que prece ter sido originalmente composta para o álbum;
Moonlight Shadow – como já é tradição, o Blackmore’s night apresenta mais um cover inusitado. Aqui a canção, composta por Mike Oldfield ganha contornos de pop rock. Na verdade, a versão ficou bem mediana, sendo que a única coisa que realmente faz com que a mesma não seja imediatamente esquecida é o solo de guitarra, que é interessante. A mais fraca do disco, sem dúvida;
I Got you Babe - E finalizando a trilogia de covers presente no álbum, uma canção de Sonny and Cher. Aqui novamente a banda aposta em uma sonoridade calcada na música celta, e acerta realmente na escolha do arranjo. Possui um solo de violão muito bonito;
The Other Side – Para quem sente saudades da sonoridade dos primeiros álbuns, eis aqui a faixa perfeita! Em ritmo de dança flamenca-barroco-medieval (EXATAMENTE), uma canção que certamente se transformará em um grande momento nos animados shows da banda.
Queen’s Lament – Outra música que também remete aos primórdios da banda. Uma curta peça para violão solo, lenta e grave, como o próprio nome sugere. Excelente música.
Where Are We Going from Here – A mais roqueira do disco. Só uma coisa a ser dita: Blackmore ainda faz com a guitarra o que poucos conseguem, nos quesitos "bom gosto" e "feeling". Que solo!
Will o’ The Wisp – Outra canção com clima totalmente medieval, e que também promete soar magnifica ao vivo. Aquela típica música que faz você querer se transformar em um menestrel errante visitando tavernas com seu alaúde!
Earth, Wind and Sky – Uma ode medieval à natureza. Remete aos momentos mais suaves do Renaissance.
Coming Home – Outra música festiva que renderá altas danças medievais nos shows. Um encerramento perfeito para o álbum.
Como resumo geral, podemos dizer que trata-se de um excelente lançamento, digno dos melhores do grupo. E, embora Ritchie Blackmore tenha anunciado algumas datas em que revisitará seu passado roqueiro, esse novo lançamento deixa claro que a banda encontra-se com a criatividade em alta, o bom gosto apurado e a certeza de que ainda há espaço para queimar muita lenha nas tavernas por onde passarão os bardos do Blackmore’s Night.
Musicos:
Ritchie Blackmore - electric/acoustic guitars, mandola, hurdy gurdy, nickelharpe Candice Night - vocals, chanter, cornamuse, shawms, rauschpfeife
Bard David of Larchmont - keyboards
Earl Grey of Chimay - Bass and rhythm guitar
Lady Lynn - harmony vocals, shawm, flute, recorder
Troubadour of Aberdeen - drums
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ouça tributo ao Rainbow com verdadeira seleção de astros do rock e metal
"A banda de abertura mais difícil que já tivemos foi o Guns N' Roses", revela Bruce Dickinson
Judas Priest lança coletânea que abrange várias fases da discografia
Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
A banda southern que Steve Harris considera das melhores que abriu para o Iron Maiden
A letra que Ozzy Osbourne chamou de "a pior porcaria" que já ouviu
A banda que Paul Stanley considera a essência do rock and roll
O ex-jogador que ouvia heavy metal antes dos jogos para se motivar
7 clássicos do rock nacional com mais de cinco palavras no título
Nita Strauss cresceu acreditando que era descendente de Johann Strauss
Edguy esgota ingressos do primeiro show em mais de uma década
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
A canção dos Beatles que pirou a cabeça de Mick Jagger quando ele a ouviu
A banda que fez Phil Collins perceber que o tempo do Genesis havia passado
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta


